Bancários votam nesta segunda-feira proposta dos bancos de 10% de reajuste

Bancários de todo o país se reúnem em assembleias nesta segunda-feira (26) para decidir se aprovam a proposta apresentada bancos públicos e privados. Ambas as propostas incluem reajustes de 10% nos salários, PLR e o piso e 14% para os vales refeição e alimentação. Nos particulares,  também a assinatura de um termo de ajustamento pelos seis maiores bancos em relação ao gerenciamento de metas.

A Federação Nacional dos Bancos – Fenaban apresentou sua proposta final das instituições particulares na tarde do sabado (25). No início da noite foi a vez da direção do Banco do Brasil se pronunciar sobre as questões específica funcionalismo. Além dos mesmos índices dos bancos privados, além da manutenção do formato do pagamento semestral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, além dos módulos bônus e Fenaban. 

Já a Caixa, que se proninciou no domingo (25), apresentou um acordo que inclui além dos indíces da Fenaban, a suspensão da terceira onda do programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), fim dos 15 minutos de pausa para mulheres antecedendo a jornada extraordinária (em localidades onde não existem ações judiciais), retorno do adiantamento odontológico (a partir de janeiro de 2016), devolução dos dias descontados em mobilizações em defesa da Caixa 100% Pública e contra a terceirização, e promoção por mérito para 2017, no plano de carreira.

No que se refere aos dias parados da greve, caso a proposta seja aceita, será utilizado o mesmo formato proposto pela Fenaban. Dessa forma, não haverá desconto e a compensação resultaria em abono de 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e de 72% dos dias para quem faz de oito horas. A compensação, seria para quem fez os 14 dias úteis de greve ou menos.

Para Emanoel de Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb Base) e secretário de Imprensa da CTB BA, não houve avanços.

Na opinião do sindicalista, apesar do Comando orientar a aceitação das propostas, questões fundamentais ficaram de fora, como por exemplo a contratação de mais funcionários nos bancos públicos. “A nossa vitória foi não ter perdido. Derrotamos a manobra dos banqueiros que queriam impor a política de abono em troca do arrocho salarial”, destacou Souza.

O dirigente afirmou que os avanços da pauta específica na rede pública foram muito pequenos. “A intransigência do governo e a total ausência de interlocução impôs uma proposta que não dialoga com os anseios dos bancários”, ressaltou.

Ambas as propostas serão analisadas nesta segunda-feira, para definir se os bancários encerram ou não a greve iniciada no dia 06 de outro.

Portal CTB

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