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Sex, Jul

UNE

  • Depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241, em segundo turno na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (25), cresce a mobilização estudantil no país. Já são 102 universidades e 1.210 escolas ocupadas em diversos estados, diz a União Nacional dos Estudantes (UNE).

    O movimento continua muito forte no Paraná com 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e três núcleos regionais. Em assembleia geral das escolas ocupadas nesta quarta-feira (26), os estudantes decidiram que o movimento continua. O movimento Ocupa Paraná repudiou as agressões que vêm sofrendo pela mídia e setores radicais da direita.

    A estudante Ana Julia Ribeiro, de 16 anos, fez um discurso emocionado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A professora Rosa Pacheco, da CTB-PR Educação afirma que o discurso da adolescente contempla o pensamento dos servidores em greve e “de todos os que defendem uma educação pública democrática e de qualidade”.

    Em pouco mais de 10 minutos, Ribeiro desmonta todas as teses que agridem os estudantes chamando-os de “doutrinados”, “vagabundos”, “arruaceiros” e por aí afora. Ela começa convidando a todos a visitarem as ocupações.

    “Nós não estamos de brincadeira. A nossa bandeira é a educação”, afirma ela, visivelmente emocionada. E complementa afirmando que estão fazendo um “movimento que se preocupa com as gerações futuras, com a sociedade e com o futuro do país”.

    Por isso, diz ela, os estudantes lutam contra a reforma do ensino médio. E defende a necessidade de uma reforma na educação como um todo, mas “uma reforma discutida” e que em seu resultado final estejam “todos de acordo”.

    Ela conta que esteve no velório do estudante Lucas Eduardo Araújo Mota e “não vi a cara de nenhum de vocês”, que taxaram os estudantes de criminosos e toxicômanos. “As mãos de vocês estão sujas com o sangue do Lucas”.

    Assista o importante discurso da estudante de 16 anos

    Nesse momento ela foi interrompida pelo presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), que ameaçou encerrar a sessão porque a menina teria agredido aos deputados. Ela retomou o discurso, pediu desculpas e disse que “o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é do Estado, da sociedade e da família”.

    “Nós lutamos por ideais porque acreditamos neles”, afirma ela. “A gente está em busca de conhecimento e vamos lutar por ele”, diz a jovem. Ela ataca o projeto Escola Sem Partido que para ela forma “um exército de não pensantes”. Isso “em meados do século 21”.

    “A Escola Sem Partido”, afirma, “nos insulta, nos humilha”. Ela lembra também da PEC 241, que “é uma afronta à Constituição Cidadã (promulgada em 1988). Uma afronta à saúde, à educação. A gente não pode cruzar os braços para isso”.

    No final ela conclui que, apesar de todas as agressões, “a gente consegue ter a presença da felicidade, porque nos tornamos cidadãos” e devem ser respeitados por quem acredita na Justiça, na liberdade e no respeito à dignidade humana. 

    Marilene Betros, dirigente nacional da CTB, afirma que a fala dessa jovem mostra uma "juventude com vontade de construir o novo e para isso arregaçam as mangas e com muita coragem defendem o que acreditam". Para ela, "todas as educadoras e educadores comprometidos com a educação, devem sentir-se orgulhosos de uma menina tão corajosa".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Por Cristiane Tada

    Uma noite de muitas emoções na quarta-feira (06/2) deu a largada da bienal das bienais, a 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes, em Salvador (BA). Com o teatro Castro Alves, repleto, a presidenta da UNE, Marianna Dias deu as boas-vindas.

    “Salvador é uma cidade histórica para o movimento estudantil e é aqui que saudamos todas as delegações, de todos os estados, que vieram para o nosso festival. Viva o Nordeste, viva o Sudeste, viva o Norte, viva o Sul, viva o Centro Oeste, viva a décima primeira Bienal dos estudantes!”.

    Foi exatamente aqui, na capital da Bahia, que foi realizada a primeira Bienal, há 20 anos atrás, em 1999. Foi também aqui que UNE foi reconstruída há 40 anos depois de perseguida e levada à clandestinidade.

    Mancha de dendê

    O vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Miguez, foi responsável por um dos momentos mais emocionantes da noite que levou Marianna às lágrimas. Ele levantou seu crachá de delegado do 31º Congresso da UNE, em maio de 1979. “Como bom baiano eu diria que essa lembrança é uma mancha de dendê não sai nunca. Eu queria dizer com esse gesto de memória expressar um momento tão especial como esse e mostrar confiança que deposito em cada um de vocês, em cada jovem brasileiro. Eu sei que vocês irão defender o direito inegociável à universidade publica brasileira”.

    Este ano é a primeira vez que festival reúne secundaristas, universitários e pós-graduandos.  O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki, destacou essa união histórica nesse momento de resistência da história do nosso país. “A Bienal cumpre a função de inaugurar o período de lutas que os movimentos sociais do Brasil terão pela frente no ano de 2019. Aqui estamos, estudantes, artistas, ativistas, militantes, unidos na defesa da democracia e dos direitos, na defesa da educação e da cultura, contra a censura e a mordaça, pela liberdade do nosso país”.

    A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, também reforçou a unidade.  “Vamos reconstruir a unidade do nosso povo, celebrar a diversidade cultural do Brasil, e fortalecer os nossos laços e as nossas forças”.

    O patronato Gilberto Gil

    A aula show do homenageado máximo da noite, Gilberto Gil, foi um formato de perguntas intercaladas com música. A escritora Ana de Oliveira mediou a conversa entre o ex-ministro da Cultura e os estudantes da UNE.

    Ele respondeu sobre o passado e sua militância, bem como comentou a conjuntura política do Brasil e do mundo. Gil também foi homenageado como patrono do Cuca da UNE, e recebeu um quadro com a arte oficial do evento feito pelo artista Elifaz Andreato.

    “Eu sou contemporâneo da infância da UNE do movimento em que os estudantes se agregaram nessa forte inconstitucionalidade que se tornou o movimento estudantil que eu participei naquele início. Muito da minha formação da minha capacidade de compreensão da dimensão cidadã, muito disso veio da militância junto a UNE, junto ao Centro Acadêmico”, afirmou. E completou generoso: “Eu sou não só grato, mas devedor da UNE, por tudo isso que me deu”.

    Para o músico essa geração é beneficiada por um longo tempo do que chamou de “exercícios libertários”. “Quiséramos ter naquela época, 40, 50 anos atrás o grau de autonomia que vocês tem hoje, o grau de compreensão sobre a complexidade, sobre a paradoxidalidade dessas coisas que vocês tem hoje que já podem reconstituir de fato uma trans-esquerda”, afirmou.

    E se identificou com a juventude. “Quando jovem eu tive os mesmo impulsos, as mesmas esperanças, as mesmas atitudes desafiadoras que vocês jovens tem hoje. Vocês hoje são mais cultos e mais experimentados. O tropicalismo almejou tudo isso, expandir a compreensão sobre o mundo”, afirmou.

    Ele finalizou a noite empolgando a plateia com a canção vencedora dos festival da Record de 1967 e talvez uma das suas músicas mais famosas: Domingo do Parque.

    Programação

    Desta quinta até domingo ocorrerão mais de 90 atividades, incluindo debates, conferências, oficinas, visitas guiadas, lançamentos de livros, vivências criativas, uma feira de economia solidária, atividades relacionadas a todas as áreas de interesse da juventude. Nas mostras estudantis selecionadas, a Bienal apresenta mais de 270 trabalhos, com destaque para as áreas da música, audiovisual, literatura, artes cênicas, artes visuais, extensão, ciência e tecnologia. Nas atrações culturais artistas como Baiana System, Atoxxxa, Djonga, Francisco El Hombre, além de uma grande culturata de blocos de carnaval como o Ilê Ayê, Banda Didá e Filhos de Ghandy.

    Fonte: UNE

  • Com a conclusão do 55º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade publicou uma resolução de conjuntura reafirmando o Fora Temer e Diretas Já. O documento foi aprovado na plenária final do encontro, neste sábado (17), em Belo Horizonte.

    O documento indica que “a UNE, deve defender as Diretas Já também para que o povo eleja um presidente que possa convocar uma assembleia constituinte soberana, eleita sob novas regras, sem financiamento empresarial, única forma de anular as medidas dos golpistas (PEC do limite de gastos, reforma do ensino médio, entrega do Pré-Sal) e abrir caminho para as reformas populares, como a reforma agrária, a regulamentação da mídia, a reestatização do que foi privatizado, e as mais profundas demandas da juventude como a desmilitarização da polícia, a retomada da expansão das universidades públicas, o passe livre estudantil, entre outras”.

    Leia também: Dirigente da CTB debate as reformas trabalhista e previdenciária no 55º Congresso da UNE

    O texto intitulado “A unidade é a bandeira da esperança – venceremos nas ruas!” reafirma o empenho da UNE na construção das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, como espaços de construção unitária de ação política do povo, e convoca os estudantes e movimentos sociais, também para a manifestação do dia 11 de agosto, dia do estudante.

