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A CTB esteve presente no debate sobre “Políticas Públicas para Fortalecimento do Protagonismo Juvenil", ocorrido hoje (10), na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados. O evento foi promovido em alusão ao Dia Internacional da Juventude, comemorado no próximo dia 12. Entre os debatedores estavam a ministra do Tribunal Superior do Trabalho, Kátia Arruda, além de representantes do Ministério da Educação (MEC) e de entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

O Secretário estadual da Juventude Trabalhadora da CTB no Distrito Federal, Víctor Frota, falou sobre a atual conjuntura política do país e as propostas da central para a juventude trabalhadora. Frota ainda reafirmou a posição contrária da CTB ao governo interino de Michel Temer, bem como aos projetos e medidas propostas pelo interino. 

“A juventude trabalhadora é contra o governo golpista atual. Se não conseguirmos barrar esse golpe, os retrocessos promovidos por Temer serão imperáveis”, alertou.

De acordo o representante da central, é preciso lutar para manter os avanços conquistados e ampliar as políticas públicas atuais para a juventude trabalhadora. “Mesmo com avanços significativos conquistados nos últimos 13 anos, ainda há muito a conquistar. Precisamos avançar, por exemplo, em políticas de Educação e trabalho para o jovem trabalhador rural. O jovem do campo quer reforma agrária, moradia, Saúde e outras políticas que são importantes para a sua manutenção na área rural ou no interior do país, sem necessidade de migrar para a cidade”, disse.


Víctor afirmou que a saída para a crise político-econômica do país se dará por meio da ampliação do acesso da juventude ao mercado de trabalho. “É preciso estruturar o mecanismo de ingresso da juventude ao mercado, incorporando ao seu papel o desenvolvimento do país para, assim, iniciarmos, de fato, a saída para a crise. Precisamos garantir a manutenção dos atuais direitos sociais e trabalhistas, o que não parece prioridade para o governo Temer”, destacou.


Para o cetebista, a atitude do governo Temer em implantar medidas de austeridade, como a fixação de um teto para gastos em Saúde, Educação, em detrimento de um teto para pagamento de juros das dívidas, por exemplo, prepara o terreno para, num segundo momento, liquidar todos os direitos conquistados até hoje pela classe trabalhadora.


“Vários projetos de lei estão em tramitação e com regime de urgência aprovados aqui na Câmara e no Senado para desestabilizar, enfraquecer e reduzir o papel do Estado. Projetos que atingem diretamente a classe trabalhadora. A CTB é contra essa reforma trabalhista e previdenciária proposta pelo governo interino que, embora seja temporário, já anunciou a venda das nossa estatais, anunciou a intenção de revogar a CLT, eliminando o FGTS, 13º salário, férias, entre outros danos. Tais medidas trarão impacto negativo, não somente para os atuais trabalhadores, mas também para os jovens que ingressarão no mercado futuramente”, afirmou.


Em nome da CTB, o Secretário de Juventude afirmou que se faz necessário entender o panorama em que os jovens estão inseridos e subsidiar seu crescimento. Esta, segundo afirmou, é a luta da central. “A CTB entende que a caminhada juvenil não pode ter retrocesso e luta por avanços nas políticas que ajudem na construção coletiva de uma sociedade mais plural, sem preconceitos e com justiça social, valorizando e dando protagonismo a nossa juventude”, concluiu.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os jovens ocupam, hoje, um quarto da população do País. São 51,3 milhões de brasileiros de 15 a 29 anos, dos quais 84,8 % vivem nas cidades e 15,2 % no campo. 53,5% dos jovens de 15 a 29 anos trabalham, 36% estudam e 22, 8% trabalham e estudam simultaneamente. Os dados são do Censo 2010.

 

De Brasília, Ruth de Souza, Portal CTB

Foto: Ruth de Souza

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