Após dois dias de paralisação, os professores do Sesi em São Paulo decidiram retomar as aulas nesta quarta-feira (2), mas isso não significa o fim da greve. Em assembleia realizada na noite de segunda-feira (1º), a categoria aprovou, com 95% dos votos, a cláusula de paz proposta pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), garantindo a não retaliação dos docentes que participaram do movimento.
A decisão levou a rede Sesi-SP a reconhecer oficialmente a greve no tribunal, legitimando a mobilização. No entanto, os professores seguem em estado de greve, ou seja, continuam atentos e organizados para pressionar por melhores condições de trabalho, reajuste salarial e a manutenção de direitos.
Negociações em andamento
A greve, iniciada na última semana, ganhou força após a recusa dos representantes do Sesi em oferecer um reajuste salarial que contemplasse um ganho real para os docentes. A Fepesp e os sindicatos reivindicam um aumento de 2,5%, enquanto a proposta patronal até o momento é de apenas 0,33%.
“Consideramos essa proposta indecente. Se o Sesi insistir nisso, não vamos aceitar de forma alguma. Está muito abaixo de um reajuste digno e justo, que realmente valorize o trabalho docente”, afirmou Conceição Fornasari, presidente do Sinpro Campinas e Região.
Até agora, foram realizadas 11 rodadas de negociação, mas sem avanços significativos. Diante desse cenário, a mediação do TRT-SP foi acionada, e a primeira audiência de conciliação acontece nesta quarta-feira (2), às 16h.
Estado de greve e próximos passos
O retorno às aulas não significa o fim da mobilização. Com a manutenção do estado de greve, os professores podem retomar a paralisação caso as negociações não avancem. “Todas as propostas discutidas no TRT serão submetidas à avaliação de uma assembleia estadual, para a qual todos serão convocados”, destacou Celso Napolitano, presidente da Fepesp.
A participação da categoria será essencial para garantir avanços nas negociações. O movimento segue atento, e a luta por um reajuste salarial justo e melhores condições de trabalho continua.