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A Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil, Fitmetal, foi fundada em 1º de junho de 2010, em São Paulo, durante a realização da Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora). Ao completar sete anos de existência, a entidade se coloca, ao lado de tantas outras organizações sindicais e sociais, com a grande tarefa de derrotar o atual projeto político em curso no Brasil.

Como observa o presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, o momento político não propicia comemorações. No entanto, ele revela que a história da Federação desde que foi fundada é de significativas conquistas.

“Antes da fundação, a partir de 2008, com a saída da nossa corrente sindical classista da CUT, os metalúrgicos ficaram sem uma estrutura de organização nacional para se articularem. Com a construção da Fitmetal essa situação se inverteu, pois, a partir de 2010, nós começamos uma articulação nacional melhor estruturada. Com a Fitmetal nós implementamos um processo de conhecer as realidades do conjunto dos metalúrgicos classistas”, comenta.

Para o dirigente, esses 7 anos confirmaram a necessidade de uma orientação nacional e de um debate de acordo com a conjuntura do momento político que o país viveu nesses últimos dez anos.

“Temos a comprovação que estamos no caminho certo pelo desfecho das últimas eleições sindicais, em particular em Betim (MG) e Caxias do Sul (RS), quando nós enfrentamos adversários de peso e conquistamos essas duas vitórias importantes, mesmo com os concorrentes se utilizando de métodos que reprovamos e, por isso, nunca praticamos”, diz.

Ao longo dos últimos anos, a Fitmetal também agregou novos e importantes sindicatos a sua base, como indica Marcelino.

“Tivemos vitórias importantes como o Sindicato dos Metalúrgicos de Chapecó (SC), como os metalúrgicos de Três Marias (MG), em Nossa Senhora do Socorro (SE). Trazer esses sindicatos é uma demonstração da justeza da nossa política”.

O dirigente também aponta como fundamental a recém-filiação à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

“A decisão da filiação à CTB também é uma decisão estratégica e importante, porque a CTB hoje se caracteriza pela sua autonomia, pela sua democracia e pela a sua unidade na ação política. Essas são características que combinam com o processo de construção da Fitmetal”.

No plano internacional, o presidente da Federação coloca que durante todos esses anos foi construída uma importante base de relacionamento. A partir da intervenção do secretário de Relações Internacionais, Francisco Sousa, que também é o secretário-geral da UIS MM (União Internacional Sindical dos Metalúrgicos e Mineiros), as relações com os operários e entidades de outros países tendem a se ampliar, com frutos importantes para os metalúrgicos e para as metalúrgicas do Brasil.

Com a recente realização do 2º Congresso da Fitmetal, que ocorreu entre os dias 25 e 27 de maio, em Guarulhos (SP), e definiu uma nova direção para o próximo período, novos objetivos para a entidade foram traçados para os próximos anos.

“A cereja do bolo de nossa jornada até aqui foi a realização do 2º Congresso da Fitmetal. Foi uma demonstração de profundidade no debate político e de fortalecimento da unidade da nossa corrente no ramo metalúrgico em toda a nação. Agora o objetivo da Fitmetal é fortalecer a unidade dos metalúrgicos classistas, ampliar o nosso raio de participação no movimento sindical, além do objetivo estratégico da fundação da Confederação Nacional de Metalúrgicos e Metalúrgicas Classistas”, completa Marcelino.

Por: Murilo Tomaz na FitMetal

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