Alimentos sobem menos e freiam a inflação, aponta FGV

Depois de permanecer cinco semanas seguidas em alta, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve um decréscimo na segunda prévia de dezembro, passando de 1,14% para 1,06%. Essa taxa representa a média de correções de preços entre os últimos dias 7 e 15 deste mês, comparados aos 30 dias anteriores.

O principal motivo para o resultado foi a redução no ritmo de aumento de preços dos alimentos, cuja taxa passou de 2,72% para 2,45%. Entre os itens mais expressivos na composição do índice que reduziram a velocidade de alta estão as carnes bovinas (de 10,63% para 8,35%) e as frutas (de 5,67% para 5,13%).

Na lista dos cinco itens com influência sobre o resultado geral do IPC-S, quatro são do grupo alimentação: alcatra (de 12,88% para 10,84%), açúcar refinado (de 11,05% para 10,89%), filé-mignon (de 24,88% para 25,70%), e mamão papaia (de 11,96% para 16,58%). O único que não faz parte desse grupo é o aluguel residencial (de 0,79% para 0,94%).

Já os produtos que mais ajudaram a compensar essas elevações foram: feijão-carioquinha (de -8,03% para -9,91%), batata-inglesa (de 4,56% para -4,50%), melancia (de 0,38% para -7,79%), quiabo (de -4,55% para -9,12%) e alho (de -0,32% para -2,33%).

Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram aumentos em índices superiores aos da primeira prévia: vestuário (de 0,76% para 0,96%); saúde e cuidados pessoais (de 0,47% para 0,51%); despesas diversas (de 0,37% para 0,39%) e educação, leitura e recreação (de 0,34% para 0,42%). Neste caso, um dos destaques é o reajuste da passagem aérea (de 9,81% para 14,55%).

Nos demais grupos, as taxas ficaram abaixo das verificadas na pesquisa anterior: 0,57%, ante de 0,67%, em transportes; e 0,41%, ante 0,45%, em habitação.

Fonte: Agência Brasil

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