Manifesto rumo à Jornada de Lutas dos trabalhadores dá tom de resistência contra os retrocessos

Por emprego digno e contra medidas que atacam direitos, CTB, CGTB, CSB, Conlutas, CUT, Força Sindical, Nova Central, Intersindical e CSP-Conlutas, inauguraram uma intensa agenda de resistência e luta.

O manifesto unitário que lança a Jornada de Lutas você confere aqui:

MANIFESTO UNITÁRIO

JORNADA NACIONAL DE LUTAS

            A atual política econômica de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, de redução do papel do Estado, transferência dos recursos públicos para o sistema financeiro, desmonte dos direitos dos trabalhadores, como o realizado com o pacote da MP 905, caminha na contramão do necessário reaquecimento da economia e da geração de empregos.

            Medidas como o congelamento do orçamento para as áreas sociais, contido na Emenda Constitucional 95, cuja finalidade é viabilizar o pagamento de juros e serviços da dívida pública, acentuam a tendência de desaceleração da economia; precarizam os serviços públicos; enfraquecem o sistema produtivo brasileiro; alavancam a privatização e o esquartejamento das estatais; promovem a perda da soberania nacional, o ataque aos direitos sociais e trabalhistas, o aumento da pobreza e da miséria, das desigualdades, entre tantos outros graves problemas que afligem o nosso povo.

            Contra esse projeto extremamente nocivo ao país, iniciamos uma Jornada Nacional de Lutas visando a mobilizar a sociedade para participar de uma ampla ação pela retomada do desenvolvimento econômico e social brasileiro e a defesa das liberdades democráticas, constantemente ameaçadas por setores políticos governistas. A Jornada começa a partir da construção da unidade entre diversos Partidos Políticos, Centrais Sindicais, Sindicatos e Movimentos Populares que partilham da necessidade de enfrentar esse cenário de ataques aos direitos sociais, trabalhistas e democráticos.

            A unidade de ação que construímos propõe projetos e medidas convergentes para retomar o crescimento econômico; defender a soberania nacional; gerar empregos com direitos trabalhistas e proteção social; impedir a entrega do patrimônio público; promover o combate à desigualdade e à pobreza. Nesse sentido, propomos a retomada dos investimentos em educação, saúde e segurança, habitação e infraestrutura, da política de valorização do salário mínimo, a reindustrialização, o fortalecimento da agricultura familiar, entre outras inciativas. São medidas emergenciais para aliviar o drama do desemprego e tirar do desespero milhões de brasileiros e brasileiras.

            Lançamos hoje essa Jornada Nacional de Lutas, um movimento para reunir e unir todos os que querem construir um Brasil justo, soberano e democrático.

São Paulo, 18 de novembro de 2019

Sérgio Nobre

Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres

Presidente da Força Sindical

Adilson Araújo

Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

José Calixto Ramos

Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Antonio Neto

Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Ricardo Patah

Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Atnágoras Lopes

Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

Edson Carneiro Índio

Secretário Geral da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

Emanuel Melato
Coordenação da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

Ubiraci Dantas Oliveira

Presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

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