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Os sergipanos fizeram uma greve pacífica e vitoriosa com o apoio dos movimentos sindicais e sociais, e da igreja. Uma greve que culminou com a paralisação da produção e do transporte público, e terminou com uma grande marcha que reuniu mais de 35 mil pessoas. Essa foi a avaliação feita pelos dirigentes da CTB-SE e dos sindicatos filiados à central, na manhã desta quinta-feira (4), na sede da entidade.

Para as lideranças sindicais, os trabalhadores e a sociedade em geral foram às ruas para dizer não às reformas do governo Temer e o fizeram pacificamente, superando todas as adversidades, pressões e ameaças. Ivânia Pereira, presidenta do Sindicato dos Bancários e secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, ressalta que a paralisação aconteceu num momento emblemático para a classe trabalhadora.

“Em um período adverso em que os empregos estão sob ameaça e a terceirização irrestrita virou lei. O que se viu no dia 28 de abril foi o aflorar da luta de classes. Os trabalhadores tomaram consciência da exploração imposta pelo capital e reagiram”, analisou.

Pressão

Até mesmo categorias que foram pressionadas a não aderir à paralisação, cruzaram os braços. Shirley Morales, presidenta do Sindicato dos Enfermeiros do Estado (Seese), relatou que eles foram até ameaçados, mas conseguiram reverter a situação.

“Após a greve, setores patronais nos acusaram de desassistência e nos associaram a um quadrilha que fez um assalto a um supermercado. Nós, do movimento sindical e da Saúde, fomos difamados. Estamos analisando as matérias veiculadas na imprensa para definir que posicionamento vamos adotar”, afirmou.

Para Paulo Pedroza, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindifisco), a greve teve um significado importante no cenário político com a participação de trabalhadores e da sociedade em geral, mas lembrou que a luta está apenas começando. Ele alertou para uma possível radicalização do processo e para a necessidade de outra greve ou da ocupação de Brasília.

Ocupação

Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sintasa), concordou com Pedroza e ressaltou a necessidade de os trabalhadores estarem preparados para, se necessário, irem à capital federal pressionar os parlamentares a votar contra os projetos que retiram direitos adquiridos.

Waldir Rodrigues, vice-presidente da CTB-SE, defendeu a realização de ações diferenciadas junto aos parlamentares sergipanos, principalmente em relação aos que se colocam contra os trabalhadores, como André Moura (PSC) e Laércio Oliveira (Solidariedade).

No geral, a avaliação é que a greve foi uma demonstração clara de que a sociedade não aceita as reformas de Temer. “Fizemos uma greve política e vitoriosa pela retomada da nossa democracia. Uma manifestação pacífica, apesar da ordem de repressão do governo federal. Paramos a produção, o transporte público e ainda fizemos a maior manifestação pública de Sergipe”, ressaltou Edival Góes, presidente da CTB-SE.

Niúra Belfort - CTB-SE

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