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Dom, Jul

Ubes

  • Mais de 3 mil estudantes e docentes tomaram as ruas do centro da capital paranaense, Curitiba, neste domingo (9) contra a reforma do ensino médio (medida provisória 746/16) e as mudanças na legislação estadual propostas pelo governador Beto Richa (PSDB) (saiba mais aqui).

    “Os Trabalhadores e trabalhadoras da educação pública do estado saíram às ruas em apoio aos estudantes que já ocupam escolas contra essa reforma autoritária e elitistas do ensino médio”, dia Francisco Manoel de Assis França, o Professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Camila Lanes convoca estudantes a ocuparem as escolas para defender a educação 

    A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes explica que a juventude se mobiliza em todo o país até “a MP 746 (reforma do ensino médio) ser retirada de pauta e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 engavetada definitivamente”.

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) repudia também “as declarações do governador Beto Richa que desqualificam a luta dos estudantes e busca deslegitimar as ocupações, desconhecendo que as ocupações são uma reação à forma com a educação é tratada” pelo poder público.

    Manifestação dos secundaristas paranaenses no domingo em Curitiba  

    Lanes define os dois projetos do governo golpista como ataques aos direitos das filhas e filhos da classe trabalhadora. “Somos contra a MP 746 porque queremos participar das discussões sobre o nosso futuro e não queremos aprender somente a somar, subtrair e apertar botões. Queremos viver, amar e participar das decisões sobre o nosso país”.

    Por isso, diz ela, as mobilizações dos estudantes estão apenas no começo. “A tendência é crescer e passarmos de 150 escolas ocupadas em todo o país já neste fim de semana”. Até o momento já são 94 escolas ocupadas em alguns estados.

    A estudante Suany Scrassacata afirma ao G1 ser contra a retirada de sociologia, filosofia, artes e educação física do currículo escolar. “A gente está sofrendo um retrocesso. Tem escola pública fechada, por falta de estruturação. Nisso, ninguém trabalha, ninguém vê. Eles querem impor a escola sem partido, sem ao menos arrumar as nossas escolas. A estrutura das nossas escolas está caindo aos pedaços”.

    Já o professor Kico conta que os docentes, além de apoiarem essas bandeiras da juventude em defesa de uma educação pública inclusiva, estão contra o projeto do Executivo paranaense que corta verbas e salários dos servidores (leia mais aqui).

    Lanes conta ao Portal CTB que há escolas ocupadas no Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. E crescendo porque a “PEC 241 é o principal mecanismo dos golpistas para acabar com os sonhos de uma geração inteira”.

    Tropa de choque ameaça jovens em São Paulo 

    Cercados pela tropa de choque da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, os estudantes que ocupavam a Escola Estadual Caetano de Campos decidiram desocupar na noite do sábado (8).
    Mas “continuaremos firmes na mobilização para a resistência ao desmonte da educação pública”, afirma Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    E para piorar, os universitários paulistas prometem manifestação em São Paulo nesta terça-feira (11) porque o Ministério da Educação não está horando o compromisso com as universidades referente ao programa Financiamento Estudantil (Fies). A presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Flávia Oliveira, disse à jornalistas Laís Gouveia que a situação preocupa. “Desde que Temer assumiu, a transferência não é feita para as universidades, e tem muitas delas que sobrevivem com 97% da sua arrecadação através do Fies, ou seja, se não há o pagamento, muitas instituições de ensino superior fecharão as portas. Na PUC São Paulo, por exemplo, o governo deve R$ 8 milhões em repasses e a reitoria transfere esse problema para os estudantes bolsistas, alegando que, se não houver o pagamento, os beneficiários terão que pagar suas mensalidades por conta própria”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A proposta para a educação de um eventual governo Michel Temer não se distingue das outras ações contidas no programa "Ponte para o Futuro" - assim como elas, também traz retrocesso às conquistas da classe trabalhadora.

    O projeto prioriza apenas o ensino básico do 1º ao 4º ano (fundamental 1), em detrimento de todas as outras séries, e prevê a gratuidade somente até o 9º ano, do fundamental 2. Ou seja, o Estado tenta se eximir da responsabilidade de levar educação em todos os níveis.

    Para a dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Marilene Betros, essa proposta vai na contramão da história e privilegia o ensino particular, "tirando os recursos necessários para uma educação pública bem estruturada e com profissionais bem pagos".

    O que, para ela, significa retrocesso para tempos antigos, quando "somente os ricos podiam estudar". Com isso, o "Estado brasileiro ofereceria gratuitamente apenas os anos iniciais suficientes para os nossos filhos trabalharem. Mas sem adquirir a consciência necessária sobre os seus direitos", afirma.

    Com essa possível medida, a ponte para o passado, do suposto governo golpista, acaba com os sonhos dos filhos e filhas das famílias da classe trabalhadora de ingressar em uma universidade. Hoje, no Brasil existem mais de 7 milhões de universitários, sendo 2,4 milhões bolsistas do Programa Universidade Para Todos (ProUni), que corre sério risco com essa proposta.

    Já o ensino médio conta com mais de 9 milhões de estudantes e, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep), quase 90% em escolas públicas. Além de o país contar com mais de 57 milhões de crianças e jovens nas escolas, da creche ao ensino médio, maioria absoluta em escolas públicas.

