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Nesta quarta-feira (4/1) a sede do Sindicato dos Trabalhadores na Universidade de São Paulo (Sintusp), que fica na Cidade Universitária, zona oeste da capital paulista, amanheceu cercada por dezenas de viaturas da Polícia Militar, que pretende executar ação de reintegração de posse solicitada pela reitoria da USP. O espaço também foi cercado com grades de ferro a pedido do reitor, Marco Antonio Zago.

O prédio, localizado no entorno da Escola de Comunicação e Artes (ECA) e ocupado pelo Sintusp há mais de 50 anos, consta do projeto original da universidade para abrigar a representação dos trabalhadores. A reitoria alega que o prédio estaria sendo solicitado pela escola, informação desmentida pela ECA.

No edifício, também funciona o centro acadêmico da ECA. O espaço de convivência conhecido como "prainha", nas imediações, está ameaçado de ser transformado em estacionamento.

Na terça-feira (3), em visita ao Instituto Butantã, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que não haveria desocupação. O presidente do Sintusp afirma que havia negociação marcada para ocorrer no próximo dia 29, no Ministério Público Estadual (MPE-SP), não sendo justificada, portanto, ação antes dessa data.

Pariol afirma que os policiais, armados ostensivamente, filmam a movimentação dos trabalhadores, em atitude de intimidação. Ele diz que o movimento de resistência dos trabalhadores conta com o apoio dos alunos da USP, e pede solidariedade do restante da população, para evitar precedente que pode se voltar contra todas as organizações dos trabalhadores. "Jamais o estado fez esse papel nefasto contra um sindicato de trabalhadores."

Fonte: Sintusp

 

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