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Na tarde desta sexta-feira (27), os servidores públicos do estado de São Paulo realizaram um ato conjunto em frente à Secretaria da Presidência da República na Av. Paulista. O foco do ato foi o Projeto de Lei (PL) 920/2017, que prevê o congelamento das despesas do governo estadual pelos próximos dois anos.

Tramitando em regime de urgência, o PL tenta repetir o que Michel Temer fez com a Emenda 95, a “PEC da Morte”, que congelou por 20 anos qualquer investimento em saúde, educação e ciência públicos. Por isso, muitos dos manifestantes disseram considerar Alckmin um problema tão grande quanto Michel Temer na luta dos trabalhadores públicos.

O presidente da CTB-SP, Renê Vicente dos Santos, foi um dos primeiros a falar, e aproveitou seu discurso para argumentar que apenas através do investimento em serviço público o governo seria capaz de tirar o Brasil da crise econômica. “Hoje os companheiros estão há anos sem sequer reposição salarial, fruto dessa política de desmonte do estado. É por isso que estamos protestando”, disse.

Assista ao discurso de Renê, que também é servidor público do estado e presidente do Sintaema:

O ato reuniu representantes de dezenas de diferentes sindicatos e entidades estaduais, incluindo lideranças da CTB, da CUT e da Intersindical. Os professores da APEOESP se reuniram aos manifestantes com o ato já iniciado, encerrando uma passeata que partiu da Praça da República.

Todos reiteraram a importância do ato organizado para o dia 10 de novembro, que terá caráter nacional e servirá de ato preparatório para uma nova greve geral, semelhante à do dia 28 de abril.

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Claudete Alves da Silva, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), foi outra liderança cetebista a usar a palavra durante o evento. Ela sumarizou a mensagem em três pautas bem simples: “Doria é inaceitável. Alckmin é inaceitável. Temer é inaceitável. Fora todos eles, porque essa trinca é o que existe de pior para o conjunto dos servidores públicos do Brasil. É justamente no dia que antecede a nossa data, um dia após a grande gangue no Congresso Nacional ter salvado o maior dos gangsters de Brasília, que eles liquidaram a conta do golpe e entregaram o pré sal, tudo acordado, tudo combinado”. Ela frisou a necessidade de unidade e da presença dos trabalhadores nas ruas, questionando as instituições.

“Quero fazer um lembrete: para quem achava que a Reforma da Previdência não iria acontecer, estava lá o Temer com seu jantar ontem! Os trabalhadores só têm esperança na unidade, com a CTB, com a CUT, com a Intersindical, com cada sindicato e casa movimento juntos para retomar o poder. Vamos às ruas!”, conclamou.

Se manifestaram ainda lideranças de dezenas de áreas, incluindo metalúrgicos, professores da rede pública, policiais civis, bancários, metroviários, servidores da saúde e do saneamento básico. Ao final, o encaminhamento foi dado: os sindicatos e movimentos devem dar prioridade para a mobilização de 10 de novembro.

Portal CTB

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