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Dom, Maio

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Na sexta-feira (22) entidades sindicais e associativas, organizadas no Fórum unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec), reuniram-se na Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) com representantes do governo do Ceará. O Sindsaúde foi representado pelo diretor Messias Carlos de Sousa (2º da esq. para a direita).

O resultado da reunião não foi nada promissor. O secretário de Planejamento, Hugo Figueiredo, informou que o governo só pretende definir reajuste de servidores em abril, quando, segundo a desculpa da gestão, seria possível dimensionar os contornos da crise nacional. O secretário adiantou ainda que agora em fevereiro o governo vai dar um reajuste de 8,43% (podendo chegar até 10,67%) para os servidores que recebem até R$ 830, elevando o salário destes servidores para R$ 900,31, o que não significa quase nada porque o estado é obrigado a pagar o salario mínimo que passou para R$ 880 em janeiro.

Esse reajuste está previsto apenas para os servidores que ganham o salário mínimo do estado (101 mais as gratificações) e não contemplará os técnicos e auxiliares de enfermagem nem os agentes comunitários de saúde (ACS) vinculados ao sstado. O Fuaspec entregou uma pauta ao governo onde solicia a reposição salarial de 10.67%, reerente ao índice do IPCA mais 2% de reposição de perdas.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (Sindsaúde-CE) avalia que é inadmissível esta protelação por parte do governo. A inflação chegou a quase doze por cento em 2015. Os trabalhadores não podem pagar pelo resultado de uma crise política para a qual não contribuíram. Os servidores estão apenas reivindicando a reposição do poder de compra do salario, ou seja, inflação passada que já corroeu seu salário.

Na área da saúde, o governo do Ceará já acumula a promessa de corrigir as distorções decorrentes da redução das gratificações.

A negociação com o governo na área da saúde só será viável se houver, pelo menos, a reposição da inflação e a correção das gratificações, sobretudo a de risco de vida.

A Presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, alerta que a proposta de reajuste apresentada pelo representantes do Governo, visando contemplar aproximadamente 20 mil servidores que ganham abaixo do minimo não atende aos anseios da categoria, pois sequer repõe a inflação dos últimos doze meses. Ela defende que "é preciso fortalecer a luta, unindo todos os servidores em defesa de um reajuste digno e por melhores condições de trabalho”.

Fonte: Sindsaúde-CE

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