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Dom, Maio

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Cerca de 200 servidores do INSS reuniram-se nesta segunda-feira (29) em assembléia na capital para decidirem sobre os rumos da paralisação que completa mais de quatorze dias. Após votação, os presentes decidiram pela continuação da greve por tempo indeterminado. De acordo com Giusepe Finco, diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e previdência do Rio Grande do Sul (SINDIPREV-RS), o próximo passo é a realização de um abaixo-assinado para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social.

“Nós estaremos realizando, através do nosso comando nacional de greve, um abaixo-assinado para a instalação da CPI da previdência. Todos têm que saber o quanto é arrecadado, para onde vai o dinheiro que falta para o trabalhador. A seguridade social é a segunda maior arrecadadora do país e nós queremos uma CPI que mostre onde está sendo gasto esse dinheiro. Esse dinheiro que tem que voltar para o trabalhador na hora de sua aposentadoria ou pensão. Essa é a idéia central de nossa greve”, comenta.


Grevistas destacam que estão sendo vítimas de assédio moral por parte de alguns chefes de agência. Conforme relata uma funcionária do interior do estado, são freqüentes as ameaças de demissões, além de serem proibidos de entrar nas agências. “O chefe da agência chegou e disse que eu deveria me retirar. Falou que eu estava proibida de permanecer no recinto porque estava com material subversivo. Isso foi um assédio mesmo. Nós sempre fizemos greve, sempre fizemos manifestações e tivemos liberdade de expressão. Eu não estava impedindo ninguém de entrar na agência. Então ele não tinha porque agir dessa forma”, reclama.


Esta funcionária ainda destaca sobre a pressão que outros trabalhadores estão sofrendo para não aderirem ao movimento de greve, principalmente àqueles em situação de estágio probatório. Nesta quinta-feira (02) em Brasília, acontecerá uma audiência pública com parlamentares e representantes sindicais para tratar sobre os rumos da greve. Além de outras reivindicações, os servidores do INSS exigem do governo federal a manutenção da jornada de trabalho de seis horas e a incorporação das gratificações aos salários.

portal CTB com Agências

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