Caminhoneiros protestam contra aumentos abusivos dos combustíveis em 17 estados

Rodovia BR 262, em Juatuba, foi paralisada pelos caminhoneiros nesta manhã, em Minas Gerais

Caminhoneiros paralisam rodovias em 17 estados do país nesta segunda-feira (21) em protesto contra os sucessivos aumentos nos preços do diesel. A categoria já havia avisado sobre a realização da greve caso não fossem atendidas algumas reivindicações apresentadas ao governo federal.

Entre outros pontos, os caminhoneiros pedem a redução da carga tributária sobre o diesel, com redução da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). A paralisação foi convocada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

Nos últimos 12 meses, o diesel subiu 15,9% no posto. O aumento é resultado da nova política de preços adotada pela Petrobras, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo.

Em alguns estados, o valor do diesel atinge 60% do frete pago pelo contratante do serviço. Para o presidente do Sinditac de Minas Gerais, Antônio Vander Silva Reis, que está acompanhando os protestos no estado, o que tem sido cobrado de combustível está inviabilizando o trabalho dos caminhoneiros.

“Hoje o combustível já está ultrapassando em 60% o valor do frete”, disse ele ao jornal Estado de Minas, explicando que o impacto na atividade de quem trabalha com fretes é enorme, pois o preço pago pelos contratantes dos serviços não mudou. Logo, se um motorista pega um serviço de transporte de mercadoria por R$ 1000, R$ 600 são destinados somente ao combustível. 

Uma reunião com ministros no final do dia, no Palácio do Planalto, deve discutir o assunto. E apesar dos protestos de hoje, a Petrobras anunciou um novo aumento no preço do diesel e da gasolina nas refinarias.

Portal CTB com agências – foto: Paulo Filgueiras / EM / D.A. Press

 

 

Compartilhar: