CTB reitera em nota: Fora Bolsonaro

As demissões dos ministros Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, no dia 16 de abril, e nesta sexta (24) de Sergio Moro, da Justiça, exacerbou a crise política que abala o Brasil em meio à pandemia do coronavírus, que até este momento ceifou mais de 3,6 mil vidas, está em expansão e parece ainda longe do fim.

As afirmações feitas pelo ex-juiz curitibano de que o presidente Jair Bolsonaro quer exercer o controle absoluto sobre a Polícia Federal e acesso a relatórios secretos produzidos pela instituição – razão pela qual demitiu o seu comandante, Maurício Valeixo – são de extrema gravidade e configuram a prática de crime comum, na opinião do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Não é segredo para ninguém que a preocupação central de Bolsonaro é com a proteção dos filhos envolvidos em escândalos de corrupção, ligações obscuras com a milícia e fortes suspeitas de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco.

Com tudo isto, a temperatura da crise política galgou um novo patamar e o chefe do Poder Executivo está ainda mais isolado. O fato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cardeal do PSDB, ter apelado à sua renúncia e defendido o impeachment é reflexo desta realidade.

Além da vocação autoritária no relacionamento com os próprios ministros, o líder da extrema direita brasileira é uma ameaça óbvia à saúde pública por sua conduta irracional em relação à pandemia do coronavírus, um inimigo da democracia, da Educação, da Ciência, do Direito do Trabalho e da classe trabalhadora brasileira, um risco ao meio ambiente, um vassalo de Washington.

O governo Bolsonaro é o principal obstáculo à solução para a crise sanitária, econômica, política e institucional que no momento castiga a nação brasileira.

FORA BOLSONARO

São Paulo, 24 de abril de 2020
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

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