Processo contra Glauber Braga no Conselho de Ética da Câmara é perseguição política, diz Adilson Araújo

PLenário da Câmara dos Deputados durante debate da ordem do dia nesta quinta (19) - Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados está reunido na tarde desta quarta-feira (2) para debater o parecer sobre quebra de decoro contra o deputado Glauber Braga (Psol-RJ). O parlamentar é alvo do Partido Novo, de extrema direita, que o acusa por suposta agressão ao integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro.

O MBL é uma organização de extrema direita, financiada por empresários estadunidenses, que teve relevante papel nas mobilizações que antecederam. Já o parlamentar do Psol carioca tem um currículo preenchido pelos compromissos com as causas populares e a luta vigorosa e intransigente contra as forças conservadores e, em especial, a extrema direita.

“Querem explorar a desinteligência envolvendo um provocador da extrema direita para cassar o companheiro”, denunciou o presidente da CTB, Adilson Araújo. “Trata-se claramente de uma perseguição política que tem origem na extrema direita e merece o repúdio das forças democráticas. Glauber Braga tem nossa total solidariedade”, acrescentou.

O processo tem como relator o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), que votou pela condenação do parlamentar do P-sol, o que significa perda do mandato.

Em sua defesa, o deputado Glauber Braga disse que estava “evidentemente indignado”, mas com o “coração tranquilo”.

“Eu quero começar dizendo que o depoimento do deputado Fraga neste Conselho de Ética foi de absolvição. As provocações do militante do MBL são conhecidas, de acordo com o parlamentar, que tem a convicção de que não está sendo condenado pelo incidente, mas pelo firme posicionamento político em defesa das causas democráticas e populares.

“O relator, no seu desespero para agradar quem de fato escreveu o relatório, nem disfarçou. Quem escreveu vou Arthur Lira”, denunciou Braga, numa referência ao ex-presidente da Câmara, seu notório desafeto que manobrou para cassar seu mandato durante a última legislatura, mas não obteve sucesso.

À época, Braga chamou Lira de gângster, que em resposta pediu sua cassação no Conselho de Ética e ingressou na Justiça contra o parlamentar carioca, mas foi derrotado no Conselho de Ética e a ação na Justiça foi arquivada.

O relatório produzido pro Lira e assinado por Magalhães, segundo Braga teve um preço.

A sessão do Conselho de Ética da Câmara prossegue.

 

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