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Os metroviários e metroviários de São Paulo terão a oportunidade de comparecer às urnas até a próxima quinta-feira (1º) para eleger a nova diretoria do Sindicato da categoria. Do resultado dessa eleição vai depender o futuro da categoria, ameaçada pelo processo de privatização do sistema anunciado pelo governo do estado. 

O Metrô tem cerca de 9,4 mil trabalhadores e mais de 6 mil trabalhadores aptos a participar do pleito, que conta com cinco chapas na disputa: as chapas 1 e 3 são formadas por integrantes da atual diretoria, já a chapa 5 por simpatizantes da situação.

A Chapa 2 – da Reconstrução é oposição e promete fazer um trabalho de fortalecimento do Sindicato, que garantirá a intensificação da luta contra o projeto privatista de Geraldo Alckmin. “A luta contra a privatização tem que sair do discurso para a ação. São milhares de empregos em jogo. Milhares de famílias ameaçadas. A categoria inteira depende dessa luta. Então, precisamos de um sindicato forte para barrar esse processo de entrega do metrô para a iniciativa privada. E para isso, precisamos de uma diretoria experiente e responsável”, afirma Flávio Montesinos Godoi, ex-presidente do Sindicato e candidato da Chapa 2.

Iniciativa privada

A ideia do governador Alckmin é privatizar a operação de 6 das 9 linhas existentes ou planejadas nos próximos anos. E o plano é realizar a primeira concessão ainda até o final do ano. A Linha 5-Lilás, deve ser a primeira na mira do governo estadual. Através do modelo de concessão, sua operação será realizada por uma empresa privada. A empresa operaria desde o trecho que já está em funcionamento, que vai da estação Capão Redondo a Largo Treze, até o trecho que ainda está em obras, da estação Largo Treze a Chácara Klabin.

Em São Paulo já existem linhas privatizadas, como a Linha 4-Amarela, uma Parceria Público Privada (PPP) do Governo do Estado com a empresa Via Quatro, da CCR – empresa gerida pelos grupos Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

A Linha 4-Amarela tem menos funcionários - que ganham salários mais baixos-, se comparada as linhas geridas pelo Estado, e também apresenta maior tempo de operação, sendo menos eficiente que as demais.
Além da linha 5-lilás (hoje do Capão Redondo até Chácara Klabin), o primeiro "pacote" de privatizações deve reunir a linha 17-ouro (monotrilho que passará por Congonhas) e a linha 15-prata (monotrilho da zona leste) também será concedida à iniciativa privada. A linha 18-bronze (SP-ABC) deve ser tocada em regime de PPP (parceria público-privada).

Temerosos, os metroviários acreditam que a entrega do sistema para a iniciativa privada deve agravar o processo de precarização dos serviços prestados e sucateamento do sistema. Outra preocupação se refere ao fechamento de postos de trabalho. Há tempos os trabalhadores denunciam a falta de funcionários em todas as áreas. Exemplo dessa afirmação é que em 2015 não houve contratações por concurso público e muito pouco foi feito para reverter essa quadro. Fato que causa ainda mais insegurança na categoria. 

Candidato da Chapa da Reconstrução, Marcos Freire (Marcão), operador da Linha 3 - Vermelha, afirma que a Chapa 2  quer reconquistar a confiança da categoria e a credibilidade da entidade, que se perdeu nos últimos seis anos da atual gestão. "Nosso Sindicato perdeu credibilidade, está desacreditado pela categoria. Uma das razões que piorou a situação foi a Campanha Salarial desastrosa de 2014, que foi conduzida de forma irresponsável e inconsequente, que levou a demissão de 42 trabalhadores", relembra. Marcão conta que esse fato causou indignação da categoria. "Lembro-me quando eles ganharam disseram que o Sindicato seria devolvido para os trabalhadores, mas o que vimos hoje é justamente o contrário: um Sindicato distante da categoria. O papel de um Direção séria e comprometida é ter a capacidade de negociar e preservar os interesses dos metroviários", explica.

Cinthia Ribas - Portal CTB

 

 

 

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