Araújo, o lacaio de Trump, vê fantasma comunista rondando a AL e o mundo

Com a chegada de Bolsonaro ao Palácio do Planalto o Itamaraty, assim como outros ministérios do governo, foi transformado em palco para o desfile de teorias tresloucadas, descoladas da realidade e orientadas pelo ódio anticomunista, o que só tem contribuído para desmoralizar a instituição e manchar a desgastada imagem do Brasil no exterior. O mais recente exemplo disto foi o artigo de Ernesto Araújo reportado pela jornalista Patrícia Campos Mello na Folha de São Paulo. Uma barbaridade.

Confira abaixo a notícia e tire suas próprias conclusões sobre a saúde mental do articulista, que é mais um discípulo do astrólogo Olavo de Carvalho premiado pelo governo da extrema direita:

Em artigo para o site bolsonarista Terça Livre, o chanceler Ernesto Araújo alerta para a volta de uma suposta ameaça comunista nos países da América Latina.

No texto, Ernesto afirma que o “horizonte comunista” quer voltar a “estrangular” o Brasil, a Bolívia, o Chile, a Colômbia e o Equador e pretende levar “as trevas” para a Venezuela, Argentina e México, países onde uma ditadura de esquerda e governos de centro-esquerda estão no poder.

Intitulado “Para além do horizonte comunista”, o artigo não aparecia em busca feita no site Terça Livre, mas foi distribuído nesta quarta-feira (18) através do clipping do Itamaraty, a lista de notícias enviadas a todos os diplomatas e funcionários do ministério. O clipping dizia: “Em artigo exclusivo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, traça um panorama da ameaça comunista nos países latinos”.

O chanceler diferencia um “horizonte comunista” do comunismo já propriamente instalado e diz que o “globalismo” é um instrumento para a construção do comunismo. Ernesto define globalismo como “a captura da economia globalizada pelo aparato ideológico marxista através do politicamente correto, da ideologia de gênero, da obsessão climática, do antinacionalismo”.

Para o ministro, não há dúvida de que a América Latina viveu dentro de um “horizonte comunista desde 2005, ou possivelmente desde um pouco antes, desde a vitória de Lula em 2002, ou desde a vitória de Chávez em 1999. Na verdade, esse horizonte começou a raiar com a criação do Foro de São Paulo, em 1991”.

Em seu longo texto sobre a suposta ameaça comunista no continente, Ernesto ataca também os “isentões” —gíria que descreve pessoas que não se alinham a nenhum partido ou ideologia. Ele afirma que os isentões só acreditam na “figura fictícia de um certo comunismo derrotado em 1989” e recusa-se terminantemente a reconhecer —muito menos a enfrentar—  o projeto comunista real que atua hoje por toda parte.”

“A pressa com que hoje, no Brasil, os isentos correm para os braços da extrema esquerda e vice-versa, formando uma estranha “isentoesquerda”, é o sinal abjeto dessas afinidades profundas.”

De acordo com Ernesto, hoje em dia, há a construção de uma sociedade que é liberal apenas na superfície, com aparência de uma economia capitalista com instituições democráticas e direitos humanos, mas que, debaixo disso, esconde ideais comunistas, anticristianismo e manipulação da ciência.

“No Brasil estamos rompendo o horizonte comunista e reenquadrando o liberalismo no horizonte da liberdade”, diz Ernesto. Segundo ele, o horizonte comunista também está sendo rompido nos EUA, Reino Unido, Hungria, Polônia e alguns países da África –onde, para o ministro, a Igreja Católica deixou de fazer parte do “horizonte comunista”.

Fonte: Folha

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