    A diversidade do pensamento político da juventude foi ouvida no plenário do ginásio do Mineirinho, lotado. Foram apresentados outros oito documentos de resolução de Conjuntura. O documento aprovado, na íntegra, será publicado no site da UNE nos próximos dias.

    Do Vermelho

  • Reunidos nesta segunda-feira (20) em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais decidiram orientar as entidades filiadas a reforçar as manifestações convocadas para o dia 30 em todo o país pela UNE (União Nacional dos Estudantes) em defesa da Educação e contra os cortes de verbas para universidades públicas determinado pelo governo Bolsonaro.

    Os sindicalistas avaliaram como um grande êxito a greve nacional da Educação e os atos promovidos no dia 15 de maio contra a reforma da Previdência e os cortes nas universidades e estão confiantes na continuidade das mobilizações, que terão um ponto alto no dia 14 de junho com a greve geral que está sendo convocada pelas centrais sindicais e os movimentos sociais.

    “A mobilização vem num crescendo”, informou o presidente da CTB, Adilson Araújo. “Condutores e metroviários de São Paulo já definiram que vão participar da paralisação, o que é meio caminho andado para o seu sucesso no estado”. No dia 27 de maio haverá uma plenária geral dos trabalhadores e trabalhadoras paulistas em transportes e em 5 de junho será realizada uma plenária nacional do ramo em Brasília.

    Na próxima quinta-feira (23) a CTB São Paulo fará uma reunião para organizar a mobilização dos sindicatos filiados. No dia 21 ocorrerá um ato em frente à Sabesp (na Ponte Pequena) contra a MP 868-PLV 8/2019 e em defesa "da água e da vida", que igualmente está sendo considerado parte da mobilização geral contra a política ultraliberal do governo da extrema direita. 

    As centrais também vão promover plenárias estaduais unificadas para preparar a greve geral, que também deve contar com a solidariedade e o apoio ativo dos estudantes, religiosos e movimentos sociais reunidos nas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. “Estamos confiantes. O movimento será grande. Vamos lutar até a vitória contra a proposta da dupla Bolsonaro/Guedes, cujo propósito é a extinção das aposentadorias públicas e privatização do sistema”, complementou Araújo.

    Na opinião do presidente da CTB "o Brasil vive uma crise de grande dimensão, que se manifesta na economia, na política, na segurança e nas instituições. Hoje presenciamos o presidente, desesperando, apelando à sua horda extremista por uma ruptura golpista. Vamos às ruas em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. O povo brasileiro reclama soluções urgentes, com medidas emergenciais para a tragédia do desemprego em massa, a estagnação da economia, a violência, a instabilidade monetária e a inflação, que já está de volta apesar da depressão do mercado interno".  

  • Desde o ano passado, o movimento estudantil vem ocupando escolas como forma de impedir retrocessos na educação do país. Por isso, as entidades dos estudantes brasileiros marcaram para a segunda-feira (24), o Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional para agrupar todos os estudantes do país, que já ocupam cerca de 1.000 escolas, 820 estaduais somente no Paraná até o momento.

    “Estamos convocando todos os movimentos envolvidos com a defesa da educação pública para a realização de protestos em todo o país, com mais e mais ocupações de escolas para barrarmos os projetos que liquidam com os nossos sonhos”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que convoca o ato juntamente com a União Nacional dos Estudantes (UNE).

    A líder estudantil se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241-16, que congela por 20 anos os investimentos em educação, saúde e serviço social. Ou seja, acaba com todos os projetos sociais no país e ainda congela os salários dos servidores públicos municipais, estaduais e federais por duas décadas.

    Lanes critica também a medida provisória 746, que reforma o ensino médio. “Todos esses projetos golpistas são para acabar com as conquistas do povo. Estão entregando o nosso petróleo para petrolíferas estrangeiras, estão acabando com as nossas escolas e com a saúde pública”.

    Ela lembra também da Lei da Mordaça, ou Escola Sem Partido, que visa a “robotização da juventude, retirando do currículo matérias essenciais para o desenvolvimento do pensamento como Filosofia, Sociologia e Artes e ainda Educação Física”.

    Por isso, justifica a presidenta da Ubes, os estudantes estão “ocupando as escolas como forma de resistência à destruição dos nossos direitos”. Em vários estados, os estudantes ocupam escolas e nesta quinta-feira (20), jovens ocuparam a Câmara de Vereadores de Guarulhos, na Grande São Paulo.

    ocupa que muda ubes

    Inclusive a Ubes dá cinco dicas para a ocupação de escolas (saiba como aqui). Veja também a página do Facebook do Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional aqui. “Estudantes e educadores juntos para defender uma educação pública que respeite os cidadãos e as cidadãs”, diz Lanes.

    Além de tudo isso, afirma, "os projetos desse governo golpista enterram de vez o Plano Nacional de Educação construído a duras penas".

    Ocupa Paraná (aqui)

    Além de mais de 800 escolas ocupadas desde o dia 3 de outubro contra a PEC 241 e a reforma do ensino médio, os trabalhadores e as trabalhadoras em educação estão em greve desde a segunda-feira (17) no Paraná.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Dirigentes das centrais sindicais estiveram reunidos nesta sexta-feira (28) em São Paulo para debater e avaliar o encaminhamento da luta contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Na ocasião, os sindicalistas confirmaram apoio aos atos convocados pela UNE (12/7) e pela CNTE (13/8) em defesa da educação e contra a reforma da Previdência, bem como a Marcha das Margaridas, que as trabalhadoras rurais realizarão também no dia 13 de agosto.

    Também comemoram o arquivamento da nefasta Medida Provisória 873, que estabelece novos obstáculos à arrecadação de recursos pelos sindicatos e tem como principal objetivo enfraquecer e destruir o movimento sindical.

    A MP 873 quer asfixiar os sindicatos economicamente, violando acordos internacionais assinados pelo Brasil que garantem o respeito à autonomia e a liberdade sindical colocando em risco a existência das entidades de classe e enfraquecendo a luta dos trabalhadores por melhores salários e condições dignas de trabalho.

    A articulação e a luta das entidades sindicais, juntamente com os parlamentares, comprometidos com os interesses da classe trabalhadora, foram fundamentais e determinantes para que a MP 873 não conseguisse o apoio necessário no Parlamento e perdesse a validade nesta sexta-feira (28 de junho).

    Pela CTB participam Wagner Gomes, secretário geral, Sérgio de Miranda, secretário de Finanças, Nivaldo Santana, secretário de política internacional, Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de comunicação e Carlos Rogério.

    A nota das centrais

    Leia abaixo a nota das centrais sindicais:

    As Centrais Sindicais, reunidas em São Paulo no dia 28 de junho em São Paulo, avaliaram os resultados do importante trabalho feito pelos sindicalistas com os parlamentares dos Partidos da Minoria e Partidos do Centro na Câmara dos Deputados, debatendo o conteúdo da Reforma da Previdência e o processo legislativo de votação. Neste processo, as entidades reafirmaram o posicionamento contrário e crítico ao relatório substitutivo do Deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

    As centrais alertam que os trabalhadores e as trabalhadoras devem se manter permanentemente vigilantes e as entidades destacam a importância de reforçar a atuação junto ao Congresso Nacional, visando tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma.

    Neste sentido, as Centrais Sindicais conclamam os trabalhadores e as trabalhadoras para o máximo esforço na atuação junto às bases dos deputados e senadores.

    Nesta reunião, o Fórum dos Trabalhadores do Setor Público de São Paulo entregou às centrais os abaixo-assinados com milhares de assinaturas.

    No encontro se registrou o ataque que o Sindicato dos Metroviários de São Paulo vem recebendo da empresa e as demissões de trabalhadores metroviários, que receberam a solidariedade das Centrais Sindicais.

    Os sindicalistas também manifestaram repúdio pelas práticas antissindicais observadas em outras unidades do país e em outros locais do Estado e por isso as centrais vão solicitar uma audiência com o governador de São Paulo para um diálogo, no sentido de garantir o direito de organização e manifestação.

    Os próximos passos unitários das centrais serão os seguintes:

    * Julho será o mês para intensificar, todos os dias, nos locais de trabalho, nas praças e locais públicos, a coleta de assinaturas no abaixo-assinado contra o fim da aposentadoria – prazo para conclusão da coleta de assinaturas - 04 de agosto. (Solicitamos que todos organizem atividades conjuntas de coleta das assinaturas).

    * Prazo para a entrega dos abaixo-assinados na sede nacional da sua Central Sindical – 08 de agosto.

    * Entrega do abaixo-assinado das centrais no Congresso Nacional – 13 de agosto, em Brasília.

