Trabalhadores rurais e vigilantes participam de encontro virtual promovido pela Secretaria de Formação da CTB-MG

Por Anderson Pereira

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jequitinhonha, Valdete Cerqueira dos Santos, e o diretor do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais, Ronaldo Gomes foram os convidados da Secretaria de Formação da CTB-MG dessa quinta-feira (25). O encontro, que acontece todos os meses, é transmitido pela internet e tem como objetivo ouvir a base ctbista e aperfeiçoar o processo de formação dos (as) trabalhadores (as).

Participaram também da transmissão o Secretário de Formação da CTB-MG, Jota Lacerda; o Secretário-Geral da CTB-MG, Gelson Alves e vários dirigentes sindicais.

O diretor do Sindicato dos Vigilantes, Ronaldo Gomes, fez um balanço da situação da categoria. Ele lembrou que o trabalho dos vigilantes não foi interrompido nesse período de pandemia, pois o serviço de segurança é considerado essencial.

“Apesar disso, alguns patrões deixaram de fornecer equipamentos básicos como a máscara e o álcool em gel. O nosso maior problema são os bancos, locais de grandes aglomerações”, disse Gomes.

O diretor do Sindicato afirmou também que muitos trabalhadores passaram a procurar a instituição nos últimos anos, especialmente após o governo de Michel Temer (MDB) aprovar a “reforma” trabalhista. A medida resultou em grandes perdas salariais para os trabalhadores.

“A gente já alertava que isso poderia acontecer, mas alguns duvidavam. Outros diziam que o sindicato estava exagerando. Hoje a base compreende melhor, pois passou a doer no bolso”, disse ele.

Juntos, somos mais fortes

Em seguida, falou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jequitinhonha – cidade localizada na região Norte de Minas Gerais – dona Valdete dos Santos. Ela criticou a decisão do governo Bolsonaro (sem partido) de extinguir os Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Previdência.

“Hoje não existe política para o homem do campo. Os pequenos agricultores sofrem com a falta de crédito e assistência rural. O governo privilegia só o agronegócio”, lamentou ela que está há 20 anos no movimento sindical.

Ao contrário do agronegócio, que exporta a maior parte dos seus produtos, a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% de tudo o que é consumido pelos brasileiros.

Dona Valdete também reclamou da demora da vacinação e da aprovação do auxílio emergencial. Muitos trabalhadores do campo perderam renda devido à interrupção das feiras livres por conta da pandemia.

“Somos nós, os mais pobres, que sustentamos a nação brasileira”, lembrou ela, ao pedir a união dos trabalhadores do campo e da cidade para enfrentar os ataques do Governo Federal.

“Precisamos valorizar as nossas estruturas sindicais, a CTB, a FETAEMG e as confederações. Somente com a nossa união, conseguiremos superar esse momento difícil que estamos passando”, afirmou ela.

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