A luta dos sindicatos em tempos de pandemia: Milton Carlos Sanches, presidente do Sindicato da Saúde de Sorocaba e Região (SinSaúde)

Na luta contra o coronavírus os diretores do Sindicato da Saúde de Sorocaba e Região (SinSaúde) estão 24 horas de plantão para atender os trabalhadores da saúde. A informação foi dada ao Portal CTB pelo presidente do sindicato, Milton Carlos Sanches. Ele criticou as condições oferecidas pelos empregadores para aqueles que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. “Trabalhadores foram jogados à própria sorte”. Milton ainda ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro presta “um desserviço ao país”.

Confira na íntegra a entrevista:

Portal CTB: Como você avalia as Medidas Emergenciais para o enfrentamento do coronavírus (Covid-29), manutenção do Emprego e da Renda anunciadas pelo governo Bolsonaro até agora?

Milton Carlos Sanches: As medidas adotadas pelo governo federal na luta contra a covid-19, são paliativas, sem critérios e, infelizmente, temos na figura do presidente da república, um chefe de estado que não respeita a OMS e nem o que determinam as autoridades sanitárias do Brasil, prestando assim um desserviço a saúde pública.

Portal CTB: Quais os impactos da crise na sua categoria? 

Milton Carlos Sanches: A nossa categoria teve um aumento no número de trabalhadores durante a pandemia, mas infelizmente muitos desses trabalhadores foram jogados à propria sorte, haja visto que somos o país que mais perdeu trabalhadores da saúde nessa luta contra esse vírus, exatamente por falta de condições para exercerem com dignidade a sua profissão.

Portal CTB: O que está sendo feito para garantir emprego e salários? Como o Sindicato está atuando para garantir a negociação coletiva diante da pressão das empresas pelo acordo individual? Quantas demissões ocorreram na sua base até o momento?

Milton Carlos Sanches: Negociamos com 5 sindicato patronais, com o maior deles o Sindhosfil SP, conseguimos prorrogar por mais dois meses a nossa convenção coletiva, já que a nossa data base é maio. Quanto aos acordos individuais, os que foram feitos até agora, o trabalhador não perdeu nem um centavo do seu salário, e ainda conseguimos estabilidade de 60 a 90 dias para eles.

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