Nesta segunda-feira (24), os cariocas fizeram grande ato contra a PEC 241

Mais de 20 mil pessoas lotaram as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro para, mais uma vez, manifestar todo seu repúdio à PEC 241, que congela, por 20 anos, investimentos em áreas como saúde e educação. Homens, mulheres, jovens, estudantes, trabalhadores e militantes dos mais variados segmentos dos movimentos sociais e populares se encontraram na Praça da Candelária para o ato, que foi organizado pelas Frentes Brasil Popular, de Esquerda e Povo Sem Medo. A CTB-RJ participou ativamente do ato, com sua militância e contribuição para a construção do mesmo.

A concentração do ato ocorreu na Praça da Candelária, histórico ponto de encontro dos movimentos sociais carioca. A unidade foi nítida nos coros de “Fora Temer” e na exigência de novas eleições para o reestabelecimento da democracia no nosso país. A PEC 241 foi um alvo de todos os manifestantes e, segundo o presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, o ato cumpriu as expectativas: “Mais uma vez, os trabalhadores e as trabalhadoras do Rio de Janeiro estão lotando as ruas para mandar um recado para o governo golpista de Michel Temer: não iremos aceitar redução de direitos, não iremos aceitar congelamento de investimentos em saúde e educação, não vamos aceitar o desmonte do estado brasileiro e faremos, nas ruas, a resistência democrática que irá derrotar essa ofensiva neoliberal dos golpistas”.

O ato percorreu a Avenida Rio Branco, tomando conta da rua em um verdadeiro “mar de gente”, e se encerrou em outro histórico ponto de mobilização carioca: a praça da Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores.

Se aprovada, a PEC 241/16 irá causar impacto direto no poder aquisitivo dos salários dos trabalhadores, já que, atualmente, no caso dos servidores públicos, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que os critérios de aumento dos gastos com pessoal se deem com base na Receita Corrente Líquida (RCL). No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, além do impacto com a possível alteração na metodologia do reajuste do salário mínimo, os trabalhadores para quem ele é referência podem vir a ter seus ganhos reais comprometidos. Toda a população brasileira será penalizada com a muito provável redução, em quantidade e qualidade, dos serviços públicos de saúde e educação.

Por José Roberto Medeiros, da CTB-RJ

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