Adilson Araújo afirma que “desgoverno Bolsonaro” boicota renda emergencial enquanto prioriza os bancos

Por Railídia Carvalho

Nesta quinta-feira (28), o secretário Especial da Fazenda do governo federal, Waldery Rodrigues, afirmou que o auxílio emergencial para informais custa caro para o governo e que a prorrogação do formato atual, de três parcelas de R$ 600 reais, não cabe nas contas públicas. O sindicalista Adilson Araújo criticou o tratamento “célere oferecido aos bancos” pelo governo e o boicote aos mais necessitados do país. “Os bancos foram os que mais lucraram ano passado e neste ano continuam sem perdas”.

Adilson, que é presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), citou o vídeo divulgado no dia 22 de maio de reunião ministerial de abril. “A preocupação deles é atender o pleito dos grandes e acabar com os pequenos e o povo junto”. O dirigente lembrou que o atual governo leva o país na contramão das opções que o país apresenta para sair da crise.  

Protagonismo do Congresso

“O país tem reserva extraordinária, a gente tem empresas estratégicas, temos uma capacidade produtiva, temos uma força de trabalho extraordinária, temos diversidade e uma cadeia produtiva de larga escala com grande potencialidade na área da indústria, comércio, serviços e alimentos. As condições estão dadas mas falta governo, falta costura política. O país está sem governo”, ressaltou o dirigente.

Na opinião dele, é preciso continuar pressionando o Congresso Nacional. “Tem que mostrar para a população que temos que pressionar o Congresso, que teve posição acertada quando aprovou a renda básica de R$ 600 reais podendo chegar a R$ 1.200 reais. Agora a Câmara aprovou a renda emergencial da cultura. O Congresso está exercendo o protagonismo diante da omissão do governo”.

Ainda na opinião de Adilson, cabe às Centrais Sindicais intensificarem a elaboração de alternativas para que as empresas se adaptem à nova realidade imposta pela pandemia. “Ao mesmo tempo que buscamos garantir a renda emergencial é preciso se contrapor a essa inoperância do governo, que pode levar a um colapso no país, e sermos propositivos”.  

Ele apontou para as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Só teremos uma situação segura quanto a vacina for descoberta. Enquanto isso é preciso fortalecer esse conjunto de protocolos que baseiam retomadas seguras a partir de medidas que preservem vidas e promovam a saúde e a segurança da classe trabalhadora e da população em geral”.

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