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Qui, Jun

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Por mais de trezentos anos
A chibata no lombo do nêgo comeu
A republica aqui chegou deturpada
Foi assim que se estabeleceu
O capitalismo aqui implantou-se tardio
Foi assim que se sucedeu.

Mais de cinco séculos de exploração
Aqui formou-se uma elite mesquinha que finge que já morreu
Aqui pouco praticou-se democracia
O poder dos afortunados aburguesados prevaleceu
Crimes de lesa pátria, suicídio, corrupção, golpe militar, parlamentar, midiático...
Foi essa a forma de Estado, que a elite brasileira ao seu povo concedeu.

A corrupção dentro da estrutura do Estado brasileiro
A nossa elite dominante sempre desse bolo comeu
Nossa democracia sempre foi sempre um disfarce
Pra favorecer aos golpistas de plantão sempre foi assim que aconteceu.
Levaram Vargas ao suicídio, sabotaram o governo JK, deram o golpe de 64...
E na história recente um golpe na presidenta Dilma deu.

Recentemente enxovalharam a nação
Ludibriaram parte de um povo que com pouca democracia conviveu
O símbolo uma camisa verde e amarelo com a sigla da CBF
Exaltando uma entidade de gatunos que o nosso futebol corrompeu
Ate então prevaleceu o patriotismo da pátria de chuteira
Sem saber no buraco que nossa pátria mãe se meteu.

Com a revolução francesa
O liberalismo os três poderes ao mundo moderno concedeu
No Brasil criaram o quarto
O poder midiático-podre, pelo histórico que percorreu
Golpista, seletivo, manipulador, alienador, sensacionalista...
A serviço de uma elite poderosa que no país se estabeleceu.

Na fonte da água suja da corrupção
O grande poder midiático dessa água bebeu
Lado a lado com a parte podre do judiciário, executivo e legislativo
Que esse monstro se favoreceu
Um império que fede a enxofre
Que a sociedade ainda não se percebeu.

Uma nação conduzida por usurpadores
De Deodoro aos cajus, angorás, mineirinhos, lalaus e leleus
Uma república medíocre movida pelo cambalacho
Escravocratas, latifundiários assassinos, empresários ladrões só mente idiota não entendeu
Que é por traz dessa máquina ideológica do estado
Que esses carniceiros do povo brasileiro se ergueu.

O golpe foi dado, porém, ainda não consolidado
Parte do povo anestesiado ainda não percebeu
Reforma da previdência, reforma trabalhista, restrição a democracia...
Tudo parece tranqüilo no mundo de Morfeu
Tentam enterrar o estado democrático de direito
E obrigar os pobres e trabalhadores a pagar pela crise que não cometeu.

Os coxinhas viraram trouxinhas
A vergonha de se indignar pereceu
Criaram o pixuleco, vestiram a Dilma de presidiária
Uma merda de hipocrisia histórica que aconteceu
Os mais honestos acreditam que caíram numa cilada
O povo está indo pras ruas, a chama da soberania popular ascendeu.

A corrupção no Brasil começou
Quando um índio nojento o fededor de Cabral comeu
Em troca de um espelho
E deu-lhe dizendo que aquele objeto era só seu
Quem conta essa estória de formação do egoísmo brasileiro
Foi um cabra de lampião por nome de Zé bedeu.

Na Avenida Paulista o centro da grande capital explorador brasileiro
O símbolo de um pato amarelo floresceu
Idealizado por um grande paladino da ética e da moral
Que 6 milhões da odebrech recebeu
Aliás, pato na gíria popular
E sinônimo de babaca, trouxa, idiota, leso, abestalhado... entendeu?

Este singelo cordel
Serve de exemplo pra alguns esquerdistas que a História recente não compreendeu
Pra alguns petistas aloprados
Que da maça podre da elite comeu
E nessa bandidagem, imundice, cachorrada toda
O grande bode expiatório dessa História foi o ‘’pequeno’’ Zé Dirceu.
Na onda do Pato amarelo
O Brasil F...


Francisco Batista Pantera é professor, jornalista, poeta e Presidente Estadual da CTB - RO. Arte: Márcio Baraldi

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