Caged aponta geração de 230,9 mil empregos formais em outubro

O número de contratações com carteira assinada superou o de demissões em 230.956 vagas em outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram 1.433.915 admissões menos 1.202.959 demissões, o que revela o elevado grau de rotatividade da força de trabalho no país.

De todo modo, em termos de contratações líquidas foi o melhor resultado para o mês de outubro desde a criação do Caged, em 1992. No acumulado de 2009, a criação de empregos formais superou a marca de um milhão de postos, atingindo 1.163.607 vagas, número significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (2,147 milhões). Apenas o mês de janeiro teve um resultado negativo, em que as demissões superaram as contratações em 101,7 mil.

Indústria foi destaque

Segundo o ministro Carlos Lupi, a quantidade de demissões de outubro também foi a menor de 2009. O saldo de empregos formais do mês passado foi maior que o registrado em igual período de 2008, de 61.401 vagas.

O destaque foi a indústria de transformação, com geração de líquida de 74.552 postos de trabalho, recorde para o setor no mês. Em seguida, apareceram o setor de serviços (69.581 vagas), comércio (68.516) e construção (26.156).

Outubro foi o nono mês consecutivo em que há crescimento de vagas. Na semana passada, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) já havia antecipado a criação de mais de 1 milhão de vagas neste ano número de vagas que o ministro havia previsto para todo o ano de 2009. Em 2008 foram criadas 1,45 milhão de vagas.

Regiões

A região Sudeste liderou a geração de empregos. Foram criados 108.035 postos de trabalho, 69.146 em São Paulo. Em seguida vem o Nordeste, com 49.334 postos, recorde para o mês na região. No Sul foram criadas 49.165 vagas, no Norte, 15.130 e, no Centro-Oeste, 9.292 vagas.

O desempenho do mercado de trabalho surpreendeu muitos economistas, que estimavam um impacto maior da crise econômica mundial. O Brasil saiu mais rápido da crise do que a maioria dos países, com exceção da China, Índia e outras nações asiáticas. Isto se deve, entre outros fatores, à valorização do salário mínimo, incremento do Bolsa Família e do PAC, além das medidas anticíclicas adotadas pelo governo Lula.

Portal CTB, com agências
       
       

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