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Qua, Jun

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Da esquerda para direita: Alex, Igor, Vitor, Adroaldo e Ana Rita

A opinião é da secretária de Jovens da Central, Ana Rita Miranda, Fetag/BA, que concedeu a seguinte entrevista ao nosso Portal:

Portal CTB: Qual sua avaliação sobre o I Encontro de Jovens?

Ana Rita: A minha avaliação foi bastante positiva. Foi um encontro relativamente pequeno, com apenas 130 pessoas, mas cumprimos o nosso papel.  Não é um encontro fácil de ser construído. A questão da juventude é pouco debatida no movimento sindical. Conseguimos fazer três mesas de maneira muito organizada e qualificada, com temas atuais como: crise, precarização do trabalho, a questão da sucessão rural com a juventude camponesa e a Lei dos estágios, que é uma coisa nova que está surgindo e a CTB sai na frente sendo a primeira central a fazer esse debate. O debate sobre a questão rural foi muito interessante, fizemos um link com a juventude do campo e conseguimos discutir como os problemas do campo afetam a cidade e vice-versa.

Portal: O objetivo foi alcançado?

Rita Sim, claro. A juventude que chegou aqui não vai sair do mesmo jeito que chegou. Sairá com uma nova visão de mundo e de trabalho, sabendo qual o nosso papel na sociedade.

Portal Quais as serão as principais iniciativas tomadas a partir desse encontro?

Rita: Fizemos um documento com as resoluções tiradas no encontro, com a contribuição de vários estados, que será encaminhado para o II Congresso da CTB. Esse encontro não é deliberativo, mas elaboramos o documento e discutiremos no congresso, incluindo-o nas teses. Outra ação foi a formação de um coletivo de jovens com sete pessoas, que vai unir as diversas forças do movimento sindical, contemplando as CTBs mais atuantes para auxiliar a secretaria nacional a difundir e incentivar a participação da juventude no movimento sindical,  tanto no campo quanto na cidade. A participação dos jovens nos sindicatos é muito baixa, então o  coletivo tem como principal função ampliar essa participação. Não só participar de debates e palestras, mas garantir que a juventude esteja  dentro das diretorias dos sindicatos e federações, no movimento sindical em geral. E também já faz parte em nosso documento a garantia de uma cota mínima de 10% de jovens em todos os espaços do movimento sindical.

Portal: E qual será o principal desafio do Coletivo de Jovens?

Rita: Será fazer com que a juventude entre de fato no movimento sindical.  Eles acham que movimento sindical é só ir ao encontro. E não é isso. É você participar dia a dia do movimento, do seu sindicato, da sua federação, você se sentir parte daquilo, você ocupar um cargo. Não apenas ocupar por ocupar, mas sim se dedicar e procurar fazer um trabalho organizado, um trabalho de qualidade. Então, essa será a nossa maior dificuldade, mudar essa compreensão de participação nos espaços de decisão dentro do movimento.

Portal: A que se deve essa ausência de jovens no movimento sindical?

Rita: Muita gente acha que é porque a juventude não quer participar. Eu discordo. O que falta é oportunidade. Não que seja uma luta de gerações. A questão é: quem chega ao movimento tende a ficar por muitos anos e não abre espaço. Tem sindicalista que não compreende isso. Acha que o jovem quer roubar o seu “emprego”.  E não é isso, movimento sindical não é emprego.  Estamos ali para fazer a luta.  Não é uma disputa. Para nós, jovens, o interessante é fazer a parceria. É muito importante essa troca de experiências entre juventude e os sindicalistas que estão há mais tempo no movimento. É uma troca de experiências, uma parceria: a união da nossa força, nossa vontade de fazer, vontade de mudar com a experiência de quem já está ai e tem muita coisa para ensinar.

Portal: Você acha que a principal iniciativa para mudar essa baixa participação dos jovens no movimento sindical é unir forças?

Rita: Sim. Os mais experientes abrirem espaço e a juventude ocupar seu lugar com responsabilidade. Porque se o espaço é dado e o jovem não cumpre seu papel, fica difícil. Tem que cumprir suas tarefas com muita responsabilidade e compromisso com a classe trabalhadora.

Cinthia Ribas - Portal CTB

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