Bolsonaro derrete enquanto Lula avança nas pesquisas

Pode-se enganar a alguns o tempo todo e a todos por algum tempo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo.

A célebre e sábia frase de Abraham Lincoln ajuda a compreender a trajetória do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas de opinião, que desde o início deste ano descreve uma linha de queda livre.

A mais recente pesquisa Datafolha, realizada nos dias 7 e 8 de julho, revelam que a rejeição ao presidente bateu um novo recorde, subindo a 51%. No levantamento anterior o índice era de 45%.

O caminho ladeira abaixo tem a ver com a política sanitária genocida, que já condenou mais de 580 mil brasileiros e brasileiras à morte, ao desemprego em massa e ao mais sórdido esquema de corrupção que se tem notícia na história.

Bolsonaro se elegeu com a falsa promessa de que em seu governo não teria corrupção e a velha política do toma lá dá cá seria substituída por uma nova política. Muitos eleitores acreditaram nas mentiras proferidas pelo mito da extrema direita, um especialista em Fake News.

Mas os fatos sugerem que a mentira tem pernas curtas e como disse o grande presidente estadunidense não é possível enganar todo mundo o tempo todo. A aliança com o despudorado Centrão foi coroada com a criação de um orçamento secreto de R$ 3 bilhões.

Quem está acompanhando a CPI da covid não pode ter dúvidas sobre as negociatas no âmbito do Ministério da Saúde envolvendo oficiais militares e funcionários indicados pelo líder do governo na Câmara Federal, Ricardo Barros. A máscara de bom moço cai mostrando que o presidente, o seu Clã e milícia estão com a cara manchada com a lama da corrupção.

Eleições 2020

Enquanto Bolsonaro despenca, o ex-presidente Lula avança. A pesquisa do instituto Datafolha mostra que o líder petista aparece à frente em dois cenários imaginados.

No primeiro, Lula tem 46%, ante 25% de Jair Bolsonaro (sem partido). Depois aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%, o governador paulista, João Doria (PSDB), com 5%, e o também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 4%. Votos em branco ou nulos somam 10%. Outros 2% disseram não saber qual candidato escolherão.

No segundo cenário, Doria é substituído pelo também tucano Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. A situação quase não muda. Lula mantém os 46% e Bolsonaro continua com 25%. Ciro vai a 9%, Mandetta fica com 5% e Leite, com 3%. Os percentuais de votos em branco/nulos e de indecisos se repetem.

Em maio, segundo o Datafolha, Lula tinha 41% e o atual presidente, 23%. Naquele mês, constavam os nomes do ex-ministro Sergio Moro (7%) e do apresentador Luciano Huck (4%), além de João Amoêdo (Novo, 2%). Ciro aparecia com 6% das intenções de voto e Doria, com 3%.

Na pesquisa espontânea, Lula tem 26% e Bolsonaro, 19%. Ciro figura com 2%.

Segundo turno

Em possível segundo turno, Lula venceria Bolsonaro com facilidade: 58% a 31%. Ciro também derrotaria o atual presidente, por 50% a 34%.

Bolsonaro é, de longe, o mais rejeitado, com 59% afirmando que não votariam nele. Doria e Lula têm 37% e Ciro, 31%.

De acordo com o instituto, foram ouvidas 2.074 pessoas acima de 16 anos, na quarta e quinta-feira (7 e 8), em 146 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Outras pesquisas divulgadas nesta semana mostram Lula liderando as preferências de voto, como informaram CNT/MDA, Quaest/Genial e PoderData. Levantamento CNT/MDA também apontou queda da popularidade do presidente e o apontou como principal responsável pela demora na vacinação.

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