Brasil será um dos poucos a controlar inflação, diz ministro

O bom desempenho da economia foi apontado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, como o fator que fará do Brasil um dos únicos países a apresentar, neste ano, inflação dentro dos parâmetros previstos pelos seus governos. "O Banco Central aumentou os juros, o governo atingiu o volume do superávit primário, algumas outras medidas de restrição ao crédito foram adotadas. Ou seja, o governo adotou uma política contracionista (de diminuir a oferta de dinheiro), que deve dar resultado também no combate à inflação", observou.

Para Paulo Bernardo, a inflação deverá se manter em, no máximo, 6,5%, percentual dentro do limite de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, de acordo com a meta fixada pelo Banco Central (que é de 4,5%). "Se você olhar o quadro internacional hoje, o Brasil talvez seja um dos poucos países que terá uma inflação ainda dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Quase todos os países que têm meta de inflação estabelecida, vão estourá-la. Inclusive países com estabilidade monetária muito maior do que a do Brasil", previu.

O ministro nominou exemplos. "Pode-se citar o Chile, na América latina. Nos Estados Unidos, a previsão é de inflação perto dos 5%. Na Grã Bretanha, a inflação está projetada na faixa de 4,5%. Além de vários outros países da Europa que terão inflação acima do que se colocou de meta e até da margem de erro", explicou. Segundo ele, vários indicadores de inflação, sejam os do governo ou de institutos independentes como a Fundação Getulio Vargas (FGV), já mostram arrefecimento.

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