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Após o acidente no porão 01 do navio Sepetiba Bay, em Portocel (Barra do Riacho – Aracruz) dia 24 de julho, quando do descarregamento de madeira, a Superintendência Regional do Trabalho (SRT), no Espírito Santo, determinou a aplicação da Norma Reguladora 33, que trata do trabalho em confinamento. Vale lembrar que o trabalho portuário é regido pela NR 29, direcionada ao setor, e que não aponta o porão de navio como espaço confinado.

Atendendo à determinação da SRT foi providenciado o treinamento para os trabalhadores. E foi após as primeiras turmas e com a liberação do navio por parte da perícia que a carga do Sepetiba Bay pode ser desembarcada na totalidade.

Para saber sobre o curso, além do seu conteúdo, o Sindicato dos Estivadores e dos Trabalhadores em Estiva de Minérios do Estado do Espírito (Setemees) ouviu um dos trabalhadores. A entrevista foi com Ébano Caliari Pedrini.

O que achou do curso sobre a NR 33?

Ébano Caliari Pedrini – Muito bom o curso, ajuda muito na segurança do trabalhador e agrega valor à nossa profissão.

O que espera, a partir da agora, com o conhecimento que adquiriu?

Ébano Caliari Pedrini – Espero que as empresas e trabalhadores fiquem mais atentos às questão sobre espaço confinado, utilizando pontos da Norma onde sabemos que existem, sim, perigo para o trabalhador.

Você considera a carga horária do curso suficiente? E os professores, foram competentes?

Ébano Caliari Pedrini – A carga horária foi boa e a quantidade já é estipulada pela NR. Os professores da empresa onde fiz (o curso) são muito bons, têm experiêcia em salvamento. Não que o TPA tenha que saber fazer a parte de resgate, mas saber o que pode ser feito e como é realizado, pode ajudar no salvamento em situações adversas.

Quais suas considerações finais?

Ébano Caliari Pedrini – Ter o conhecimento de como usar os equipamentos de salvamento foi muito bom e, agora, o trabalhador pode exigir condições mais seguras para execução do trabalho, sabemos que não toda a NR deve ser exigida no nosso trabalho, tudo depende de uma análise prévia. Mas, a parte das medições, liberação para o trabalho, equipamentos de salvamento disponíveis e medidores individuais devem fazer parte de todas as operações nos portos.

Andréa Margon - Setemees

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