    "Se com o ensino médio gratuíto boa parte dos alunos e alunas para de estudar após concluírem o fundamental, imagine se essa gratuidade acabar", argumenta Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Por isso, Marilene acha muito importante os movimentos de estudantes que ocupam escolas e assembleias legislativas em vários estados em defesa da educação pública. "É um direito garantido pela Constituição". Ela assegura também que os trabalhadores e trabalhadoras da educação, "não abrirão mão da educação pública em nenhum nível de ensino”.

    "Essa luta é histórica e nos manteremos nas ruas e em salas de aula defendendo o que é mais importante para o país", acentua. "Com muita abnegação conseguimos aprovar um Plano Nacional de Educação, que se não é o ideal, mantém-se importante para empoderar a educação pública e devolver o sonho de uma vida melhor aos mais pobres".

    A proposta de privatizar o ensino médio e universitário beneficia empresários da educação e vem tentando conquistar corações e mentes desde a ditadura civil-militar (1964-1985), sempre com o argumento grosseiro de que os filhos de ricos ingressam nas universidades públicas.

    Camila afirma que esse projeto aniquila com o ProUni e tira a importância do segundo maior processo seletivo do mundo, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que "antes do Lula, servia somente para beneficiar as escolas particulares e hoje é a porta de entrada dos filhos de trablhadores nas universidades".

    Marilene lembra que todas as nações que investiram em educação pública, conseguiram avanços civilizatórios importantes. “Uma nação que investe em educação pública é uma nação voltada para o futuro. As pessoas adquirem mais consciência e com isso respeitam mais uns aos outros".

    Já Camila diz que o movimento estudantil continuará mobilizando estudantes no Brasil inteiro para defender a educação. "Estaremos ocupando as escolas onde for necessário para mostrar à sociedade que queremos estudar, mas queremos boas escolas, com professores satisfeitos e com estrutura adequada".

    “Acabar com a educação pública em qualquer nível é defender uma política excludente, onde somente os ricos terão acesso às coisas boas, deixando os trabalhadores e trabalhadoras com menos oportunidades de ganhar mais, morar bem, ter acesso à cultura, a livros e a tudo o que as pessoas necessitam para viver bem".

    *Foto: Thanise Melo

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Por Cristiane Tada

    Uma noite de muitas emoções na quarta-feira (06/2) deu a largada da bienal das bienais, a 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes, em Salvador (BA). Com o teatro Castro Alves, repleto, a presidenta da UNE, Marianna Dias deu as boas-vindas.

    “Salvador é uma cidade histórica para o movimento estudantil e é aqui que saudamos todas as delegações, de todos os estados, que vieram para o nosso festival. Viva o Nordeste, viva o Sudeste, viva o Norte, viva o Sul, viva o Centro Oeste, viva a décima primeira Bienal dos estudantes!”.

    Foi exatamente aqui, na capital da Bahia, que foi realizada a primeira Bienal, há 20 anos atrás, em 1999. Foi também aqui que UNE foi reconstruída há 40 anos depois de perseguida e levada à clandestinidade.

    Mancha de dendê

    O vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Miguez, foi responsável por um dos momentos mais emocionantes da noite que levou Marianna às lágrimas. Ele levantou seu crachá de delegado do 31º Congresso da UNE, em maio de 1979. “Como bom baiano eu diria que essa lembrança é uma mancha de dendê não sai nunca. Eu queria dizer com esse gesto de memória expressar um momento tão especial como esse e mostrar confiança que deposito em cada um de vocês, em cada jovem brasileiro. Eu sei que vocês irão defender o direito inegociável à universidade publica brasileira”.

    Este ano é a primeira vez que festival reúne secundaristas, universitários e pós-graduandos.  O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki, destacou essa união histórica nesse momento de resistência da história do nosso país. “A Bienal cumpre a função de inaugurar o período de lutas que os movimentos sociais do Brasil terão pela frente no ano de 2019. Aqui estamos, estudantes, artistas, ativistas, militantes, unidos na defesa da democracia e dos direitos, na defesa da educação e da cultura, contra a censura e a mordaça, pela liberdade do nosso país”.

    A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, também reforçou a unidade.  “Vamos reconstruir a unidade do nosso povo, celebrar a diversidade cultural do Brasil, e fortalecer os nossos laços e as nossas forças”.

    O patronato Gilberto Gil

    A aula show do homenageado máximo da noite, Gilberto Gil, foi um formato de perguntas intercaladas com música. A escritora Ana de Oliveira mediou a conversa entre o ex-ministro da Cultura e os estudantes da UNE.

    Ele respondeu sobre o passado e sua militância, bem como comentou a conjuntura política do Brasil e do mundo. Gil também foi homenageado como patrono do Cuca da UNE, e recebeu um quadro com a arte oficial do evento feito pelo artista Elifaz Andreato.

    “Eu sou contemporâneo da infância da UNE do movimento em que os estudantes se agregaram nessa forte inconstitucionalidade que se tornou o movimento estudantil que eu participei naquele início. Muito da minha formação da minha capacidade de compreensão da dimensão cidadã, muito disso veio da militância junto a UNE, junto ao Centro Acadêmico”, afirmou. E completou generoso: “Eu sou não só grato, mas devedor da UNE, por tudo isso que me deu”.

    Para o músico essa geração é beneficiada por um longo tempo do que chamou de “exercícios libertários”. “Quiséramos ter naquela época, 40, 50 anos atrás o grau de autonomia que vocês tem hoje, o grau de compreensão sobre a complexidade, sobre a paradoxidalidade dessas coisas que vocês tem hoje que já podem reconstituir de fato uma trans-esquerda”, afirmou.

