“A década sombria do Brasil” é objeto de reportagem da The Economist



A revista britânica The Economist, um dos veículos mais influentes do mundo, traz nesta semana uma edição especial sobre o Brasil com uma série de críticas ao governo Jair Bolsonaro. Traz na capa uma nova ilustração do Cristo Redentor, respirando com uma máscara de oxigênio.

“A década sombria do Brasil” é o título da reportagem. A revista descreve o presidente neofascista como um homem que quer “destruir as instituições, não reformá-las”, enfatizando que Bolsonaro “esmagou todas as tentativas” de uma exploração sustentável da Amazônia e revelou serem “falsos” todos os votos favoráveis à renovação política.

“Os hospitais estão lotados, as favelas ecoam tiros e um recorde de 14,7% dos trabalhadores estão desempregados. “O número de mortos no Brasil em covid-19 é um dos piores do mundo. O presidente, Jair Bolsonaro, brinca que as vacinas podem transformar as pessoas em jacarés”, constata a reportagem.

Ao citar o apoio dos militares a seu governo, a revista diz que os generais que se aliaram a ele “esperavam fazer avançar a agenda do Exército” mas, “em vez disso, prejudicaram suas reputações” e afirma que, “sob Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde parecia uma ‘boca de fumo’ (escrito em português e traduzido) para hidroxicloroquina”.

Segundo a revista, a situação continuará se agravando enquanto Bolsonaro estiver no poder. É verdade. Por isto, é preciso intensificar a mobilização popular para afastá-lo o quanto antes da Presidência. O Fora Bolsonaro ganhará novo impulso nas manifestações convocadas para 19 de junho. A orientação da CTB é pela participação ativa resguardando os protocolos sanitários para conter o avanço da covid-19.

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