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Convocados por movimentos populares, sindicais, setores da Igreja Católica e por frentes populares de luta que se posicionam contrárias as reformas da Previdência e Trabalhista, bem como pedindo o afastamento imediato do presidente Michel Temer (PMDB), dezenas de pessoas participaram do ato público nesta sexta-feira, dia 30, em Patos, na Paraíba.

A ação é mais uma paralisação que está acontecendo em todo o Brasil. Na cidade de Patos, os participantes se concentraram na Rua Pedro Firmino, Centro, em frente ao Mercado Modelo Juvino Lilioso, mais conhecido por Mercado da Carne, onde com faixas, bandeiras, panfletos, cartazes, carro de som e contando com representantes de diversas categorias de trabalhadores, os oradores deixaram claro do porquê de não aceitar que o povo e os trabalhadores sejam os prejudicados diante das reformas do Governo Federal.

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Representantes da Universidade Federal de Campina Grande, Campus Patos (UFCG/Patos), denunciaram o sucateamento da educação pública em decorrência de cortes orçamentários impostos pelo presidente Michel Temer. Os serviços públicos estão sendo os mais afetados pelo Governo que tem destinado os recursos da união para o pagamento de juros que beneficiam banqueiros e rentistas. Lideranças da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) também falaram como o Governo Federal quer punir os trabalhadores e o povo com as reformas.

Os que fizeram uso da palavra foram unânimes em reconhecer que existe necessidades de que o povo se una cada vez mais, pois mesmo diante de denúncias e mais denúncias de corrupção e de falta de condições morais e jurídicas do próprio presidente e dos parlamentares federais, a reforma avança e ignora o apelo dos que já analisaram suas maldades com os mais simples.

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O ato na cidade de Patos contou com atividade cultural sendo expressa através do forró pé-de-serra. O trio de Teinha do Forró acompanhou a agricultora Zilma, do Movimento dos Trabalhadoras e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), na música Filho do Dono, imortalizada por Flávio José.

O movimento contou com o apoio da UAC, MST, SINDACSE, STIUPB, SINTEENP, SINTEP, ADUF-CG, SINTESP, SINTECT-PB, UBM, UJR, SINTRACS-PR, FETAG, Ação Diocesana, CTB/PB, dentre outras organizações e movimentos populares. Representantes das cidades de Catolé do Rocha, Piancó e Sousa também compareceram ao ato.    

“O momento é de união dos trabalhadores e trabalhadoras conscientes! O presidente golpista Michel Temer e esse congresso nacional não tem legitimidade e nem compromisso com o povo do Brasil! As reformas da Previdência e Trabalhista, na verdade, são uma forma de retirar direitos do povo e não de corrigir ou melhorar as leis que hoje estão vigorando, pois, os privilegiados continuarão privilegiados e quem paga por tudo são os mais pobres! É Fora Temer! Fora os deputados e senadores que retiram direitos dos trabalhadores! ”, comentou José Gonçalves, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, na Paraíba (CTB/PB).

Em Campina Grande, a CDL entrou com pedido de interdito proibitório e foi concedida a liminar. Mesmo assim o ato aconteceu na praça da Bandeira com um grande ato público. Em João Pessoa o Ato aconteceu no Parque Solon de Lucena (Lagoa) que ficou interditado durante toda manhã, além do fechamento de lojas no centro.

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Jozivan Antero – Patosonline.com

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