Centrais distribuem sardinha em ato em SP pela Redução da taxa de Juros

As centrais sindicais CTB, CGTB, Força, NCST e UGT promoveram na manhã desta quarta-feira (20), véspera de feriado, um ato simbólico em frente ao prédio do Banco Central, na Av. Paulista,  para protestar contra a política alta de juros e alertar o governo federal para a equivocada política econômica adotada.

Durante o ato foram distribuídas à população 50 quilos de sardinha, assadas no local. “Enquanto eles privilegiam os tubarões da especulação vamos assar sardinha para lembrar do povo brasileiro”, destacaram os sindicalistas.

Em suas intervenções os sindicalistas destacaram os prejuízos dos juros altos causam ao bolso da classe trabalhadora. “O povo brasileiro ainda está comendo sardinha para sobreviver, enquanto os grandes tubarões estão por aí, enriquecendo”, destacou Pascoal Carneiro, secretário-geral da CTB Nacional.

De acordo com Pascoal, o ato não foi contra a presidenta Dilma, mas sim para lembrar ao Copom de que é possível baixar também a taxa, e não somente elevar ou manter no mesmo patamar que já é um dos mais altos do mundo. “Queremos a inflação baixa e temos outros modos de contê-la, outras formas que não prejudique o trabalhador e proporcione maior desenvolvimento”.

É uma incoerência continuarmos com esses juros num país como o nosso. Queremos um projeto que desenvolvimento, mas atrelado à distribuição de renda para o povo que trabalha e não para aqueles que vivem de especulação.  Não aceitamos o essa atitude nesse momento, em que o país se desenvolve ao mesmo tempo em que continua com essa  prática de juros altos do mundo. Isso é uma dissonância com o momento que estamos vivendo no país. Essa unidade das centrais se faz forte porque ela é sincera e traz uma proposta objetiva para o povo brasileiro”, afirmou Joilson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB.

O ato, em frente ao BC, foi mais uma das diversas mobilizações providas unitariamente pelas centrais  e deve fazer parte de um calendário de luta, é o que destaca Nivaldo Santana, vice- presidente da CTB. “Os números nos mostram que estamos no caminho correto. Além de defendermos o desenvolvimento com valorização do trabalho, que é a carta programa do sindicalismo brasileiro, apostamos na unidade em todas as mobilizações, que tem como reivindicação central  a luta que não é só dos trabalhadores, mas da imensa maioria da população: a luta pela redução de juros. Para tornarmos os juros do Brasil equivalente ao dos outros países.  Juros altos significam economia parada, desemprego, menos investimento, abrir a economia do Brasil para especulação e guerra cambial.O grande perigo que o Brasil enfrenta hoje e que provoca grandes problemas para economia”, destacou Santana.

O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central iniciou na terça-feira (19) mais uma reunião para decidir a nova taxa de juros do país, atualmente em 11,75% ao ano. É a terceira reunião realizada durante o governo Dilma e existe grande possibilidade de elevação de 0,25 ponto, como aponta o mercado. O sistema financeiro, assim como toda vez que se pretende mexer na taxa, faz um processo de blindagem, o que resulta na saída de crédito do mercado. Mais uma vez, os maiores prejudicados com essa política são os trabalhadores.

Cinthia Ribas – Fotografias Láldert Castello Branco – Portal CTB

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