    E se identificou com a juventude. “Quando jovem eu tive os mesmo impulsos, as mesmas esperanças, as mesmas atitudes desafiadoras que vocês jovens tem hoje. Vocês hoje são mais cultos e mais experimentados. O tropicalismo almejou tudo isso, expandir a compreensão sobre o mundo”, afirmou.

    Ele finalizou a noite empolgando a plateia com a canção vencedora dos festival da Record de 1967 e talvez uma das suas músicas mais famosas: Domingo do Parque.

    Programação

    Desta quinta até domingo ocorrerão mais de 90 atividades, incluindo debates, conferências, oficinas, visitas guiadas, lançamentos de livros, vivências criativas, uma feira de economia solidária, atividades relacionadas a todas as áreas de interesse da juventude. Nas mostras estudantis selecionadas, a Bienal apresenta mais de 270 trabalhos, com destaque para as áreas da música, audiovisual, literatura, artes cênicas, artes visuais, extensão, ciência e tecnologia. Nas atrações culturais artistas como Baiana System, Atoxxxa, Djonga, Francisco El Hombre, além de uma grande culturata de blocos de carnaval como o Ilê Ayê, Banda Didá e Filhos de Ghandy.

    Fonte: UNE

  • Cerca de cem alunos do ensino médio ocuparam, na tarde desta quinta (5), a sede da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, reivindicando a abertura de um calendário de negociação. Após pressão, eles conseguiram o compromisso do governo de que vai dialogar com a comissão de estudantes. Uma reunião já foi agendada para o próximo dia 10, inclusive com presença do secretário da pasta, Antonio José Vieira de Paiva Neto.

    Os alunos protestam contra o sucateamento da educação pública no estado e reivindicam melhorias na infraestrutura e o fim da superlotação das classes, entre outras pautas.

    Nesta tarde, foram recebidos pelo chefe de Gabinete da Secretaria de Educação, Caio Castro Lima, e pelas subsecretárias de Gestão de Ensino, Ana Valéria da Silva Dantas, e de Gestão de Pessoas, Cláudia Raybolt Marques. Eles se comprometeram a negociar com a comissão de alunos e marcaram a primeira reunião.

    De acordo com os estudantes, mais de 70 escolas estão ocupadas. Os professores da rede estadual de ensino estão em greve desde março.

    Fonte: Portal Vermelho



  • Em dia de greve histórica dos metroviários, a Casa de Portugal ficou lotada para o Ato pela Democracia e pelo Direito de Lula ser Candidato. Não poderia ser diferente. Casa cheia ávida pelo discurso do protagonista da festa, na noite desta quinta-feira (18), na capital paulista.

    Ana Cañas, Leci Brandão, Renato Braz, Aílton Graça, Alice Ruiz, Odair José, Chico César, gente do rap e do funk e muitos outros marcaram presença e posição política contra o golpe de Estado de agosto de 2016 que tirou Dilma Rousseff da Presidência.

    Todos unidos pela fala do grande jurista Fábio Konder Comparato: “Precisamos organizar o povo, é ele que vai vencer a oligarquia” e complementou afirmando ser “indispensável tributar as grandes fortunas” para tirar o país da crise e combater as desigualdades.

    Celso Amorim, Gleisi Hoffmann (presidenta do PT), Walter Sorrentino (vice-presidente do PCdoB), Fernando Haddad, Raduan Nassar, Nita Freire, Gilmar Mauro (MST), Pedro Gorki (Ubes) e Guilherme Boulos (MTST) levaram solidariedde a Lula.

    Gilberto Maringoni, do PSol, afirmou que na quarta-feira (24) quem estará “sendo julgado somos nós e a democracia brasileira”. Ele defendeu a formação de uma frente ampla contra o golpe. Já Sorrentino falou sobre a necessidade de unidade popular para um projeto nacional de desenvolvimento.

    Representando a juventude, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes, emocionou com seu discurso em favor da esperança. “A esperança dos indignados que lutam” e concluiu que “a democracia vai vencer com a força da juventude que resiste”.

    Para Gleisi Hoffmann esse processo é surreal. “Não é só porque não tem prova, é porque não tem crime”, disse. Como disse Leci Brandão, dirigindo-se a Lula, "a covardia está aí! A gente sabe que o grande problema é que os golpistas não aceitam o seu pecado, que foi tratar as pessoas com respeito, você respeita a diversidade do Brasil”.

    Por volta das 23h chegou a vez do discurso mais esperado. Luiz Inácio Lula da Silva com o microfone nas mãos começou dizendo não ter sido ele que chegou ao poder porque “fomos nós que chegamos. Não fui eu que governei, fomos nós que governamos”.

    E aí falou até quase meia noite sobre o seu processo, o que o governo de Michel Temer está fazendo com o patrimônio nacional e com os direitos da classe trabalhadora e não poupou a Rede Globo que age como partido político, mesmo tendo concessão pública para operar a TV, ainda, de maior audiência no país.

    Lula encerrou o ato afirmando que deseja ser candidato á Presidência para a Petrobras voltar a “financiar, através de royalties do pré-sal, a educação, a saúde, a ciência e a tecnologia” porque para a economia crescer o Estado “tem quer fazer mais investimentos”.

    Enfim, o ex-presidente disse querer voltar a governar para devolver o “Brasil para os brasileiros, a Petrobras para os brasileiros e não para eles”, referindo aos Estados Unidos, de onde conglomerados do sistema financeiro sustentam o golpe de Estado de 2016.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Mídia Ninja

  • As ruas da capital paulista foram tomadas, a partir das 17h, nesta quinta-feira (11) por cerca de 10 mil manifestantes - segundo os organizadores - contra o aumento da tarifa dos ônibus no município de São Paulo, dos trens urbanos e do metrô, que foram de R$ 3,80 para R$ 4, no domingo (7), um aumento de 5,26%.

