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Seg, Jun

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Um auditório lotado com trabalhadores rurais recebeu as boas vindas da direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) na manhã desta quarta-feira (1º) durante a abertura do 21º Grito da Terra no estado.

A concentração dos trabalhadores rurais começou por volta das 6 horas desta quarta-feira (30), eles chegam de diversas regiões do estadoA concentração dos trabalhadores rurais começou por volta das 6 horas desta quarta-feira (30), eles chegam de diversas regiões do estado O presidente da Federação, Joel da Silva, destacou que o ato este ano está ainda maior que os anteriores. Segundo ele, muitos dos agricultores presentes estavam em Porto Alegre pela primeira vez.

Antes das 7 horas já havia mais de dois mil trabalhadores rurais mobilizados e os ônibus continuam chegando de diversas regiões do estado, a expectativa é que mais de 3 mil agricultores participem do lançamento do Grito da Terra.

Muitos agricultores apresentam os frutos do trabalho coletivo na terra como símbolo da resistência e em fomento ao fortalecimento da agricultura familiar. Diversas pautas são destacadas no ato, entre elas, a questão da sucessão rural, o fim da violência contra a mulher, a situação dos aposentados e assalariados rurais, além de políticas públicas como habitação rural, crédito fundiário, saúde no campo, infraestrutura e programas de apoio à agricultura familiar.

Os trabalhadores marcharão da sede da Fetag-RS até o Mercado Municipal de Porto Alegre, na região central da capital. Neste ponto encontrarão outros grupos de agricultores e vão expor os produtos da agricultura familiar.

O objetivo da ação no Mercado Municipal, ponto de referência na cidade, é conversar com a população e esclarecer sobre o trabalho coletivo no campo. Será feito ainda um comparativo de preços, onde os agricultores vão mostrar quanto recebem durante a venda dos produtos da agricultura familiar e quanto o consumidor final desembolsa para ter estes alimentos na mesa.

Durante a tarde os agricultores marcham em direção ao Palácio Piratini, onde vão esperar as respostas do governador José Ivo Sartori à carta de reivindicações entregue em 12 de maio.



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