    * Apoiar, valorizar e participar do Ato Nacional dos estudantes durante o Congresso da UNE, em Brasília, no dia 12 de julho, pela valorização da educação, incluindo a defesa da aposentadoria. No mesmo dia, a orientação é de que a classe trabalhadora se mobilize nos estados e nas cidades na coleta de assinaturas dos abaixo-assinados.

    * Apoiar e participar da Marcha das Margaridas no dia 14 de agosto, também em Brasília.

    * Apoiar e participar da luta dos professores, coordenada pela CNTE, no dia 13 de agosto.

    Por fim:

    * Devemos continuar em estado de mobilização permanente com assembleias nos locais de trabalho para influenciar nas mudanças deste projeto e evitar que pontos críticos sejam reintroduzidos no texto com objetivo de garantir uma aposentadoria digna para os trabalhadores e para as trabalhadoras.

    *Próxima reunião das Centrais Sindicais: 16 de julho.

    A nossa unidade cresce na luta e com a mobilização. Sigamos em frente!

  • O ato Cultura pela Democracia está acontecendo no histórico palco da Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, para acompanhar a votação do parecer da Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ex-presidente Lula e Chico Buarqueestarão no evento.

    “Estamos aqui para escrever um novo capítulo na história. Para o Brasil avançar. A democracia está nas mentes e corações. Queremos um país justo para todos os brasileiros e brasileiras”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Já a jovem presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, disse que é preciso preservar o que foi conquistado no país: "A gente conquistou tantas coisas nos últimos anos e é isso que está em jogo. Vamos barrar esse golpe para manter todos as nossas conquistas”.
    O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acredita que a virada virá com a unidade dos movimentos sociais nas ruas. “O jogo está virando e, no dia 17, vamos encher todas as ruas deste país”.

    arcos da lapa

                        crédito: Ronaldo Leite

    O dirigente da CTB e presidente do Partido Comunista do Brasil no Rio de Janeiro, João Batista Lemos, defende a necessidade de “unidade de todas as forças democráticas, progressistas e populares para o país retomar o crescimento”. 

    Em seu discurso, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, convoca todos a barrar o golpe. "Vamos barrar esse golpe capitaneado pela direita reacionária. Não vai ter golpe!”.

    Guilherme Boulos, da Frente Povo Sem Medo, reforça o coro contra o golpe e defende uma nova agenda para o país "sem esse ajuste fiscal e essa reforma da Previdência”.

    O vocalista dos Detonautas, Tico Santa Cruz, celebra a participação da classe artística no movimento em prol da democracia no país. É importante “o engajamento geral dos artistas que acreditam que esse impeachment é uma tentativa nítida de golpe e manipulação”.

    Portal CTB, com informações de Joanne Mota, do Rio de Janeiro

    Foto do destaque: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

     

     

  • Estudantes e professores vão cruzar os braços e ir às ruas nesta quarta-feira (15), em todo o Brasil, no Dia Nacional de Greve na Educação contra o corte de verbas nas universidades e institutos federais. Secundaristas, universitários, pós-graduandos, professores e trabalhadores da Educação estarão juntos na mobilização nacional. Segundo a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, a expectativa é de que a sociedade apoie e participe dos atos.

    "Temos expectativa muito positiva porque a gente acha que Bolsonaro precisa entender que não é simples ignorar o clamor das ruas", diz. "Ele vai provar o gosto da pressão popular nessa quarta-feira", acrescentou ela.

    Em São Paulo, a manifestação será realizada no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, a partir das 14h. Todas as entidades estudantis estarão presentes. Já no Rio de Janeiro, os manifestantes realizarão uma caminhada no centro da capital, da Candelária até a Central, a partir das 15h.

    O setor da educação universitária vai parar no Brasil inteiro. Até agora já são mais de 70 universidades que confirmaram a adesão à greve e aos atos que ocorrerão em todas as capitais. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, o corte de recursos da área "colocou lenha na fogueira" e ajudou a ampliar a adesão. "Somente juntos vamos fortalecer essa luta pelo direito social e humano a uma educação pública e de qualidade da creche à pós graduação", disse.

    Confira a agenda completa de mobilizações:

    REGIÃO SUL

    Rio Grande do Sul

    - Porto Alegre: Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), às 18h.

    - Caxias do Sul: Praça Dante Alighieri, no centro, às 17h30

    - Viamão: centro de Viamão, às 16h

    Santa Catarina

    - Florianópolis: Praça Central, às 15h

    - Chapecó: Praça Coronel Bertaso, no centro, às 9h30

    Paraná

    - Curitiba: Praça Santos Andrade, centro, às 9h, com caminhada a partir das 10h até o Centro Cívico.

    Às 11h30, haverá ato em frente a prefeitura e, às 12h30, uma reunião com a bancada da Educação na Assembleia Legislativa.

    SUDESTE

    São Paulo

    - São Paulo: Masp, na Avenida Paulista, às 14h

    - Sorocaba: Praça Coronel Fernando Prestes, centro, às 9h

    - São Carlos: Praça Coronel Salles, às 9h

    - Campinas: Largo do Rosário, às 10h30

    Minas Gerais

    - Belo Horizonte: Praça da Estação, na Avenida dos Andradas, às 15h. Um pouco antes, às 14h, haverá um debate sobre a reforma da previdência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Rio de Janeiro

    - Rio de Janeiro: Candelária, na Praça Pio X, às 15h

    Espírito Santo

    - Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus Goiabeiras e Maruípe, às 16h30. Às 8h30 terá um ato unitário na Praça do Papa, também na capital.

    CENTRO-OESTE

    Distrito Federal

    - Brasília: Museu Nacional, às 10h

    Goiás

    - Goiânia: Praça Universitária, no Setor Leste, às 14h. Já por volta das 15h, os trabalhadores da educação em Goiânia farão ato público na Praça Cívica.

    Mato Grosso

    - Cuiabá: Praça Alencastro, às 14h, com estudantes, professores e servidores da educação.

    Mato Grosso do Sul

    - Campo Grande: Gramado do Pontilhão, em frente a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, às 9h.

    NORTE

    Amapá

    - Macapá, Praça da Bandeira, 16h, com estudantes e trabalhadores da educação.

    Amazonas

    - Manaus: Entrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), às 7h e, na Praça do Congresso, às 15h.

    Pará

    - Belém: às 8h, na Praça da República, haverá um ato público da categoria. Mais tarde, na Praça Dom Pedro II, às 11h, os estudantes realizarão sua manifestação.

    Tocantins

    - Palmas: Praça dos Girassóis, na Av. Joaquim Teotônio Segurado, às 9h. No mesmo horário, trabalhadores realizarão um ato na Câmara Municipal.

    Acre

    - Rio Branco: Ato na Universidade Federal do Acre (Ufac), às 7h. Já às 8h terá um ato público, organizado pelos trabalhadores da educação, em frente ao Palácio Rio Branco.

    NORDESTE

    Maranhão

    - São Luis: Ato de estudantes na vivência da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), às 11h30. Mais tarde, às 15h, na Praça Deodoro, os trabalhadores da educação farão greve e participar do ato unificado.

    Piauí

    - Teresina: em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), às 8h, com trabalhadores em educação básica e entidades estudantis.

    Alagoas

    - Maceió: Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), na Avenida Fernandes Lima, às 9h.

    Paraíba

    - João Pessoa: Lyceu Paraibano, na Avenida Presidente Getúlio Vargas, às 9h. Um ato público também será feito, às 14h, na Assembleia Legislativa.

    Sergipe

    - Aracaju: às 8h30, será feito um ato em frente a Câmara Municipal. Às 14h, uma mobilização unificada entre sindicatos e movimentos sociais, na Praça General Valadão, região central.

    Ceará

    - Fortaleza: Praça da Bandeira, às 8h. Será feita uma caminhada até a reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde terá um grande ato unificado, com estudantes e trabalhadores.

    Pernambuco

    - Recife: ato no Ginásio Pernambucana da Aurora, às 15h, que sairá em caminhada até a Praça do Carmo.

    Rio Grande do Norte

    - Natal: às 15h, os trabalhadores junto com as universidade estarão nas ruas participando do ato unificado em frente ao Midway Mal, na Avenida Bernardo Vieira.

    Bahia

    - Salvador: Ato em Campo Grande, às 9h. Às 08h30 terá um ato unificado ao lado da prefeitura da capital, com a participação de professores e professoras da rede pública de municipal de Camaçari.

    Fonte: Plantão Brasil

  • A próxima quarta-feira (15) será um marco na história de luta do povo brasileiro em defesa da Educação, democracia e justiça social. Participe. Defenda a Educação e ajude a mudar os rumos desse país

    Por Daniel Iliescu*

    Em um país marcado pela desigualdade, o acesso à Educação pública significa, na realidade de grande parte da população, o sagrado direito de "ter alguma chance na vida", um emprego digno e condições de vida razoáveis.

