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A Polícia Militar dispersou de forma brutal a manifestação organizada na cidade do Rio de Janeiro, que aconteceria agora às 18h na Cinelândia. Com uso de bombas de gás e balas de borracha, os PMs miraram o palco montado pelas centrais sindicais, onde dezenas de lideranças e artistas se alternariam ao microfone. A manifestação já aglomerava mais de 30 mil pessoas. O repórter José Roberto Medeiros, da CTB-RJ, descreve o clima tenso que se instalou:

Os sindicalistas que falavam no momento das agressões tentaram apaziguar os policiais, lembrando-os que o protesto é também pelo direito deles, mas a resposta da corporação foi mais uma rajada de bombas. Gradativamente, o cerco foi tornando-se mais agressivo, até tornar-se correria. Inconformados, os manifestantes passaram a entoar gritos pelo fim da Polícia Militar.

“O governo não respeita o nosso povo. Temos na manifestação jovens, mulheres, pessoas da terceira idade, trabalhadores, e mesmo assim nos atacam!”, lamentou Alexandre Dionil, sindicalista da CTB envolvido na manifestação. Ele gravou o vídeo abaixo, no qual é possível ouvir as bombas e tiros no trecho final.

A agressão é especialmente deprimente diante do enorme trabalho de mobilização promovido pelos movimentos sociais ao longo de abril, inclusive dentro das corporações de segurança pública. Nos dias anteriores à manifestação, os ativistas fluminenses fizeram panfletagens por todo o estado, num esforço abrangente para conscientizar a população das reformas.

Dezenas de categorias se prepararam para este ato, que tinha tudo para ser histórico. Diversos municípios realizaram seus próprios atos. Para o dirigente da CTB-RJ, José Carlos Madureira, tudo até aqui era um “sucesso geral”.

Portal CTB

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