CTB participa de ato em rechaço ao PL da anistia, a Bolsonaro e golpistas, em todo Brasil

Foto: @matheusp.

Movimentos sociais e organizações políticas realizaram, neste domingo (30), atos em ao menos nove capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza e Brasília) contra o Projeto de Lei 2.858 de 2022, que propõe conceder anistia aos envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram e depredaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Os atos, marcados por cartazes com frases como “Justiça, não impunidade!” “8J não se apaga”, reúnem sindicatos, estudantes e entidades de direitos humanos. Falaram no ato representantes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), CUT, Intersinsical, União Nacional dos Estudantes (UNE), os deputados federais Orlando Silva (PCdoB-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Guilherme Boulos (PSol-SP) e outros lideranças políticas e sociais. Os protestos foram convocados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular em resposta ao ato promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Copacabana, no Rio de Janeiro, no último dia 16 de março.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) discursou no ato em São Paulo e reforçou a necessidade de punições exemplares aos responsáveis pelo atentado contra a democracia. “O Supremo vai tomar decisões quando concluir o processo, espero que sejam justas, equilibradas, com punições exemplares para quem tentou o golpe do 8 de janeiro de 2023”, declarou. A declaração reflete o tom das manifestações, que vinculam a rejeição à anistia com a luta histórica contra a impunidade de crimes da ditadura militar (1964-1985).

O secretário de Relações Internacionais da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, enfatizou a importância dos atos pelo que unificam de forças políticas e sociais em torno da defesa da democracia. “Os atos de hoje, marcados para relembrar os 61 anos do golpe militar de 1964, são importantes pela capacidade de unir amplas forças sociais e políticas em defesa da democracia e reafirmar o combate ao golpismo e aos golpistas de extrema-direita”, afirmou o sindicalista.

Para ele, esta luta hoje se materializa em torno de duas palavras de ordem: Sem Anistia e Prisão para os Golpistas. “Medidas que, importante registrar, estão sendo levadas a cabo nos julgamentos do STF contra as ações promovidas por extremistas no dia 8 de janeiro se 2024”, completou.

Mobilizações continuam nos próximos dias

Os protestos deste domingo ocorreram também em cidades como Fortaleza, Belo Horizonte, Belém, Recife e Curitiba. Em Belo Horizonte, manifestantes levaram cartazes com fotografias de desaparecidos da ditadura militar e um boneco com o rosto de Bolsonaro atrás das grades.

Ao todo, foram anunciadas ao menos 30 manifestações entre sexta-feira (28) e terça-feira (1º), abrangendo 20 cidades. Além das frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, movimentos como o MST, UNE, CUT e entidades sindicais também se mobilizaram. Em São Luís (MA), o protesto incluiu manifestações contra o legado do golpe militar de 1964, que completa 61 anos nesta semana.

Com informações: Portal vermelho.

Confira como foram os atos pelo país!

Brasília – DF

Fortaleza – CE

Belém – PA

Belo Horizonte – MG

Curitiba – PR

São Paulo – SP

Fotos: @matheusp.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.