    É esta perspectiva de um futuro melhor, nos sonhos de milhões e mais milhões de brasileiras e brasileiros, que é atacada covardemente pelo governo lesa-pátria de Jair Bolsonaro e de seus despreparados ministros da Educação, Abraham Weintraub e da Economia, Paulo Guedes.

    Ao enorme corte de bilhões de reais dos orçamentos das universidades e institutos federais somam-se:

    O corte monumental anunciado no Fundeb, que atingirá fatalmente o financiamento das redes estaduais e municipais de Educação (já abalado pela criminosa Emenda do Teto de Gastos);

    Os cortes de milhares de bolsas de pesquisa na graduação e na pós-graduação e à sabotagem da ciência e tecnologia nacionais;

    As ameaças de não investimento nas ciências humanas (especialmente a Filosofia e a Sociologia);

    Os ataques às políticas educacionais desenvolvidas nos últimos anos como as Cotas e a Educação Inclusiva; além da injustificável perseguição aos profissionais da Educação, seja com a cassação de seus direitos, como nas Reformas Trabalhista e da Previdência, seja com o constrangimento de sua garantia constitucional às liberdades de pensamento e de cátedra.

    O presidente Bolsonaro cada dia mais revela-se inimigo do Brasil e da Educação de todos (de seus opositores e de seus eleitores).

    Partiu dos estudantes mais este grito de coragem e rebeldia. Espalhados por todos os cantos do país, eles fizeram um chamado à consciência nacional e deram o tom da justa indignação em grandes assembleias e manifestações de rua.

    Os sindicatos de trabalhadores da Educação pública e privada, além de inúmeras entidades, movimentos e lideranças acadêmicas e políticas reforçaram este sentimento de unidade em defesa da Educação e do Brasil.

    Neste 15 de maio, diante de nós, temos uma oportunidade e um desafio:

    Juntarmos muita gente nas ruas de nosso país para defender a Educação dos cortes e das maldades do governo federal e, ao mesmo tempo, dialogarmos com a maioria do Brasil, despertarmos os corações e as mentes da ampla maioria do nosso povo para resistir não só ao sucateamento da Educação brasileira, mas também a este projeto de boicote do Brasil, que, infelizmente, é o compromisso de Bolsonaro e companhia, mas, felizmente, não é o de milhões de brasileiros que o elegeram.

    Prejudicar estudantes e professores é ir contra o Brasil! Não investir em Educação é condenar o povo à miséria e à barbárie!

    Como participar do 15M e ajudar a defender a Educação brasileira?

    Junte e organize colegas estudantes, professores, diretoras, merendeiras, zeladores, mães, pais, responsáveis, todas e todos que são ligados à sua universidade, escola ou creche, para explicar a toda a comunidade os motivos deste 15 de maio;

    Realize abaixo-assinados, panfletagens, jograus, aulas públicas, dinâmicas pedagógicas, brincadeiras e outras iniciativas para chamar atenção da população para nossas opiniões;

    Informe-se aonde e a que horas será a manifestação unitária na sua cidade e mobilize seus amigos, colegas e familiares (em Petrópolis, por exemplo, será 17h na Praça dom Pedro; no Rio, a partir das 15h na Candelária; em São Paulo no Masp, também à tarde...);

    Leve seus cartazes, suas bandeiras, suas camisas e adesivos em defesa da Educação e manifeste suas ideias e as ideias do movimento ou entidade da qual você participa;

    Leve um livro, símbolo maior das soluções que propomos para os reais problemas do nosso país;

    Converse, fale com todos e escute o que as pessoas têm a dizer. Precisamos de todas e todos, sem exceção. O diálogo é nossa grande arma nesta luta por uma sociedade pacífica, desenvolvida, justa e realmente educada.

    Dia 15 de maio defenda a Educação e ajude a mudar os rumos do Brasil!

    *Daniel Iliescu é professor e sociólogo. Foi presidente da UNE entre 2011 e 2013 e hoje preside o PCdoB em Petrópolis-RJ

  • 40 mil pessoas lotaram o Centro de Belo Horizonte na última sexta-feira (16) para pedir Diretas Já e Fora Temer. O ato, organizado pela União Nacional dos Estudantes e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, uniu juventude, artistas e trabalhadores a favor da Educação, e concluiu com apresentações de vários artistas.

    A manifestação aproveitou a realização do 55º Congresso da UNE (Conune) na cidade, que agregou diversos movimentos estudantis e sindicais, entre eles a CTB. Depois de fazerem passeata pelo centro da capital mineira, os manifestantes se concentraram no centro para um ato cultural.

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, estava presente no evento, junto com uma delegação da central. Ele afirmou a importância central do movimento estudantil dentro da resistência contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária, e gravou uma homenagem aos participantes (que você assiste logo abaixo):

    Na conclusão do 55º Conune, a entidade publicou uma resolução de conjuntura reafirmando o Fora Temer e Diretas Já. O documento foi aprovado na plenária final do encontro. Durante o evento, representando a CTB, o secretário da Juventude Trabalhadora da Central, Vítor Espinoza, levou a mensagem de solidariedade aos estudantes brasileiros, e criticou duramente a reforma do ensino médio e a pretensão de privatizar as universidades públicas.

    Portal CTB

  • Os estudantes ocuparam as escolas, os artistas salas do Ministério da Cultura, trabalhadores e trabalhadoras rurais a sede do Ministério do Desenvolvimento Agrário, agora professores e professoras do Brasil inteiro ocupam e paralisam as atividades do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, nesta quarta-feira (29).

    Cerca de mil docentes protestam "contra os ataques que a educação vem sofrendo por esse governo golpista" , diz Remi Castioni, secretário de Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Distrito Federal (CTB-DF).

    Remi Castioni, que também é professor da Universidade de Brasília 

    A manifestação que permanecerá o dia todo, culminou com a ocupação da sede do MEC por mais de 100 trabalhadores e trabalhadoras que exigem a saída do ministro José Mendonça Bezerra Filho.

    "Estamos aqui para denunciar o desmonte do Estado brasileiro promovido por esse verdadeiro desgoverno golpista", afirma Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

    Educadoras e educadores ocupam o MEC 

    "Nosso objetivo é impedir que o MEC continue a ser desqualificado por pessoas que não têm nenhum compromisso com o país, com o nosso povo e muito menos ainda com uma educação pública de qualidade e voltada para a liberdade", reforça.

    Isis Tavares, presidenta da CTB-AM 

    Já o presidente da CNTE, Roberto Leão, argumenta que o "trancaço" e a ocupação do MEC ocorrem para "defender a democracia" no país e nas escolas. Para ele, os projetos do governo golpista inviabilizam "totalmente o Plano Nacional de Educação (PNE)" e, com isso, "não teremos mais condições de ampliar o número de vagas para as crianças de 0 a 6 anos".

    Além disso, reforça Leão, os profissionais da educação ficarão ainda mais desvalorizados. "O salário médio de um professor hoje é 53% menor do que o salário médio de um profissional de outra categoria" do mesmo nível.

    Castioni lembra ainda que o ato serve para "comemorar os 2 anos de aprovação do PNE, convocado por quase a totalidade das entidades sindicais de professores que militam a favor da educação como área estratégica de desenvolvimento" (leia mais aqui). Isis diz ainda que "sem valorização profissional e estrutural da educação não existe nação que resista à opressão".

    Roberto Leão, presidente da CNTE 

    Enquanto Wiviane Farkas, do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, afirma que "a escola é um espaço vivo, que tem arte, diversidade e solidariedade", por isso, "precisamos defender esse espaço". Benedita Costa, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão, ataca esse "governo golpista, que quer fazer um retrocesso inqualificável nos direitos da classe trabalhadora e acaba com a educação de nossos filhos".

    "Espero que esta atividade se torne permanente para defender as pautas do país e da educação no Congresso Nacional, pressionando os parlamentares a votarem contra esse (des)ajuste fiscal que liquida nossos direitos", diz Castioni. Leão lembra também que o protesto é "contra a 'lei da mordaça', que inviabiliza qualquer discussão democrática nas escolas". Ele diz que já ocorrem punições a profissionais em escolas.

    Bateria da União Nacional dos Estudantes em defesa da educação

     

    A professora Isis sintetiza o ato afirmando que "os trabalhadores e trabalhadoras em educação estão aqui para fazer o seu dever de casa, que é a luta por uma sociedade melhor". Segundo ela, o dever está sendo bem feito. "Estamos lutando pelo direito dos nossos filhos e filhas terem uma educação voltada para a cidadania".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy e Ruth de Souza, de Brasília

    Outros Vídeos:

    Benedita Costa, 1ª vice-presidenta do Sinproesemma

    Wiviane Farkas, dirigente do Sinpro-DF

    Berenice Darc, dirigente do Sinpro-DF

     Nivaldino, Félix e Edmilson de Almeida, dirigentes da APLB-Sindicato dos Professores da Bahia

  • Ao longo da história a representação feminina foi bastante relegada. Privadas dos mesmos direitos que os homens e até impedidas de estudar ou participar da vida política durante anos, as mulheres lutaram bravamente chegar onde chegaram hoje: primavera feminista, ofensiva contra o assédio, maioria nas universidades e donas de alguns cargos mais importantes do país.

