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Em todo o Brasil, trabalhadores e trabalhadoras paralisaram suas atividades para manifestarem repúdio ao governo Temer e suas Reformas Trabalhista e Previdenciária. Entre greves e protestos, o país repete o feito do dia 28 de abril e, nas redes sociais, se espalha o termo #GrevePorDireitos.

Em São Paulo, os presidentes da CTB Nacional (Adilson Araújo) e CTB-SP (Renê Vicente) participaram logo cedo de um ato em frente à base da Sabesp na represa de Guarapiranga. Eles refletiram sobre a importância das mobilizações nacionais nessa data de lutas.

Para Adilson, o dia de hoje tem um significado muito importante, por ecoar o marco histórico da primeira greve geral brasileira, 100 anos atrás. “Naquele momento, se iniciava uma importante greve, que tem um significado de luta. Naquela ocasião, sob a liderança das mulheres, se pautava a necessidade de se contrapor a incidência elevada de assédio sexual, que predominava no interior de muitas empresas. Entre as bandeiras, elas reclamavam contra a exaustiva jornada de trabalho, os maus-tratos, o salário precário”, explicou o presidente nacional da CTB.

“Aquilo foi marcado por um processo de solidariedade, que exigia a libertação dos presos políticos. É lamentável que, passado o tempo, a gente vai relatando que tudo isso, conquistado a dura penas, pode fugir pelo ralo, e isso muito decorrente (...) de uma rasteira na democracia”, refletiu. Assista ao discurso completo:

Outro dirigente a falar foi o presidente recém-eleito da CTB-SP, Renê Vicente dos Santos. Sendo ele mesmo representante dos trabalhadores do saneamento básico, Renê falou com mais intimidade sobre os problemas que assolam a Sabesp, e um em particular: a terceirização crescente dentro da empresa.

“É importante que todos saibam que o projeto de Terceirização ataca frontalmente os trabalhadores e trabalhadoras de empresas públicas. A empresa agora pode terceirizar o que ela quiser indistintamente. Nós temos que continuar travando essa luta, em defesa do saneamento público de qualidade, com mão de obra própria, qualificada, contratada através de concurso público e valorizada por um acordo coletivo decente. Nós não podemos deixar que a terceirização tome conta!”, conclamou.

Ele mencionou casos ainda mais graves em que isso se demonstrou como o das bilheterias do Metrô paulistano - que disse enxergar como “resposta imediata” do governo Alckmin à possibilidade de degradar contratos de trabalho. “Tem gente que acha que está numa redoma de vidro, mas todos serão afetados. É importante que se faça essa discussão”.

Assista a trechos do discurso de Renê:

O responsável pelo diálogo com os trabalhadores da unidade foi Hilton Marioni dos Santos, diretor de base no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Ele também uso o microfone durante o ato, e ressaltou a importância do sindicato na formação de consciência dos trabalhadores.

hilton marioni dos santos

“O pessoal aqui tem compreendido a luta e entendido que é algo maior que a disputa partidária. Essa questão da Reforma Trabalhista, da Reforma Previdenciária, eles enxergam como um ataque ao trabalhador, um ataque à cidadania”, explicou, elogiando os manifestantes. “Esse momento aqui é simbólico, ainda mais porque há mais 50 unidades da Sabesp paralisadas".

"Nós deixamos as equipes de emergência disponíveis para garantir o fornecimento à população, mas temos que fazer nosso protesto, dar o recado contra esse governo golpista. A nossa unidade está junta na luta!”, concluiu.

O ato acabou por volta das 11h. Dali, os dirigentes foram para a Cetesb e para a Secretaria Meio Ambiente do Estado, onde outras duas manifestações aconteceram. Às 16h, todas as categorias se encontrarão na Av. Paulista para o maior ato do dia.

Por Renato Bazan - Portal CTB

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