Presidente da CTB defende unicidade e fortalecimento das entidades sindicais

A reforma da estrutura sindical, em meio a forte recessão e sob um governo contra os trabalhadores, não tem qualquer prioridade. Essa reforma, no entanto, é defendida por segmentos de cúpula de algumas Centrais. Essa defesa está materializada na Proposta de Emenda Constitucional 171, subscrita pelo deputado Marcelo Ramos (PL-Amazonas), com integral apoio o deputado Paulinho, do Solidariedade.

A Agência Sindical debateu o tema com Adilson Araújo. Ele é bancário e preside a CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Na entrevista, Adilson explica quais a reais prioridades.

• Desenvolvimento e emprego – “Nós, da CTB, estamos abertos a discussões com todos os setores. Mas a conjuntura atual do País nos orienta que a pauta a ser defendida junto aos trabalhadores e à sociedade é a do crescimento econômico, com geração de emprego e respeito a direitos”.

• Sem direito a ilusões – “O governo atual é neoliberal e radicalmente contra as organizações de classe. Tanto é que a cada dia adota medidas que cortam direitos e visam enfraquecer a representatividade sindical, além da sustentação financeira das nossas entidades. É ilusão achar que um governo desses vai querer dialogar, buscando melhorias para os trabalhadores e o sindicalismo”.

 A Constituição – “Se melhorias precisam ser feitas na organização sindical, até pra reduzir número abusivo de Sindicatos, tudo bem. A gente discute. Mas começar a discussão pelo desmonte do Artigo 8º da Constituição, que tanta luta nos custou na Assembleia Nacional Constituinte, é um erro grosseiro. E isso a CTB não endossa. Por isso, defendemos a unicidade, pois é que a Constituição-Cidadã estabeleceu”.

• Bases – “O golpe dado contra uma presidente eleita ajudou a confundir ainda mais a base social. Há desorientação entre a classe trabalhadora e uma parte aderiu ao bolsonarismo. A ficha começou a cair. E as direções precisam dialogar com as bases, mostrar a face real desse governo e mobilizar os trabalhadores em torno de demandas concretas, como o emprego, os direitos, a saúde, o transporte e outros”.

• Estado – “O povo precisa ser orientado que essa história de tirar espaços do Estado não ajuda a população. O congelamento de investimentos na saúde e na educação pune a sociedade. A CTB deu integral apoio às recentes manifestações de alunos e professores, em defesa da educação pública e por verbas para a pesquisa”.

• Comunicação – “A disputa no campo das ideias é uma batalha permanente. Nós precisamos a ser efetivos nessa questão, sabendo usar com agilidade das redes sociais, principalmente junto aos jovens, sejam trabalhadores ou não. Levar nossas mensagens e fazer o contraponto ao discurso hegemônico”.

Via Agência Sindical

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