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Qua, Jun

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Sou da luta popular
insurgente que a alma ao diabo não vendeu
Convivo com gente a toa
Assim como convivo com ateus
Sou estudioso do marxismo
Assim como leio as escrituras de Matheus.

Não tenho religião
Sou apaixonado pela religiosidade
Admiro o religioso
De espírito humanista que prega a sinceridade
Que não tem ganância pela riqueza
Que sua vida não é movida pela vaidade.

Sou amante do ideal coletivo
Do grito libertador que sai da multidão
Das ideologias libertadoras
Da teologia da libertação
Dos princípios socialistas
Do ideal de comunhão.

Defendo à Reforma Agrária
Sou do grito da terra
Da agricultura familiar
Da vida singela, do forro pé de serra.
Planto a semente da paz
Contra os mesquinhos que plantam a guerra.

O lugar mais comunista do mundo
É onde fica o cemitério
Quando você morre que vai pra lá
Não levaras nada, não tem nenhum mistério.
Todo quanto for do ter do ser humano
Não passa na porta, esse é o critério.

A vida é bela, porém, é breve.
A morte sempre lhe persegue
Mas, a estrada é longa.
As angustias não se entregue.
Procure uma ideologia pra viver
Antes que o diabo te carregue.

A política não é o inferno
É uma ciência social a procura de um todo ordenando
É a ciência das relações humanas
Tão velha quanto o pecado
É nela que aprendemos
Que o covarde tem que ser rechaçado e o adversário respeitado.

Não tenho culpa por sua fraqueza de espírito
O meu cordel é um gigante poderoso
Ele é uma arma potente
Pra destruir qualquer invejoso
Não dedique seu tempo lendo o que eu escrevo,
Por que o meu repente te deixa nervoso?

O meu partido e eclético
Tem muçulmanos, cristãos e judeus
Idealistas, materialistas, agnósticos...
Céticos, mãe, pai de santo e ateus.
Agora, por favor não me rotule
Sou comunista graças a Deus.

Sou um revolucionário
Movido por fortes sentimentos de amor
Você e seu ódio fascista
Não será capaz de impedir o nosso andor
Porque ‘’a praça e do povo
Assim como o céu e do condor’’.

Para que servem as canetas?
As canetas servem para escrever.
Assim vou escrevendo
Escrevendo até morrer.
Quando a tinta de todas as canetas se acabarem
Ai, não preciso mas viver

Encontro com Deus:
No sorriso alegre de uma criança
No ideal revolucionário, na força da mulher guerreira...
No libertário que nunca se cansa,
Na noite que se vai...
No dia que há por vir carregado de esperança.

Francisco Batista Pantera é professor, jornalista, poeta e presidente da CTB-RO

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