    O site da UNE preparou uma lista com 8 brasileiras inspiradoras já no clima do 8 de Março e para esquentar a chegada do 8º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE (#8EME), que acontece de 30 de março a 1 de abril, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

    De presidenta a jogadora de futebol elas representam a luta feminina e inspiram a nova geração de meninas a se empoderar cada vez mais.

    Confira:

    DANDARA DOS PALMARES

    dandara


    (Falecimento em 1694) Dandara dos Palmares lutou pelo fim da escravidão no Brasil. Esposa de Zumbi dos Palmares e mãe de três filhos, ela liderava mulheres e homens, e não se encaixava nos padrões de gênero que ainda hoje são impostos às mulheres. É exatamente por essa marca do machismo e racismo que mancha nossa história que Dandara não é reconhecida nem estudada. A maior parte da sua tragetória é envolta em grande mistério.

    MARTA

    marta jogadora

    Marta Vieira da Silva mais conhecida como Marta, é alagoana, uma das maiores jogadoras de futebol da história. Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por cinco vezes consecutivas, um recorde entre mulheres e homens. Em 2015, ela se tornou a Maior Artilheira da História das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols, e também se tornou a Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira (contando a Masculina e a Feminina) com 101 gols.

    MARGARIDA ALVES

    margarida alves

    (1933-1983) Margarida Maria Alves, paraibana, foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos. Durante o período em que esteve à frente do sindicato local de sua cidade, Alagoa Grande, foi responsável por mais de cem ações trabalhistas na justiça do trabalho regional, tendo sido a primeira mulher a lutar pelos direitos trabalhistas no estado da Paraíba durante a ditadura militar.

    Após a sua morte tornou-se um símbolo político, representativo das mulheres trabalhadoras rurais, que deram seu nome ao evento mais emblemático que realizam – a Marcha das Margaridas, uma mobilização nacional que reúne em Brasília milhares de mulheres trabalhadoras rurais no dia 12 de agosto.

    A Marcha das Margaridas ocorreu pela primeira vez em 2000, sempre definindo uma pauta de reivindicações a serem entregues aos representantes dos poderes públicos federais.

    MARIA DA PENHA

    maria da penha

    A farmacêutica que empresta o nome à Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, foi uma vítima da violência que fez de um infortúnio pessoal uma importante conquista para milhões de mulheres. Em 1983, Maria da Penha dormia quando o marido lhe deu um tiro pelas costas, deixando-a paraplégica. O agressor foi julgado e condenado, mas continuou em liberdade devido a recursos apresentados pelos advogados de defesa.

    A impunidade acabou resultando na condenação internacional do Brasil pela omissão do Estado em tratar, na época, os casos de violência contra a mulher. A partir disso, o País passou a cumprir algumas recomendações e a assumir alguns compromissos, entre os quais o de mudar a legislação brasileira nas relações de gênero. Em 2006 foi sancionada a Lei Maria da Penha criando mecanismos imprescindíveis para combater e punir a violência contra a mulher.

    HELENIRA REZENDE

    helenira rezende

    (1944-1972) Líder estudantil e vice-presidenta da UNE em 1968, Helenira Rezende foi uma brasileira nascida em Cerqueira César, São Paulo. Estudou Letras na USP, e era uma tida como excelente aluna entre professores. Helenira foi presa durante o Congresso da Une, em Ibiúna, em 68. Apesar de ter sido morta por militares em 29 setembro de 1972 no Araguaia, região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, no Pará e Tocantins existem inúmeros relatos de uma sua bravura e resistência na luta armada. Até hoje não se sabe a respeito dos seus restos mortais.

    NÍSIA FLORESTA

    nisia floresta

    (1810-1885) Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, natural de Natal foi uma educadora, escritora e poetisa. É considerada pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços públicos e privados publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

    NISE DA SILVEIRA

    nise da silveira

    (1905-1999) Em 1926, ao se formar na Faculdade de Medicina da Bahia, Nise era a única mulher em uma turma de 157 alunos. Ainda na graduação ela apresentou o estudo Ensaio sobre a criminalidade da mulher no Brasil.

    Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. É uma referência internacional na luta anti-manicomial.

    DILMA ROUSSEFF

    dilma rousseff

    Nascida em Minas Gerais, Dilma é economista e assumiu a chefia do Ministério de Minas e Energia e também da Casa Civil, durante o governo Lula.

    Eleita duas vezes presidenta da República, em 2010 e em 2014, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a governar o Brasil. Sofreu inúmeros machismo e preconceitos durante o seu mandato que a difamavam como “muito dura”. Como legado de seu governo ficaram inúmeros avanços no combate à violência doméstica, na representatividade na política e da independência financeira da mulher por meio de programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida em que os recursos são destinados às mães da família. Sofreu um golpe político que a retirou do poder sem nenhum crime comprovado.

    Fonte: UNE,  por Renata Bars

     

  • A CTB São Paulo realiza na tarde desta terça-feira uma plenária com as entidades filiadas para organizar a mobilização para as manifestações convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para a próxima quinta-feira, 30 de maio. A pauta também contempla os preparativos para a greve geral de 14 de junho, que na opinião das lideranças deve ser uma das maiores, senão a maior, da história do movimento operário brasileiro.

    A reunião ocorrerá no Sindicato dos Marceneiros (rua das Carmelitas, 149, próximo à Praça da Sé), a partir das 14 horas.

  • Movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais e movimento estudantil repudiam a excessiva violência da Polícia Militar do Distrito Federal, sob as ordens do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) contra os manifestantes desta terça-feira (29), em Brasília, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela o orçamento da educação e saúde públicas por 20 anos.

    No vídeo do Mídia Ninja, cinco policiais armados espancam um rapaz, inclusive já imobilizado. O policial grita com parlamentares que o comandante da operação está madando avançar sobre os manifestantes (assista abaixo).  

    Os Jornalistas Livres mostram depoimentos de jovens, no qual uma menina do Oiapoque, no Amapá reclama que “hoje, infelizmente, fomos tratados como marginais” por uma polícia totalmente despreparada. Mas “nós estamos reivindicando inclusive os próprios direitos deles", finaliza. Em outro vídeo a violência policial fica patente (assista a seguir os dois vídeos). 

     

    “Fomos duramente reprimidos sem nenhuma justificativa”, diz Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Quem está aqui hoje são estudantes de todo Brasil, pais de família, crianças, gente que não pode se defender”.

    Vitral denuncia a tamanha covardia como a de hoje, jogar tantas bombas em pessoas que protestavam pacificamente”. Já Ana Júlia Ribeiro acredita que a PM do DF se mostrou totalmente despreparada.

    “A polícia agiu de forma despreparada e desproporcional. Haviam vários grupos de estudantes de diversos estados do país, estudantes que viajaram durante horas para se manifestar democraticamente e pacificamente”, diz ela.

    A estudante paranaense, ao contrário do que noticiou a mídia comercial, afirma que “os próprios estudantes além de ter ajudado a socorrer os manifestantes tentaram fazer com que algumas pessoas se acalmassem para não depredar o patrimônio público".

    Ela argumenta ainda que "não sabemos se essas pessoas fazem parte de algum grupo radical ou se estavam infiltradas", por isso, "insistimos que o movimento estudantil é um movimento pacífico e democrático”.

    A secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ), Kátia Branco conta que o aparato policial transformou Brasília numa praça de guerra. “Estava tudo ocorrendo com muita tranquilidade até que os policiais partiram para cima dos manifestantes e de maneira ostensiva, aí a correria foi geral”, denuncia.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Isabella Lanave

  •  A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, entre outras entidades, aproveitaram a 9ª Marcha da Classe Trabalhadora e a ocupação de Brasília contra o presidente sem votos Michel Temer para entregar petição com mais de 900 mil assinaturas pelo Fora Temer.

    Assista vídeo do Portal do Movimento Popular com a explicação de Carina Vitral 

    Após muito impasse e barrados pelos seguranças, as representantes dos estudantes brasileiros entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dois abaixo-assinados com 220 mil assinaturas físicas e 700 mil digitais para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em que pedem a renúncia do presidente ilegítimo Michel Temer e eleições diretas.

    “Muito importante institucionalmente a Câmara dos Deputados ter topado uma comissão de estudantes contendo quase 1 milhão de assinaturas pelas Diretas Já e a imediata saída de Temer”, afirma Carina Vitral, presidenta da UNE.