    O reajuste foi anunciado de forma conjunta pelo prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na capital paulista, os maiores aumentos, acima da inflação, são justamente de quem mais usa ônibus ou que mora mais longe: no bilhete único mensal e na integração entre ônibus e metrô.

    Para Flávio Leite, secretário de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção São Paulo (CTB-SP), qualquer aumento nos preços incide no bolso da classe trabalhadora. “Na crise que estamos vivendo aumentar o valor das tarifas do transporte público atinge em cheio o orçamento de qualquer família que depende do transporte coletivo para se locomover”.

    Muitas palavras de ordem são ditas contra Doria. “O passe livre não é esmola, o filho do prefeito vai de Uber pra escola”, em referência às restrições impostas pela atual administração paulistana sobre o passe livre estudantil.

    "Limitar o transporte gratuito para os estudantes é agir contra o direito de ir e vir dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, diz Leite. Ele explica que os gastos com transporte pesam no orçamento doméstico e a gratuidade beneficia a educação, permitindo aos estudantes estarem mais presentes no centro da cidade, onde acontecem os principais eventos culturais”.

    Vídeo da Mídia Ninja mostra como foi o protesto 

    Já o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, acredita que “estar no ato hoje é sair em defesa do passe livre, mas é também sair em defesa do direito do estudante de chegar à sua escola e, portanto, é defender a educação para todos e para todas”.

    Outras palavras de ordem foram ditas durante a passeata que saiu da Praça Ramos de Azevedo e rumou para a Estação Brás de trem e metrô. Outro ato foi convocado para a quarta-feira (17), aos gritos de “pula sai do chão contra o aumento do busão” e o “meu dinheiro não é capim”.

    Representantes do Movimento Passe Livre (MPL) afirmam que não sairão das ruas até esse aumento ser revogado. "Com o desemprego atual e a informalidade, muitos não têm vale-transporte. Ou seja, as pessoas não conseguem sair de casa para ir atrás de emprego", afirma Fernando Bueno, porta-voz do MPL.

    Ele lembra que o salário mínimo aumentou pouco mais de 1%, enquanto a tarifa subiu mais de 5%, sendo que no ano passado teve majoração de 14,8%. De acordo com Bueno o aumento acumulado da integração é de 17,4%, mais que o dobro da inflação do período.

    “Precisamos debater a política de mobilidade urbana. O preço da passagem aumenta, mas a qualidade do transporte público não”, reforça Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes). A crítica à falta de qualidade nos transportes é recorrente entre os usuários.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com informações de Natasha Ramos e Natália Pesciotta (Ubes) e Felipe Mascari (Rede Brasil Atual). Foto: Guilherme Imbassahy

  • Desde o ano passado, o movimento estudantil vem ocupando escolas como forma de impedir retrocessos na educação do país. Por isso, as entidades dos estudantes brasileiros marcaram para a segunda-feira (24), o Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional para agrupar todos os estudantes do país, que já ocupam cerca de 1.000 escolas, 820 estaduais somente no Paraná até o momento.

    “Estamos convocando todos os movimentos envolvidos com a defesa da educação pública para a realização de protestos em todo o país, com mais e mais ocupações de escolas para barrarmos os projetos que liquidam com os nossos sonhos”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que convoca o ato juntamente com a União Nacional dos Estudantes (UNE).

    A líder estudantil se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241-16, que congela por 20 anos os investimentos em educação, saúde e serviço social. Ou seja, acaba com todos os projetos sociais no país e ainda congela os salários dos servidores públicos municipais, estaduais e federais por duas décadas.

    Lanes critica também a medida provisória 746, que reforma o ensino médio. “Todos esses projetos golpistas são para acabar com as conquistas do povo. Estão entregando o nosso petróleo para petrolíferas estrangeiras, estão acabando com as nossas escolas e com a saúde pública”.

    Ela lembra também da Lei da Mordaça, ou Escola Sem Partido, que visa a “robotização da juventude, retirando do currículo matérias essenciais para o desenvolvimento do pensamento como Filosofia, Sociologia e Artes e ainda Educação Física”.

    Por isso, justifica a presidenta da Ubes, os estudantes estão “ocupando as escolas como forma de resistência à destruição dos nossos direitos”. Em vários estados, os estudantes ocupam escolas e nesta quinta-feira (20), jovens ocuparam a Câmara de Vereadores de Guarulhos, na Grande São Paulo.

    ocupa que muda ubes

    Inclusive a Ubes dá cinco dicas para a ocupação de escolas (saiba como aqui). Veja também a página do Facebook do Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional aqui. “Estudantes e educadores juntos para defender uma educação pública que respeite os cidadãos e as cidadãs”, diz Lanes.

    Além de tudo isso, afirma, "os projetos desse governo golpista enterram de vez o Plano Nacional de Educação construído a duras penas".

    Ocupa Paraná (aqui)

    Além de mais de 800 escolas ocupadas desde o dia 3 de outubro contra a PEC 241 e a reforma do ensino médio, os trabalhadores e as trabalhadoras em educação estão em greve desde a segunda-feira (17) no Paraná.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O compositor e cantor Criolo gravou um vídeo para a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), por causa do Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional, com milhares de estudantes e educadores protestando em todo o país contra os cortes na educação.

