A saída da crise é Fora Bolsonaro, afirma Dilma

Em debate nas redes sociais promovido pela liderança da Minoria na Câmara Federal, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou que a saída para a grave crise sanitária, econômica e política que o país atravessa é “Fora Bolsonaro”.

Em sua opinião, se continuar sob o comando de Jair Bolsonaro o Brasil continuará afundando. Ela criticou duramente a carência de testes para a Covid-19. “O maior crime é não fazer testes”, destacou.

Com efeito, a falta de testes impede a identificação e isolamento das pessoas que foram infectadas, o que resulta na multiplicação dos casos e das mortes. Isto ocorre principalmente com as pessoas que, embora infectadas, não apresentam sintomas e não têm sequer consciência de que são portadores e transmissores do vírus.

Situação trágica

Além de Dilma falaram também durante o debate, mediado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

A parlamentar comunista, hoje vice-líder da Minoria, estima que o número real de pessoas infectadas esteja situado entre 8 a 12 milhões, em função da subnotificação, “e podemos dizer que já passam de 100 mil os mortos pela Covid-19”, acrescentou. “A situação é trágica”.

Ela criticou a militarização do governo, expresso no fato de que já são mais de 11 mil militares empregados no Executivo, 3 mil que ainda estão na ativa e concordou com ex-presidenta Dilma de que a saída da crise começa pelo Fora Bolsonaro.

Polícia, política e crime

O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), também vice-líder da minoria, enfatizou que Bolsonaro não representa a nova política, como alardeia, “muito pelo contrário”. O presidente da extrema direita está envolvido em crimes de corrupção e de domínio de território, que são características das milícias. É o entrelaçamento de polícia, política e crime, fervoroso defensor da tortura, dos assassinatos e da milícia.

Ele mencionou os 14 imóveis comprados pela ex-mulher de Bolsonaro quando esteve casada com ele e destacou que o presidente foi eleito e governa com base em mentiras, em fake news. A ruptura com a democracia já ocorreu, em sua opinião: “Bolsonaro já é um golpe”.

Fundeb

O líder da Minoria, José Guimarães, que intermediou o debate, informou que a próxima semana legislativa será marcada por uma verdadeira guerra em torno da renovação do Fundeb, que tem uma importância fundamental para o financiamento da educação no Brasil (leia nota da CTB). A bancada bolsonarista não concorda com a proposta de conferir um caráter permanente ao fundo nem com o aumento da contribuição da União previstos na PEC 15/2020. “Vai ser uma guerra na Câmara dos Deputados”, anunciou.

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