    “A saída com eleições indiretas não vai resolver a crise institucional que vivemos, só o caminho do voto popular e devolvendo ao povo a chance de decidir sobre os rumos do país que vamos superar a crise e barrar as reformas regressivas do governo Temer”, complementa.

    Veja vídeo da Mídia Ninja e entenda dificuldade enfrentada pelos estudantes  

    Já Camila Lanes, presidenta da Ubes, lembra a necessidade de se revogar a reforma do ensino médio, aprovada recentemente pelo Congresso e sancionada por Temer. “Querem acabar com a educação pública e jogar nas costas da juventude e da classe trabalhadora o preço da crise”.

    As lideranças estudantis garantem atuação do movimento estudantil para barrar todos esses retrocessos e “juntamente com os trabalhadores e trabalhadoras vamos lutar para que o Brasil volte ao caminho do desenvolvimento com combate à pobreza”, assinala Lanes.

    Enfim a entrega foi feita, mostra vídeo da UNE  

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. foto: Ubes

  • “Estamos ocupando a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para tentar achar o ladrão da merenda”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder dos estudantes secundaristas brasileiros, complementa dizendo que “nós já sabemos o nome, o sobrenome e o cargo político que ele ocupa”. Por isso, acentua, “ficaremos aqui até que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda seja instaurada.

    Acompanhe a ocupação desde o início:

     

    O caso de superfaturamento e distribuição de propinas na merenda escolar das escolas públicas da rede estadual foi denunciado em janeiro do ano passado. A polícia civil e o Ministério Público paulistas criaram a Operação Alba Branca.

    Mas os deputados estaduais, de ampla maioria de apoio ao governador Geraldo Alckmin, se negam a instaurar a CPI da Merenda para investigar o caso, no qual o nome que mais aparece nas acusações é o do presidente da Alesp, Fernando Capez.

    Por celular, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, afirma que ontem haviam proibido a entrada de alimentos, cortado a água, a energia e o Wifi.

    Acompanhe discurso de Camila Lanes, presidenta da Ubes:

     

    “Alguns deputados negociam para podermos manter esta nossa luta democrática e justa”, defende. “Já está liberada a entrada de alimentos e água, mas ainda estamos sem energia e sem Wifi para nos comunicarmos melhor”.

    Emerson reforça o pedido de apoio à sociedade. “Precisamos da solidariedade de todos. Estamos exigindo o direito de saber quem roubou a merenda dos estudantes de São Paulo”, afirma. “Também precisamos de material de higiene pessoal e cobertores”.

    Ele realça também que faltam somente sete assinaturas de deputados para a instauração da CPI da Merenda. Então, pede para as pessoas irem à frente da Alesp e “se possível acampem e nos ajudem a lutar por uma educação pública de qualidade e com merenda”.

    Estudantes leem coletivamente Carta Aberta á população:

     

    Ontem à noite, os estudantes secundaristas receberam a solidariedade da União Nacional dos Estudantes (UNE), através da presidente da entidade, Carina Vitral. Ele atacou a afirmação do Kim Kataguiri de que as escolas públicas são repositórios de bandidos.

    “Os estudantes secundaristas não são criminosos, são de luta e construirão o novo estado de São Paulo e a nova educação pública no país”, afirma.

    Chico César prestigiou os ocupantes, assista:

     

    Saiba como ajudar pela página de apoio aos ocupantes no Facebook.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • “O golpe contra a nossa democracia tem como um dos seus principais pilares acabar com os avanços conquistados na educação na última década”, declara Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da CTB-BA.

    A revolta de Betros ocorre pelo fechamento do programa Ciência Sem Fronteiras (CSF) para estudantes de graduação. “Os cortes de investimentos na área social colocam o Brasil na contramão. Fechar as fronteiras para o estudo da ciência significa tirar perspectivas e sonhos de futuro de toda uma geração”.

    Isso porque o governo federal acabou com o programa de concessão de bolsas para alunos de graduação estudarem um período do curso no exterior. Isso tira a possibilidade de “troca de conhecimentos da área científica e tecnológica com universidades de outros países e culturas”, acentua a sindicalista.

    Criado em 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, o Ciência Sem Fronteiras concedeu 108 mil bolsas, sendo que 79% destinadas a alunos de cursos de graduação. De acordo com o Ministério da Educação (MEC) foram investidos R$ 12 bilhões entre 2011 e 2015.

    O próprio MEC mostra que houve um corte gigantesco no CSF. O orçamento que era de R$ 5,3 bilhões em 2014 caiu para R$ 3 bilhões em 2016. A decisão de extinguir o programa garante somente os estudantes que já estão no exterior.

    Diz ainda que os bolsistas retornaram ao Brasil sem apresentar resultados. Afirmação questionada pela antropóloga Vânia Pereira. Ela disse ao Nexo Jornal que “uma avaliação de impacto em torno da efetividade de um programa é medido para além de resultados e de custos”.

    Por isso, “afirmar que bolsistas estão retornando sem apresentar resultados é uma afirmação simples. O aluno que voltou do intercâmbio na graduação ainda precisa se formar, talvez realizar uma pós, para então produzir efeitos relevantes para sociedade”.

    Em sua conta no Twitter, o mais renomado cientista brasileiro Miguel Nicolelis lamenta o fim do Ciência Sem Fronteiras. Para ele, é o "Brasil correndo a toda velocidade rumo ao passado”, porque uma “sociedade que solapa sonhos da juventude comete o pior dos crimes”.

    Com propriedade, o cientista garante ainda que “nunca a juventude brasileira teve uma oportunidade como esta. Nunca a ciência brasileira foi tão oxigenada por novos ares e novas visões".

    Ele conta ainda que “ao longo dos últimos anos, em todas as minhas palestras pelo mundo, me emocionei ao encontrar alunos brasileiros que descobriam o mundo para o programa”.

    O MEC, por sua vez, divulgou nota afirmando que “encontrou o programa com dívidas elevadas deixadas pelo governo anterior. Estudantes estavam no exterior sem recursos. A primeira e imediata providência da atual gestão foi garantir recursos financeiros para honrar os compromissos assumidos com os bolsistas no exterior, a fim de não os prejudicar”.

    Betros contesta. “Vivem dizendo que a juventude não tem formação adequada para suprir as necessidades do mercado de trabalho. Mas com o corte desse programa tiram a oportunidade de qualificação e dessa forma impedem que nossa juventude possa entrar no mercado em condições de competir com o mercado internacional”.

    Além da sindicalista baiana, a União Nacional dos Estudantes (UNE) também ataca o desmonte da educação. Para a UNE, é “um absurdo que atrapalha o futuro do país e de milhões de estudantes brasileiros”.

    “Devemos denunciar a plenos pulmões o que estão fazendo com a educação, com a formação científica e tecnológica”, diz Betros. “Vivemos um recuo sem precedentes na história que custará muito ao futuro do país. Vivemos o maior retrocesso da história”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Hypescience.com

  • O Circuito Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da União Nacional dos Estudantes (UNE), convida as estudantes para uma cobertura colaborativa das manifestações contra o candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, que ocorre em todo o país e em diversas cidades estrangeiras, no sábado(29).

    “Querem nos silenciar, tirar nossa voz, nos aprisionar. Mas somos nós a barreira de contenção do conservadorismo, do ódio e do atraso. Vamos nos unir e potencializar nossas vozes, nossas pautas e a nossa opinião numa rede de comunicação colaborativa de mulheres para narrar os atos contra Bolsonaro”, dizem as organizadoras do evento Fotografe como uma garota.

    “Mina, você quer somar nessa construção? chega junto! Nós somos a mídia! #elenão #elenunca”, afirmam. Para participar inscreva-se aqui.

    Também confirme a sua presença pela página do evento no Facebook.

    “A juventude não foge à luta e marcará presença em mais esse ato contra o candidato defensor da ditadura e da extinção dos direitos trabalhistas”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para ela, Bolsonaro representa a maior ameaça á democracia, à educação e saúde públicas. “Ele não vai vencer a eleição porque a juventude brasileira se mobiliza para barrar essa ameaça de termos mais retrocessos do que o desgoverno de Michel Temer vem fazendo”. Por isso, “ele nunca”, finaliza.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

     

  • Representantes das Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (PSM) se reuniram nesta terça-feira (26), em Brasília, com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para entregar manifestos em defesa da democracia, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os colegiados, compostos por entidades sindicais como a CTB, CUT, Intersindical, Contag, movimentos sociais, entre eles, a  UNE, UBES e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), entregaram às lideranças 322 manifestos assinados por organizações e personalidades, nacionais e internacionais. O objetivo dos movimentos envolvidos é evitar a ruptura do Estado Democrático de Direito, ameaçado pelo golpe em curso no País para afastar Dilma, eleita democraticamente, do cargo de Presidenta da República. 

