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Seg, Maio

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portugal cgtpinNa última sexta-feira (20), a CTB participou da conferência internacional “Projeto de cooperação para o desenvolvimento sustentável no espaço lusófono”, que ocorreu em Lisboa. 

Promovido pela Central Geral dos Trabalhadores de Portugal-Intersindical Nacional (CGTP-IN), o encontro teve como objetivo sensibilizar seus quadros sindicais para a Educação e Desenvolvimento (ED) em defesa do trabalho digno, do desenvolvimento sustentável, além de promover a cooperação solidária com países que integram a Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP), leia aqui seu estatuto.

De acordo com a central portuguesa “os dirigentes e ativistas sindicais têm uma importância crucial no mundo do trabalho e na sociedade em geral, através da sua ação e intervenção, sendo agentes privilegiados para promoverem, nos locais de trabalho, os valores da solidariedade e cooperação entre os trabalhadores dos países do Norte e do Sul”. 

Em sua intervenção, o secretário de relações internacionais da CTB, Divanilton Pereira, expôs a realidade brasileira e reafirmou o protagonismo da CGTP-IN na luta da classe trabalhadora, frente à crise na Europa. O cetebista acredita que a união dos trabalhadores é essencial para vencer as ameaças promovidas pelo imperialismo. 

Veja a íntegra do discurso de Divanilton Pereira durante a conferência:

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) sente-se honrada em participar dessa conferência agracede à CGTP-IN e  CSPLP, pelo convite. 

Como central sindical partícipe dessa confederação lusófona, reafirmamos nosso compromisso para elevar a constituição e a consolidação dessa organização sindical,  entidade que agrega valores históricos, culturais e linguísticos afins que potencializa o desenvolvimento da consciência política da classe trabalhadora, o seu nível de pertencimento classista e sua perspectiva estratégica libertária. 

Inserimos esse encontro numa transição por uma geopolítica multipolar, marcada pela intervenção de novos polos produtivos e econômicos de países periféricos, destacadamente os Brics. E também por isso por uma ambiência política tensa, incerta e perigosa. A crise capitalista em curso acelera este processo.

No entanto, o capitalismo em seu estágio atual de ultrafinanceirização global, procura suas saídas e promove um grande retrocesso civilizacional laboral e social da época contemporânea, sobretudo na Europa.

No que pese as lutas dos trabalhadores e  trabalhadoras – nessa resistência destacamos a liderança continental da CGTP-IN e a greve geral do dia 27 de junho – os programas e projetos que hegemonizam alternativas a crise, em seu conjunto tem sentido regressivo para a classe trabalhadora. A troika é um exemplo europeu de forças políticas que expressam essa maligna influência.

Traços sob o momento brasileiro

O Brasil vive sua experiência inédita em curso. Uma década de um projeto democrático e popular inaugurado por Lula e seguido por Dilma Rousseff.

Esse período está marcado por um desenvolvimentismo-social que promoveu uma grande mobilidade social, tirando da pobreza milhões de pessoas, e fomentou via valorização permanente do salário mínimo, a renda popular e o incremento do mercado doméstico. Caracterizamos esse período pelo relativo atendimento à base da pirâmide social brasileira.

Atualmente, as centrais sindicais, os movimentos sociais e as forças políticas exigem uma nova arrancada, um novo salto. Nessa perspectiva, disputamos o rumo de um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, caminho que põe na ordem do dia a realização de reformas estruturais – política, educacional, urbana, tributária, agrária, comunicação. Essas em seu conjunto sintetizam os reclames populares que ocuparam as ruas no Brasil em junho deste ano.

Dentro desse complexo contexto, saudamos esse esforço cooperativo classista internacional, e opinamos que devemos fomentar entre os trabalhadores o necessário enfoque em torno de projetos estratégicos mais abrangentes, pois estes determinam as condições particulares de nossa classe.

Denunciamos a agressão capitalista anti-laboral em curso, pois ela objetiva constituir um novo paradigma internacional através de um rebaixado padrão de direitos trabalhistas e sociais – com destaque para o desmonte do “bem estar social” europeu. 

Nesse enfrentamento, destacamos a importância de nossa articulação lusófona, mas também a estratégica necessidade de inseri-la dentro de uma unidade classista internacional anti-imperialista, pela valorização do trabalho e pela paz.

Viva a Confederação Sindical dos Países de Língua Portuguesa! (CSPLP)
Viva a Central Geral dos Trabalhadores de Portugal-Intersindical Nacional! (CGTP-IN)
Viva a unidade da classe trabalhadora!

Portal CTB

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