Dia Internacional da Juventude: os desafios dos jovens em defesa da vida e da liberdade

Por Marcos Aurélio Ruy

A Organização das Nações Unidas (ONU) decretou o 12 de agosto como o Dia Internacional da Juventude, em 1999, atendendo uma recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, que ocorreu em Lisboa, capital de Portugal, entre os dias 8 e12 de agosto de 1998.

Desde então, a cada ano um tema é escolhido para dar resposta aos anseios e dilemas da juventude. Em 2020, foi escolhido como tema o “Compromisso da juventude com a ação global”. Isso porque, de acordo com a ONU, existem no mundo mais de 2 bilhões de pessoas entre 10 e 24 anos.

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia em 2017, 48,5 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, sendo que 11,1 milhões dessas pessoas não tinham trabalho e nem estavam matriculadas em uma escola ou faculdade.

Por isso, “é fundamental a criação de políticas públicas para garantir uma renda familiar suficiente e assim retardar o ingresso do jovem no mercado de trabalho”, destaca Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Isso “para os jovens terem condições de se dedicar aos estudos, se qualificando melhor e terem melhores salários”.

Mas o desgoverno de Jair Bolsonaro, “infelizmente, vai na direção contrária, cortando investimentos da educação, do esporte, da saúde, cortando os sonhos de melhoria de vida de grande parcela da juventude em nosso país”, acentua.

A ONU proclamou essa data para chamar a atenção dos governantes para a necessidade de promover espaços para os jovens se encontrarem e trocarem saberes e dessa forma poderem se desenvolver plenamente, sempre em segurança e com liberdade.

“Precisamos mostrar aos jovens brasileiros que outro projeto de desenvolvimento é possível”, afirma Luiza. “Um projeto de país soberano, livre, que tenha como centro a valorização do trabalho, não discrimine ninguém e distribua melhor a riqueza, taxando as grandes fortunas, dos poucos bilionários que nós temos”.

Para a sindicalista gaúcha, é essencial “garantir educação, cultura, esporte e lazer para a juventude” e “para isso precisamos superar o desastre do desgoverno Bolsonaro, construindo um ampla frente com diferentes setores e derrotando o projeto genocida em curso”.

Segundo ela, “a pandemia piorou as condições de vida da juventude, aumentando o desemprego, o trabalho precário e as incertezas para garantir um futuro digno”.

Mas “a juventude pode e deve impulsionar as transformações para garantir a democracia e a liberdade para o país retomar o caminho do crescimento econômico com justiça social”, garante Luiza.

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