    Os integrantes da FBP e PSM alertaram aos representantes do Senado e STF que, se consumado o impeachment, tendo em vista que a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade, as entidades não reconhecerão a legitimidade de um eventual governo comandado por Michel Temer (PMDB).

    As Frentes ainda tiveram um encontro com senadores da base aliada ao governo, na liderança do PT no Senado, a fim de discutir estratégias, na tentativa de barrar o processo na Casa. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo e o ex-deputado federal, Assis Melo, que integra atualmente a diretoria executiva da central, marcaram presença nos atos, reafirmando a posição da CTB em defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas, gravemente ameaçados pela agenda do movimento golpista.

    "O objetivo da CTB e demais entidades reunidas aqui foi chamar a atenção das autoridades para o golpe no Brasil. Nós, a sociedade como um todo, precisamos nos levantar contra o golpe institucional que está sendo gestado em nosso País. Estamos fazendo a nossa parte. Pedimos aos presidentes do STF e do Senado para que a nossa Constituição seja respeitada nesse processo e alertamos para as consequências de se interromper o mandato de uma presidenta que não praticou crime algum", declarou Assis. 

    Adilson Araújo disse que as organizações que compõem as Frentes "cumprem papel fundamental na luta pela preservação da democracia e contra o retrocesso de direitos". Ele afirma que a CTB sempre estará comprometida com os interesses dos trabalhadores e com o desenvolvimento social e econômico do Brasil. 

    Presente na reunião com Renan Calheiros, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) elogiou o papel exercido pelas centrais sindicais e movimentos sociais no atual cenário político. "Quero saudar o papel muito importante que entidades como a CTB e diversos movimentos sociais estão tendo neste momento. A CTB é uma entidade extremamente representativa, é uma central sindical que, ao lado da CUT e das demais, vem cumprindo um papel essencial neste momento em que a democracia e a soberania popular estão ameaçadas", destacou.

    Para a senadora, a interrupção de um mandato legítimo "pode representar um retrocesso brutal para o povo brasileiro, em especial para os trabalhadores e trabalhadoras. Me refiro a um eventual governo Temer, ilegítimo e com uma agenda bomba que mira os direitos conquistados arduamente pelos trabahadores". 

    Fátima afirmou que as ações das entidades são cruciais e devem ser intensificadas. "A presença dos movimentos aqui (no Senado) é necessária, porque temos que, cada vez mais, combinar as mobilizações de rua com as articulações no plano institucional", opinou.

    Em resposta ao apelo das Frentes, Lewandowski sugeriu aos dirigentes que recorram também aos demais ministros e prometeu priorizar "tudo aquilo que diz respeito ao impeachment, porque a sociedade precisa de uma resposta rápida. O compromisso que posso assumir é votar com consciência, quando chegar o dia, e pautar com prioridade (o impeachment)". 

    Por sua vez, Renan Calheiros afirmou que não medirá esforços para "garantir o máximo de previsibilidade democrática" durante a tramitaçao do processo no Senado. De acordo Renan, "toda vez que o Senado se apressou a tomar decisões, de uma forma ou de outra, tivemos que fazer uma revisão da própria história". Calheiros disse ainda que, embora não responda pelo conjunto da Casa, não permitirá que a História lhe reserve o papel de atropelador da Constituição.

     

    Saiba Mais: Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reúnem-se com Renan Calheiros em Brasília

     

    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

    Foto: Ruth de Souza

  • Em reunião realizada segunda-feira (1) dirigentes das Frentes Brasil Popular e Brasil Sem Medo decidiram intensificar a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado contra a proposta de reforma da Previdência de Jair Bolsonaro. As lideranças também cogitam a realização de um ato no interior do Congresso Nacional em 10 de julho, bem como a realização de pressão nos aeroportos e nas bases dos parlamentares.

    Veja o que foi deliberado:

    1) Reafirmar as agendas discutidas na semana passada e sistematizadas no informe das centrais. Destaque espacial o ato unificado em Brasília no dia 12 de julho com a UNE.

    2) Reforçar, e muito, a coleta de assinaturas do abaixo-assinado até o dia 8 de agosto.

    3) Avaliar com estados importantes (SP, RJ, MG, entre outros) a possibilidade de convocar manifestação para o dia 10 de julho caso a votação se confirme.

    4) Reforçar divulgação nas redes sociais e fazer um ato dentro do Congresso Nacional no dia 10 de julho. Realizar pressão nos aeroportos e nas bases dos parlamentares.

  • Dirigentes das centrais sindicais e dos movimentos sociais estão intensificando os preparativos para a deflagração da greve geral convocada para 14 de junho, que a julgar pelas informações dos sindicalistas pode ser uma das maiores, ou mesmo a maior da história do movimento operário no Brasil. Faz parte desta mobilização a participação nos atos em defesa da Educação na próxima quinta-feira (30).

    O momento é de realização das plenárias estaduais. O Rio de Janeiro deu a largada ao realizar quarta-feira (22) uma reunião com a presença de dirigentes nacionais de todas as centrais sindicais e nada menos do que 70 presidentes de sindicatos locais, cabendo destacar as lideranças do setor de transportes.

    “Estou muito animado”, declarou o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, que esteve presente na plenária carioca. “A gente sente uma adesão crescente à convocação feita pelas centrais”, comentou.

    O compromisso dos sindicalistas ligados ao ramo do transportes de participar da paralisação é meio caminho andado para o sucesso da greve geral, convocada a princípio contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, mas que agrega também a exigência de medidas emergenciais para amenizar a tragédia do desemprego e a defesa da Educação, contra os cortes anunciados pelo governo. Nesta quinta-feira ocorre uma plenária em Brasília para debater a mobilização.

    Frente Brasil Popular

    Solidários com as centrais e em luta contra a reforma da Previdência e o governo Bolsonaro, os movimentos sociais também estão mobilizados. A Frente Brasil Popular (que reúne entidades como UNE, MST, Ubes, Conam, CMP, entre outras) lançou nesta quinta-feira (23) uma nota intitulada “Às ruas contra os cortes na educação e em defesa da previdência, rumo à Greve geral”. Leia abaixo:

    A Greve Nacional da Educação do último dia 15 de maio mobilizou milhões de pessoas pelo país afora das capitais às centenas de cidades do interior do Brasil a partir da convocatória do movimento sindical da educação e dos estudantes.

    Foi a maior expressão até aqui da unidade política que viemos construindo no campo progressista de enfrentamento ao governo de Jair Bolsonaro e os ataques aos direitos e a soberania do país.

    A defesa da educação e da aposentadoria são nossas trincheiras prioritárias no próximo período para ampla mobilização do povo brasileiro que passa a ter que enfrentar também a recessão econômica.

    Por isso, convocamos a todas as entidades e movimentos sociais a endossarem a chamada para estarmos nas ruas novamente no dia 30 de Maio contra os cortes da educação, acumulando forças para uma grande greve geral no dia 14 de Junho em defesa da previdência e do Brasil.

    São Paulo, dia 23 de maio, Frente Brasil Popular.

  • Fato importante e carregado de simbolismo aconteceu na quarta-feira, dia 27 de março de 2019, na famosa rua Maria Antônia de São Paulo: os estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie impediram o presidente Bolsonaro de adentrar o campus universitário.

    Por Haroldo Lima*

    A visita de Bolsonaro estava programada e o presidente já estava em São Paulo, quando chega-lhe uma notícia inesperada: os estudantes do Mackenzie estavam na rua Maria Antônia, onde fica o campus, gritando palavras de ordem contra a sua presença, dizendo que ele “não terá sossego em nenhuma universidade do Brasil”, que não era bem-vindo e que ali não entraria. Comandava a manifestação a presidente da União Nacional dos Estudantes, a baiana Marianna Dias.

    Percebendo que só entraria na universidade se houvesse o uso de força contra os estudantes, o presidente, certamente assessorado por alguém acometido de bom senso, desistiu do arriscado objetivo, e optou por outro mais maneiro, visitar o comando do Exército.

    Ao saber que o presidente bateu em retirada, a presidente da UNE coordenou o refrão vitorioso: “Na universidade não”.

    A rua Maria Antônia, que liga a rua da Consolação ao bairro Higienópolis, tem sua história.

    Lá, pelos idos de 1880, um casal de presbíteros americanos, George e Mary Chamberlain, instalou a escola que já tinham há alguns anos em São Paulo e deu-lhe o nome de Mackenzie, em homenagem a John Theron Mackenzie, um americano que nunca conheceu o Brasil mas que, ao morrer, deixou uma boa quantidade de dinheiro para que ali fosse construída uma escola de engenharia. E assim surgiu, a partir de 1896, a Escola de Engenharia Mackenzie.

    Três décadas depois, ocorre a Revolução de 1930, que trouxe um problema para as oligarquias paulistas. Elas não só não o protagonizaram, mas reagiram a ele, o maior movimento progressista da história do país. Ademais, resolveram promover um levante contrarrevolucionário, em 1932, chamado Revolução Constitucionalista, massacrado por Vargas. São Paulo perdera o papel de destaque e de condução dos rumos do país, apesar de toda sua opulência.

