Acordão da Previdência é derrotado e governo quer negociar

O presidente Lula quer apresentar outra proposta de acordo sobre o reajuste das aposentadorias, na tentativa de evitar a votação na Câmara do projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue o fator previdenciário, estabelece a aplicação do mesmo índice de reajuste do salário mínimo nas aposentadorias e exige a equiparação das aposentadorias ao número de salários mínimos da data da sua concessão.

A decisão do governo também se deve à oposição das centrais e entidades sindicais (CTB, Nova Central, UGT, FST e Cobap), que rechaçaram o “acordão” fechado no mês de agosto entre o governo, a CUT, Força Sindical e CGTB.

Para Wagner Gomes, presidente da CTB, a intenção do governo em avançar nas negociações é positiva, mas para prosperar é necessário eliminar o fator 85/95, que estabelece o pagamento do valor integral para as aposentadorias somente quando a soma da idade e tempo de contribuição atingir 85 anos para as mulheres e 95 para os homens.

 “O fator proposto no “acordão” mantém o princípio do fator previdenciário reciclado, sendo injusto com os trabalhadores em geral, mas principalmente com quem começou a trabalhar cedo. Diante do elevado nível de rotatividade da mão de obra e informalidade nas relações de trabalho, a maioria dos trabalhadores só conseguirá alcançar o direito à aposentadoria integral após os 70 anos de idade, ou seja, pela hora da morte”.

Segundo a matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, o governo quer condicionar as novas negociações sobre o reajuste das aposentadorias à aprovação de todas as centrais sindicais e entidades ligadas aos aposentados, mas a insistência em manter o fator 85/95 poderá inviabilizar o acordo.

Portal CTB

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