    Como o Portal CTB antecipou, já são mais de 1.000 escolas ocupadas no Brasil (aqui).

    O rapper paulistano, junto com Daniel Ganjaman e DJ Dan Dan, não poupou ataques. “A gente achava que não tinha mais o que inventar para tentar destruir a vida de um professor, de um aluno, a construção da cidadania, uma construção de troca, de crescimento, de conhecimento, os caras conseguiram inventar”, diz Criolo.

    Desde o início das manifestações, 1.016 escolas já foram ocupadas, 51 universidades públicas e 82 institutos federais, de acordo com a Ubes, em ao menos 19 estados. Criolo ataca as medidas do governo golpista e apoia o movimento educacional.

    “Contra todas essas coisas que vêm destruir a luta de vários professores, educadores, pessoas que lutam, dedicam a sua vida à construção de uma sociedade melhor, através da educação”, afirma.

    Contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que congela os investimentos em educação, saúde e serviço social por 20 anos, além dos salários dos servidores públicos (municipais, estaduais e federais) e a medida provisória 746, que acaba com o ensino médio público, milhares de estudantes e educadores tomam as ruas do país.

    Ele encerra fazendo um apelo à participação de todos e todas nas manifestações de hoje em defesa da educação. “Em nome dessas pessoas diga não à PEC 241, diga não à essa reforma absurda”.

    Assista aqui 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O ministro golpista da Educação, Mendonça Filho, ameaçou cobrar R$ 15 milhões de entidades estudantis por supostamente terem "incentivado" as ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que congela investimentos em educação e saúde por 20 anos.

    Em nota pública, as entidades repudiaram essa manifestação autoritária das autoridades governamentais: “A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), entidades nacionais representativas dos estudantes, vêm a público repudiar as declarações do ministro Mendonça Filho em que afirma que vai acionar a AGU para cobrar das entidades os prejuízos com o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 para os estudantes que fariam provas nas escolas ocupadas” (leia aquia íntegra do texto).

    A presidenta da UNE, Carina Vitral afirma que já são 171 universidades e mais de 1.200 escolas ocupadas em todo o país. “O movimento cresce porque é em defesa da educação pública e dos direitos de todos e todas poderem estudar e expressar seus anseios”.

    ctb juventude escolas ocupadas

    “A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) está junto com os estudantes porque somos contra qualquer tipo de ameaça sobre os estudantes e seus representantes. O diálogo é a melhor maneira de resolver a questão da educação”, defende Marilene Betros, dirigente da CTB.

    Já o secretário da Juventude Trabalhadora, Vítor Espinoza, reforça os argumentos de Betros e afirma que “a juventude ocupa escola para resistir ao golpe à nossa democracia e as ameaças que pairam sobre a educação e saúde públicas com essa PEC”.

    As ocupações se espalham. Na noite desta segunda-feira (7), cerca de 2.000 universitários ocuparam a Universidade Federal do Pará (UFPA), vencendo a tentativa de um grupo de fascistas de impedir a ocupação (veja vídeo abaixo).

     

    O estudante de Direito, Jorge Lucas Neves conta que a tentativa de “nos impedir feita pelo UFPA Livre acabou chamando mais atenção ainda e a mobilização foi grande e vencemos”. Marcos Fontelles, presidente da CTB-PA diz que a entidade apoia integralmente os estudantes.

    “Apoiamos a luta da juventude que organizam as ocupações. Temos visitados os locais e participado de debates e conversado com os alunos”. Porque para “nós esse movimento é autêntico e em defesa de direitos dos estudantes e se toda a sociedade, que é ferida por uma PEC 55, perniciosa ao país”.

    A própria direção da UFPA distribuiu comunicado em apoio ao movimento, onde reconhece “a legitimidade, respeita e dialoga com os movimentos contrários à aprovação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição 55/2016”.

    Ato em Goiânia, capital de Goiás, nesta terça-feira (8) em apoio ao Dia Nacional de Paralisações de sexta-feira (11). Assista abaixo.

    Vídeo: Eduardo Carli / A Casa de Vidro

    No Distrito Federal, os estudantes ocuparam nesta segunda-feira (7) a Câmara Legislativa (veja vídeo abaixo). Em Belo Horizonte, o presidente da CTB-MG, Marcelino Rocha denuncia que após pressão de grupos fascistas, a reitoria pediu a reintegração de posse da PUC Coração Eucarístico.

     

    “Água e luz foram cortadas, o banheiro trancado (mas alguns professores dos últimos horários estão ‘esquecendo’ o banheiro da Associação dos Docentes aberto) e o que é pior: a segurança está desde ontem impedindo a entrada de alimentos”, afirma.

    “Os estudantes estão dando uma lição importante para toda a sociedade. Mostram que querem dialogar. Querem uma escola que não os amordace, que respeite a diversidade e os anseios da juventude. É pedir muito?”, pergunta Betros.

    Assista UFRGS ocupada  

     Nota pública da ocupação da escola Prof. Cândido Duarte em Recife. Confira!

    Acompanhe ação ilegal da PM de São Paulo 

     O ator Fábio Assunção visitou uma escola ocupada no Rio de Janeiro, o Colégio Pedro II

     Camila, estudante da UFRN, conta sobre o cotidiano da ocupação da reitoria

     Greve dos estudantes de Manaus

    UFBA ocupada 

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) realizam nesta segunda-feira (24), desde cedo, manifestações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a Medida Provisória 746, que reforma o ensino médio. O Portal CTB apresenta um panorama preliminar.