    Na continuidade, o grande estado tirou como lição criar de imediato um centro para a “formação da elite brasileira”. Unificou faculdades isoladas e fundou, em 1934, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas, FFLCH, em torno da qual estruturou a Universidade de São Paulo, a USP. A FFLCH foi instalada na rua Maria Antônia.

    Nos primeiros anos da ditadura militar, na rua Maria Antônia, concentravam-se, de um lado, um dos destacamentos mais aguerridos da esquerda estudantil da época, na FFLCH e, de outro, os estudantes da Mackenzie. Ocorre que as forças repressivas organizaram, dentro da Mackenzie, um grupo do Comando de Caça aos Comunistas, que atuava de forma provocativa, agredindo lideranças, criando tumulto em passeatas e assembleias.

    E chega o incrível ano de 1968. Um sopro de rebeldia varreu a Europa, a Ásia e a América. Uma lufada correspondente clareia os ares do Brasil.

    A repressão fazia de tudo para provocar e desalojar o bastião estudantil da Maria Antônia, utilizando seu grupo do CCC.

    No dia 3 de outubro, quando estudantes faziam pedágio para arrecadar dinheiro para o Congresso da UNE, o CCC lançou pedras, rojões e balas contra eles. Um estudante morreu, o prédio da USP foi incendiado. A provocação foi grande.

    Isto foi chamado de “batalha da Maria Antônia”, mas não foi uma batalha entre os estudantes da FFLCH e do Mackenzie, nem muito menos entre as duas instituições de ensino ali existentes, como esclarece José Dirceu no seu livro de memórias. O que houve foi uma provocação violenta do CCC, organizado no Mackenzie, onde quatro das cinco entidades estudantis apoiavam a UNE e a UEE.

    Nesses episódios estiveram presentes lideranças estudantis proeminentes da época, como Luís Travassos, então presidente da UNE, e que era da Ação Popular, o próprio José Dirceu, então presidente da União Estadual dos Estudantes, e que era de uma divergência do PCB, e Yara Iavalberg, da Polop, depois do VPR, que iria ser companheira de Lamarca e foi assassinada brutalmente em Salvador, em agosto de 1971.

    O que é curioso, muito curioso, e educativo, é que o quinquagésimo aniversário da “batalha da Maria Antônia”, transcorrido no ano passado, suscitou reportagens que recontaram os fatos. Jornalistas foram à Maria Antônia ver como hoje estão os estudantes do Mackenzie e os da USP que frequentam o atual Centro Universitário Maria Antônia. Eis algumas impressões que a Folha de São Paulo lá colheu:

    “Política não é mais assunto predominante aqui”, disse um estudante. Outro completou: “Preferimos falar de coisas do dia a dia, como baladas, meninas ou assuntos ligados a nossa faculdade.” Um morador acrescentou: “Só mesmo quando vem alguém daqueles tempos, para matar a saudade, é que relembram aquelas histórias do passado. No mais, a vida seguiu para outro rumo.” (FSP 30/set/2018 )

    Seis meses depois desses registros, esses mesmos estudantes, que pareciam tão desligados e alienados, vão à Maria Antônia e barram a ida do presidente ultradireitista ao campus do Mackenzie!!

    O jovem é assim. Quando percebe a tirania, o atraso, a incultura e o fascismo, quando vê que “já podaram seus momentos” e “desviaram seus destinos”, seu “coração de estudante” explode, inesperadamente e com força, “bem mais perto que pensamos”, “renovando a esperança”. (versos de Milton Nascimento). O exemplo de rebeldia da Maria Antônia deve ser saudado e seguido.

    *Haroldo Lima é membro da Comissão Política Nacional do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

     

    Fonte: vermelho.org.br

  • Por Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB

    Ocorreu sexta-feira, 07/06, na sede nacional da CTB, mais uma reunião da Frente Ampla da Juventude, uma iniciativa que tenta agregar jovens das centrais sindicais e do movimento estudantil a fim de mobilizar a juventude brasileira em torno de bandeiras unitárias.

    Ficou deliberado que iremos intensificar nos próximos dias a mobilização para a Greve Geral convocada pelas centrais sindicais e os movimentos sociais para 14 de junho, reforçando as três bandeiras prioritárias: educação, emprego e previdência.

    Os estados serão orientados a também jogar gás extra na mobilização, rodar o material unitário da juventude, divulgar nas redes sociais e bolar agendas conjuntas. Quinta, 13 de junho, será o Dia Nacional de Panfletagens e Agitação, que merece prioritade em nossa agenda.

    Foi marcada uma próxima reunião da frente, para dia 19 de junho, às 10h, na sede da UNE.

    Propomos uma agenda conjunta. As universidades, IFs, escolas que tiverem condição de tocar agendas apenas com seus núcleos devem nos avisar para que mandemos os materiais para panfletagens. A ideia é crescer esta agenda.

    Veja abaixo o calendário da mobilização em São Paulo:

    Sábado e domingo (8 e 9): engrossar agendas existentes na periferia. Caso haja material da juventude pronto, montar banca na Paulista no domingo;

    Terça-feira (11): Banca em frente a empresa de Telemarketing (ainda não definida) - das 11h às 15h;

    Terça e quarta (11 e 12): USP (tocado pelo próprio núcleo da USP);

    Quarta e quinta (12 e 13): banquinha na Barra Funda em frente à Uninove. Às 10h e às 18h;

    Quarta e quinta (12 e 13): panfletagem metrô São Joaquim a partir das 17h;

    Quinta (13) - banca na Praça da República. Das 10h às 18h.

    É necessário formar grupos para cada atividade a fim de que todas estejam com um número expressivo de jovens.

    Sexta, 14 de junho, é o dia da Greve Geral: a juventude irá se somar nos trancamentos da madrugada. Às 14 horas as juventudes se encontrarão na Praça Oswaldo Cruz para em conjunto caminharmos até o MASP.

    Juventude rumo à Greve Geral!

  • O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, é um dos debatedores da palestra “A Crise e o Desenvolvimento Nacional”, ministrada pelo economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Luiz Gonzaga Belluzzo, nesta sexta-feira (7), às 9h da manhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). 

    O evento é uma realização do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA), e contará com a participação do ex-governador da Bahia e ex-ministro, Jaques Wagner, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, e o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Gustavo Casseb Pessoti, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), e Antonio Alban, presidente da FIEB.

    Como convidado, o presidente da CTB falará sobre a crise econômica e política do país, que paralisa o futuro de nação e qualquer horizonte de retomada do desenvolvimento. As reformas trabalhista e da previdência também serão tema de debate.

    Portal CTB com CTB-BA

  • Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora, representou da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no 66º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg) da União Nacional dos Estudantes (UNE), de 20 a 22, em São Paulo.

    “A educação está em clima de terra arrasada com o governo de Michel Temer”, diz Luiza. “Estão acabando com a educação pública, cortando investimentos em pesquisas, em ciências. Com isso, quem tem a chance está saindo do país”.

    Ela lembra ainda da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos nas áreas sociais e nos salários das servidoras e servidores públicos. “A EC 95 arrasa com a educação, com a saúde e com todos os projetos para a participação da juventude nas questões importantes para o país”, acentua.

    “Somente nas universidades mais de 170 mil estudantes pararam com seus estudos por falta de condições financeiras e ainda o governo dificulta o funcionamento do Fies (Financiamento Estudantil)”, reforça. “Muito importante também impedir que Temer vete a parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019, que garante investimentos para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação”.

    A sindicalista defende ainda uma maior aproximação da CTB com o movimento estudantil para “barrar a ofensiva conservadora e neoliberal contra a juventude”. Ela lembra que a mortalidade infantil voltou a crescer no país, depois de 30 anos em queda.

    “O crescimento vertiginoso do desemprego e da subocupação com a aprovação da reforma trabalhista piora sensivelmente a vida das pessoas causando desalento e adoecimento”, garante.

    Por isso, afirma Luiza, “a educação deve ser entendida com um setor estratégico para o desenvolvimento do país e assim ajudar a sociedade a encontrar soluções viáveis para os problemas que nos afligem e tiram a autoestima das pessoas, essencialmente dos mais jovens”.

    Ela defende ainda que se “batalhe firme para eleger uma bancada progressista ao Congresso Nacional e um presidente ou presidenta que tenha compromisso com a revogação da reforma trabalhista e com um projeto de desenvolvimento voltado para os interesses nacionais”.

    É essencial também, para a sindicalista, ampliar a mobilização e organização para a defesa da vida da juventude que está sendo morta nas periferias das grandes cidades. “Sem uma educação democrática e voltada para a inclusão e sem políticas específicas para a juventude, o país vai de mal a pior”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB