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O "Esquenta Greve Geral", que realizou diversas atividades por todo o Brasil nesta terça-feira (20), encerrou-se com um ato político e cultura na Praça da Sé - o "Arraial da Resistência". O showmício, que se iniciou às 17h embaixo de chuva, foi o último ato dentro de um calendário intenso, que envolveu panfletagem nos transportes públicos, passeatas e intervenções. A pauta principal foi o pedido por novas eleições diretas.

O conjunto das ações organizadas pelas centrais sindicais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo tem como objetivo engajar e preparar os trabalhadores para a Greve Geral do dia 30 de junho, que terá alcance nacional. A CTB esteve presente no trio elétrico em que, entre músicas temáticas para festas juninas e grupos musicais ativistas, sucederam-se discursos contra as reformas trabalhista e previdenciária.

Assista ao discurso do presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves:

"Os trabalhadores e trabalhadoras deste país não vão aceitar que haja retrocesso nos direitos consagrados. A CTB não tem dúvidas de que, para impedir que esse governo faça suas maldades, é preciso repetir o sucesso da última Greve Geral, com muita unidade das centrais, dos partidos políticos. É assim que nós vamos construir a Greve Geral, é assim que nós vamos retirar esse governo do poder", disse Onofre,arrancando aplausos dos manifestantes. "É com essa unidade que nós vamos impedir que avancem essas reformas, essa lei da terceirização - a unidade das centrais, dos sindicatos, dos movimentos sociais, da população. Nós estamos juntos nesta batalha, estamos juntos!". 

Também falaram ao microfone representantes de outras centrais sindicais. Sérgio Nobre, da CUT, insistiu na importância de informar a população sobre as reais consequências das Reformas Trabalhista e Previdenciária: "É importante manter a construção da greve, e principalmente conscientizar a população de quais são os planos dos golpistas que tentam passar as reformas. O que eles querem, no fundo, é demolir os direitos e garantias da Constituição de 88", disse.

Já Luisinho, presidente da Nova Central-SP, usou seu tempo para insistir com as outras centrais na unidade da organização da greve: "Esse não é o momento de hesitar, não é o momento de negociar com o governo. Todas as centrais precisam colocar a máxima força na organização da greve do dia 30, pois só assim nós conseguiremos impedir o avanço dos ataques do Temer".

Mais cedo, o presidente da CTB, Adilson Araújo, havia participado de um outro ato na capital paulista, a Caminhada em Defesa das Aposentadorias e Direitos Trabalhistas. Ela atravessou o centro da cidade e convocou a população para a Greve Geral, embalados ao som do trio de forró Raça do Pajeú. "As centrais sindicais estão imbuídas do desejo de barrar a reforma da previdência, da CLT e acabar com a terceirização generalizada”, avaliou o sindicalista.

Portal CTB

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