     Estudantes de escola ocupada em São José dos Pinhais, no Paraná, cantam paródia da canção Bang, de Anitta

    Além de passeatas pelas ruas de dezenas de cidades em ao menos 12 estados, tanto os universitários quanto os secundaristas intensificaram a ocupação de escolas. Já são, até o momento, 1.072 escolas secundárias e 73 universidades públicas ocupadas.

    No Paraná as ocupações ocorrem desde o dia 3 de outubro e já são 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e 3 Núcleos Regionais de Ensino. No estado governado por Beto Richa (PSDB), os trabalhadores em educação estão em greve desde o dia 17.

    O presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, Matheus dos Santos denuncia grupos fascistas ameaçando os estudantes. “São integrantes do Movimento Brasil Livre, que não conseguem juntar nem 50 pessoas em manifestação, mas nos ameaçam de armas em punho. A polícia precisa deter essa gente”.

    Inclusive um adolescente de 16 anos foi encontrado morto a facadas na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba. O Movimento Ocupa Paraná lamenta a morte e informa que "não há nenhuma informação concreta sobre a motivação dessa morte e também nenhuma informação repassada aos mais de 10 advogados do movimento que estão proibidos de entrar no local para dar suporte aos outros estudantes que estão lá dentro com a polícia civil”.

    O diretor de Comunicação da UNE, Mateus Weber lamenta a morte do secundarista paranaense e cobra apuração rigorosa da polícia e que a verdade seja dita para a sociedade, para a família, para os educadores e estudantes”.

    Santos defende a imediata apuração desse acontecimento. “A polícia não pode cercear o trabalho dos advogados. Muito menos culpar os estudantes por isso”.

    Pelo Brasil

    O movimento se espalhou pelo Brasil e a juventude está mostrando que rejeita afirma que o movimento está sendo um sucesso. “Conseguimos realizar atos em ao menos 12 estados com dezenas de novas ocupações para barrarmos essas medidas que acabam com a educação pública”, diz Weber.

     Ocupação do Instituto Federal São Paulo

    As manifestações ocorrem em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe. Em São Paulo, o ato ocorrerá nesta terça-feira (25).

    Além de protestar contra a PEC 241, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) entregou, nesta segunda-feira, o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori (PMDB) à presidenta da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP).

    “Em vários estados, estradas foram fechadas, escolas ocupadas e o nosso movimento não vai parar até a PEC do Fim do Mundo ser enterrada”, reforça Weber.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  •  A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e o Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, entre outras entidades, aproveitaram a 9ª Marcha da Classe Trabalhadora e a ocupação de Brasília contra o presidente sem votos Michel Temer para entregar petição com mais de 900 mil assinaturas pelo Fora Temer.

    Assista vídeo do Portal do Movimento Popular com a explicação de Carina Vitral 

    Após muito impasse e barrados pelos seguranças, as representantes dos estudantes brasileiros entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dois abaixo-assinados com 220 mil assinaturas físicas e 700 mil digitais para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em que pedem a renúncia do presidente ilegítimo Michel Temer e eleições diretas.

    “Muito importante institucionalmente a Câmara dos Deputados ter topado uma comissão de estudantes contendo quase 1 milhão de assinaturas pelas Diretas Já e a imediata saída de Temer”, afirma Carina Vitral, presidenta da UNE.

    “A saída com eleições indiretas não vai resolver a crise institucional que vivemos, só o caminho do voto popular e devolvendo ao povo a chance de decidir sobre os rumos do país que vamos superar a crise e barrar as reformas regressivas do governo Temer”, complementa.

    Veja vídeo da Mídia Ninja e entenda dificuldade enfrentada pelos estudantes  

    Já Camila Lanes, presidenta da Ubes, lembra a necessidade de se revogar a reforma do ensino médio, aprovada recentemente pelo Congresso e sancionada por Temer. “Querem acabar com a educação pública e jogar nas costas da juventude e da classe trabalhadora o preço da crise”.

    As lideranças estudantis garantem atuação do movimento estudantil para barrar todos esses retrocessos e “juntamente com os trabalhadores e trabalhadoras vamos lutar para que o Brasil volte ao caminho do desenvolvimento com combate à pobreza”, assinala Lanes.

    Enfim a entrega foi feita, mostra vídeo da UNE  

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. foto: Ubes

  • O movimento de ocupação das escolas no Paraná começou na semana passada e não para de crescer. Nesta sexta-feira (7), os estudantes já ocupam 40 estabelecimentos em todo o estado.

    “O nosso movimento está forte no Paraná e crescendo em todo o Brasil contra a reforma do ensino médio que esse governo quer fazer, sem conversar com a gente e também contra a PEC 241 que acaba com a educação do país”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Dirigentes da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) garantem que os estudantes não estão para brincadeira e irão defender suas escolas até o fim. “Não tem arrego para governo golpista contra a educação”, reforça Lanes. (saiba mais pela página da Upes no Facebook aqui).

    Já o secundarista Willian Alexsander, do Colégio Arnaldo Busato, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, afirma que levarão informação para a comunidade para explicar "quais são os objetivos, expor a contrariedade à reforma do governo federal e algumas medidas do governo estadual”.

    Leia mais

    Estudantes se mobilizam em todo o país contra os projetos de liquidação da educação pública

    Veja abaixo vídeo no qual a ex-professora Vivian Malouf agride estudantes em Maringá, no interior do estado. "Manifestação fascista, que não encontra ressonância na sociedade paranaense que apoia as ocupações", garante Lanes.

