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Sex, Jul

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

  • Entidades que representam os educadores e as educadoras de todo o país, além de estudantes, fazem um "trancaço", na manhã desta quarta-feira (29), para impedir o funcionamento do Ministério da Educação (MEC) em protesto contra as medidas tomadas pelo desgoverno Temer, que arrrasam com a educação pública. Representantes do movimento popular também estiveram presentes.

    Além de educadoras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), estão presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e diversas entidades de servidores públicos.

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    "O nosso objetivo é permanecer aqui até às 17h, para denunciar à sociedade o desmonte que o governo golpista está promovendo na educação, em prejuízo à classe trabalhadora", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da CNTE.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

     

  • Liderados pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), dezenas de jovens acamparam na noite da terça-feira (13) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para forçar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda “a investigar pra valer e punir os responsáveis pelo desvio da merenda escolar no estado”, diz Emerson Santos, o Catatau, presidente da Upes.

    A CPI da Merenda só foi instalada após muita pressão dos estudantes (leia mais aqui). Nesta quarta-feira (14), O depoimento mais aguardado é do presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), acusado por diversos delatores de ser o principal beneficiário do esquema (saiba mais aqui).

    Acompanhe o que disse Fernando Capez à CPI da Merenda 

    Em seu depoimento, Capez nega todas as acusações. “Jamais interferi por ninguém. Nunca conversei com o Padula (Fernando, ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, também acusado) na minha vida”, jurando inocência.

    “Muitas reuniões da CPI têm acontecido a portas fechadas e isso não pode mais ocorrer. Quem não deve não teme, mas quem é acusado de desvios de dinheiro público deve explicações para a sociedade, ainda mais sobre algo tão grave como tirar comida de crianças”, afirma Catatau.

    acampamento alesp upes cpi merenda

    Crédito: Jornalistas Livres

    A reunião começou às 10h. Cerca de 25 estudantes conseguiram entrar para acompanhar, mas não sem repressão policial antes de serem autorizados. Ao menos dois foram detidos, denuncia a Mídia Ninja, com vários feridos. Inclusive um jovem com menos de 18 anos foi detido pela Polícia Militar, conta Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Veja ação da PM do governador Geraldo Alckmin  

    Por isso, “estamos acompanhando todos os passos desta CPI para não acabar em pizza”, afirma Catatau. “Alguém tem que punir os ladrões da merenda, porque não permitiremos que enganem a sociedade e os estudantes paulistas fiquem sem merenda por causa de falcatruas”. A palavar de ordem da Upes é "resistir e ocupar até a punição dos ladrões da merenda".

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    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Foto destaque: Pedro Lopes, Mídia Ninja

  • Colégio Santa Felicidade, de Curitiba, onde o corpo do menino foi encontrado

    Educadores afirmam que a população do Paraná ficou chocada com a notícia da morte de Lucas Eduardo Araújo Mota, 16 anos, nas dependências do Colégio Santa Felicidade em Curitiba, nesta segunda-feira (24). O governador Beto Richa (PSDB) não perdeu tempo em criminalizar as ocupações.

    “A ocupação de escolas no Paraná ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto, como bem sabem todos os envolvidos nessa questão”, divulgou Richa em sua nota de pesar. O que fica patente é exatamente o contrário.

    O fato mostra a falta de segurança pública no estado e que a polícia é despreparada para lidar democraticamente com a população.

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    Ao que prontamente os movimentos sociais responderam. A APP-Sindicato dos Professores do Estado do Paraná lamentou a criminalização dos movimentos de maneira tão torpe. “Infelizmente neste momento triste, surgem tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio. A APP-Sindicato repudia tais ações. Assim como a sociedade paranaense, esperamos a apuração do caso pelos órgãos competentes”.

    Nesta terça-feira (25), a Polícia Militar do estado apreendeu um adolescente de 17 anos que confessou o crime. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita os jovens consumiram droga e se desentenderam. O jovem morto tentou se refugiar na escola onde foi assassinado. O Ministério Público do Paraná passou a acompanhar as investigações.

    O Ocupa Paraná divulgou nota repudiando a criminalização das ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a reforma do ensino médio. “Apesar das diversas correntes de ódio que tomaram conta do estado no dia de hoje, nós do movimento Ocupa Paraná não queremos e nem vamos culpabilizar ninguém pelo acontecido. Neste momento queremos apenas prestar solidariedade à família de Lucas, família que perde um dos seus para o ódio, para a intolerância e para a violência”.

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    As entidades máximas do movimento estudantil também rechaçaram a utilização política da fatalidade. “É importante destacar que as manifestações com ocupações de escolas se iniciaram em todo o país há mais de um mês contra a proposta de Medida Provisória 746 e a Proposta de Emenda Constitucional 241 e, desde o início, são pacíficas e abertas diálogo. Os estudantes se organizam, votam em assembleia, dividem-se em grupos de trabalho e mantém a ordem e a limpeza dentro das instituições”, diz trecho do texto assinado pela União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e Associação Nacional dos Pós-graduandos.

    Os Advogados e Advogadas pela Democracia reclamaram de que foram impedidos pela Polícia Civil de acompanhar os depoimentos prestados pelos adolescentes. Depois de muita reclamação conseguiram entrar na escola onde ocorreu o crime.

    A advogada Tania Mandarino conseguiu entrar na escola e conversou com 12 alunos, que relataram a ocorrência de uma briga no colégio e que o suposto agressor/assassino seria um jovem que não teria relação com o colégio e seus alunos. "Tudo indica que o ódio contra as ocupações funcionou: temos um cadáver", diz.

    “Mas a tragédia não parou o movimento, nem colocou a sociedade paranaense contra o movimento das ocupações de escolas para defender a educação pública”, diz a estudante Arizla Nathally Fernandes de Oliveira, de Quatro Barras, interior do estado.

    Tanto que ocorre na quarta-feira (26), às 8h da manhã, na capital Curitiba, a Assembleia Estadual das Escolas Ocupadas para avaliar e decidir os novos rumos do movimento.

    Profissionais da educação

    Integrantes do núcleo Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR) informam que ocorre uma reunião da comissão dirigente da greve nesta terça-feira (25).

    ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES BRUNNO COVELLO 4

    “A APP-Sindicato analisa as medidas cabíveis contra o posicionamento do governador Richa, que criminaliza a greve e se recusa ao diálogo”, afirma Francisco Manoel de Assis França, conhecido como professor Kico.

    Assista entrevista com dirigente da APP-Sindicato para a TV Tarobá, de Cascavel 

    De acordo com o educador de Curitiba, a paralisação atinge cerca de 70% da categoria e a “intransigência do governo faz o movimento crescer mais rapidamente. Estamos parados contra o calote que sofremos, contra a PEC 241 e contra os desmandos do governo estadual”, diz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy