Associações da Polícia Militar aderem a paralisação na Bahia

Como alternativa à greve, 33 Associações de Praças da Polícia Militar da Bahia, iniciaram na manhã desta segunda-feira o movimento chamado pela categoria de "Polícia Legal". A Constituição determina que policiais militares não podem paralisar suas atividades.

De acordo com lideranças do movimento, durante a mobilização os policiais estarão nas ruas, mas não atenderão a chamadas que representem risco à vida enquanto não receberem os itens de segurança reivindicados.

A mobilização, que atinge a capital baiana e algumas cidades do interior do Estado, reivindica melhorias nas condições de trabalho, como equipamentos de proteção individual, coletes à prova de bala e capas de chuva, além de melhores condições de segurança nas viaturas. Os policiais também pedem a volta de cinco colegas demitidos na greve de 2001 e piso salarial de R$ 4 mil. O salário atual está em R$ 1,7 mil.

Na noite deste domingo, o governo do Estado participou de uma negociação com representantes da categoria, mas não houve avanço. Em nota oficial, o governo afirma que tomou medidas para garantir a segurança pública e classificou como "movimento paredista" a interrupção dos serviços prestados por policiais militares, configurando quebra da hierarquia e da disciplina. A nota afirma ainda que a negociação só irá continuar com a manutenção das atividades regulares dos policiais.

Segundo informações da assessoria do Capitão Tadeu, um dos líderes do movimento, cadetes da PM, que são policiais ainda em fase de treinamento, foram convocados pelo comando geral para realizarem rondas em Salvador. Na manhã desta segunda-feira, dois cadetes ficaram feridos ao manusearem armamentos na Vila Militar e foram levados ao Hospital Agenor Paiva.

Fonte: Portal Terra

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