     

    Os estudantes pedem a colaboração de todos e todas que defendem educação pública de qualidade no estado. Também apoiam a greve dos professores da rede estadual. Os docentes marcaram assembleia para a quarta-feira (12) e o início da greve para a segunda-feira (17).

    Ainda está na memória do país, o massacre ocorrido em Curitiba no dia 29 de abril de 2015, quando a polícia paranaense cercou os professores próximos à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) e atacaram com bombasde gás, balas de borracha e sprays de pimenta (leia mais aqui e aqui).

    Neste ano, "estaremos nesta batalha, junto com outras categorias de servidores e entidades que apoiam o movimento, também com os estudantes que já ocupam 40 escolas contra a proposta de Temer, que eu chamo de idiotização do ensino”, diz o secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR), Zenir Teixeira.

    Tanto estudantes quanto professores mobilizam-se contra o projeto de lei enviado pelo governador Beto Richa (PSDB), nesta segunda-feira (3), à Alep, para parcelar para o ano que vem os mais de R$ 600 milhões que deve aos servidores públicos. Além disso, o projeto pretende retirar o reajuste anual da data-base dos trabalhadores e trabalhadoras.

    “Richa já deu mostras suficiente de sua intransigência e despotismo no trato com os movimentos sociais e em particular dos professores, categoria maior e bem organizada no estado”, reforça Teixeira.

    O sindicalista garante também que o deputado estadual Requião Filho (PMDB), pedirá a inconstitucionalidade da medida. “Devemos unificar as forças políticas e movimentos sociais, para dar apoio à greve e as ocupações dos estudantes contra esses projetos que atacam a educação e com a classe trabalhadora”, afirma.

    Os educadores e educadoras reivindicam a “retirada das emendas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que acabam ou alteram o pagamento da data-base; pagamento das dívidas com os (as) educadores (as), a retirada da falta do dia 29 de abril; manutenção do PDE e das licenças especiais e, no âmbito nacional, contra a MP do ensino médio, a PEC 241, o PLS 54 (antigo PL 257) e contra a reforma da Previdência”, diz texto do App-Sindicato (dos Professores da rede pública estadual; mais informações aqui).

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com agências

  • Estudantes secundaristas da rede pública estadual do Paraná cresce dia a dia. Nesta segunda-feira (17) os estudantes passaram a ocupar 550 (25,6%) das 2.144 escolas estaduais. Além disso ocupam estavam ocupadas nove universidades e dois Núcleos Regionais de Ensino até o fechamento desta matéria.

    A vida não parece nada fácil para o governador Beto Richa, do PSDB, já que os professores do estado iniciaram nesta segunda uma greve por tempo indeterminado. “A violência e a falta de diálogo do governador fortaleceram o movimento em defesa da educação no estado”, afirma Francisco França, o professor Kico, da CTB-PR Educação.

    O movimento Ocupa Paraná aglutina todos os estudantes do estado contra a reforma do ensino médio do desgoverno Temer (Medida Provisória 746) e combate a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241-16.

    Acompanha pelo site ocupaparana.org

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) convida a comunidade a apoiar e participar do movimento em favor “de uma educação melhor para todos”, por isso, “convidamos aos pais e comunidade a ocuparem as escolas conosco, unidos somos mais fortes e lutaremos por um futuro melhor”, diz comunicado da entidade.

    Pelo Brasil

    De acordo com Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), os estudantes já ocupam mais de 700 escolas e o movimento deve se intensificar ainda mais “para defender nosso direito a uma escola pública de qualidade e inclusiva e contra os cortes de verbas para esse setor tão fundamental para o desenvolvimento de qualquer país”, diz.

    parados agora para nao nos pararem por 20 anos

    Estudante ocupa o Intituto Federal do Rio Grande do Norte

     “Além da PEC 241 e da MP 746 também combatemos o projeto Escola Sem Partido e queremos o fundo social do petróleo e os royalties do pré-sal de volta para a educação e para a saúde, queremos o Plano Nacional de Educação respeitado e uma educação com liberdade”, diz Lanes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Depois de semanas ocupando escolas e enfrentar repressão, os estudantes secundaristas gaúchos decidiram nesta segunda-feira (13) ocupar a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs) com a intenção de reabrir diálogo com o governo estadual.

    “Imitando seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o gaúcho José Ivo Sartori, do PMDB, tem mandado a polícia reprimir os jovens, em vez de conversar, como qualquer governo democrático faz”, diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os secundaristas lutam para melhorar a estrutura das escolas, e também “a qualidade do ensino”, diz A estudante Fabiana Amorim. A resposta que a presidenta da Assembleia, Silvana Covati (PP) deu foi mandar a polícia cercar o prédio e, por isso, “muitos estudantes dormiram na rua, nesse frio”, conta Fabiana.

    Além disso, os secundaristas querem o fim do Projeto de Lei (PL) 190/2015, que pretende implantar “a tal da escola sem partido, que tem o partido do atraso e da ignorância", diz Espinoza. “O que na realidade significa uma censura aos educadores e educadoras e grande prejuízo à educação democrática”.

    Também querem derrubar o PL 44/2016, de autoria do governo estadual, que pretende transferir parte da administração das escolas para organizações sociais, caso similar ao pretendido pelo governo de Goiás. O que para os estudantes significa privatização das escolas públicas.

    escola sem partido rs

    O governo gaúcho ameaça os ocupantes com invasão de tropa de choque. Os secundaristas, no entanto, prometem manter a ocupação em “defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas”, afirma o secretário cetebista gaúcho.

    Os estudantes reclamam de cerceamento da liberdade de manifestação e do direito de ir e vir. Além do mais, o acordo de que não impediriam a entrada de água e alimentos não está sendo respeitado.

    "Resta apenas duas garrafas de água e não podemos mais receber as doações", relata a diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fabiola Loguércio, que está dentro da Assembleia desde o início da ocupação.

    Bahia

    Secundaristas ocupam escolas na Bahia contra o autoritarismo de alguns dirigentes de escolas. Eles reclamam de perseguições e de discriminações. “As ocupações estão acontecendo por conta dos problemas que os próprios estudantes vivenciam no ambiente escolar. A instituições públicas são desestruturadas e não condizem com a realidade da juventude. Os estudantes anseiam por uma escola diferente e acho que esses atos são uma resposta a isso”, diz o presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista, Nadson Rodrigues.

    secundaristas bahia

    Ceará

    Desde o dia 27 de abril, os estudantes secundaristas do Ceará ocupam diversas escolas. Já são mais de 70 ocupadas. Como em vários estados brasileiros, os estudantes reivindicam melhorias na infraestrutura das salas de aulas e na merenda, quadras esportivas e laboratórios, além do retorno do investimento em atividades extracurriculares e reajuste salarial dos professores.

    estudantes ceara

    Mato Grosso

    O presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas, Juarez França, diz que a defesa da educação passa pela luta para barrar o processo de terceirização e contra a “roubalheira” da Secretaria Estadual de Educação, e pelo fim da corrupção no governo de Pedro Taques (PDT).

    escolas ocupadas mt

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações das entidades estudantis

  • Os estudantes secundaristas do Rio de Janeiro iniciaram um movimento de ocupação de escolas, semelhante ao ocorrido em São Paulo no ano passado e Goiás neste ano, para protestar contra o descaso com a educação pública estadual.

    Além dessa causa, os jovens também prestam solidariedade aos professores em greve desde o dia 2 de março. Em 6 de abril, todos os servidores públicos estaduais do Rio aderiram à greve.

    De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a primeira ocupação estudantil ocorreu em 21 de março. Pouco mais de um mês depois já estão ocupadas 71, entre as 1.285 escolas fluminenses. As ocupações já atingem 23 municípios.

    A presidenta da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (Ames-RJ), Isabela Queiroz, “a pauta é por condições dignas de trabalho para professores e funcionários que estão sem receber, contra os cortes de verbas na educação”.

    Os alunos se organizam em comissões de limpeza, alimentação, mídia, segurança, entre outras. “A auto-organização estudantil gera impacto e mudanças dentro das instituições, com limpeza dos banheiros e mesas e ações diferenciadas, como a prática de esportes”, diz Isabela.

    “Nós, estudantes, temos reivindicações como eleições diretas para diretor, gestão democrática, passe livre irrestrito, abolição do Sistema de Avaliação da Educação (SAERJ), a melhoria da infraestrutura, além de nos manifestarmos em apoio à greve dos professores”, declara a presidenta da Associação Petropolitana de Estudantes (APE), Carol Chiavazzoli.

    Os secundaristas pedem apoio da população

    Eles dizem que precisam de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Algumas ocupações também aceitam doação de aulas para auxiliar na formação de um calendário de atividades. Saiba como ajudar pelas páginas das instituições ocupadas no Facebook (cada escola tem a sua).

    Também podem colaborar através da página no Facebook do movimento Escolas em Luta no RJ. De acordo com os estudantes, a participação de toda a sociedade fortalece a resistência e a defesa de uma educação pública de qualidade.

    O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ)afirma que o apoio dos estudantes tem sido essencial para o fortalecimento da greve e denuncia que “as condições de trabalho nas escolas vêm se deteriorando” cada vez mais.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Ubes e Sepe-RJ

  • “Estamos ocupando a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para tentar achar o ladrão da merenda”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder dos estudantes secundaristas brasileiros, complementa dizendo que “nós já sabemos o nome, o sobrenome e o cargo político que ele ocupa”. Por isso, acentua, “ficaremos aqui até que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda seja instaurada.

    Acompanhe a ocupação desde o início:

     

    O caso de superfaturamento e distribuição de propinas na merenda escolar das escolas públicas da rede estadual foi denunciado em janeiro do ano passado. A polícia civil e o Ministério Público paulistas criaram a Operação Alba Branca.

    Mas os deputados estaduais, de ampla maioria de apoio ao governador Geraldo Alckmin, se negam a instaurar a CPI da Merenda para investigar o caso, no qual o nome que mais aparece nas acusações é o do presidente da Alesp, Fernando Capez.

    Por celular, o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Emerson Santos, o Catatau, afirma que ontem haviam proibido a entrada de alimentos, cortado a água, a energia e o Wifi.

    Acompanhe discurso de Camila Lanes, presidenta da Ubes:

     

    “Alguns deputados negociam para podermos manter esta nossa luta democrática e justa”, defende. “Já está liberada a entrada de alimentos e água, mas ainda estamos sem energia e sem Wifi para nos comunicarmos melhor”.

    Emerson reforça o pedido de apoio à sociedade. “Precisamos da solidariedade de todos. Estamos exigindo o direito de saber quem roubou a merenda dos estudantes de São Paulo”, afirma. “Também precisamos de material de higiene pessoal e cobertores”.

    Ele realça também que faltam somente sete assinaturas de deputados para a instauração da CPI da Merenda. Então, pede para as pessoas irem à frente da Alesp e “se possível acampem e nos ajudem a lutar por uma educação pública de qualidade e com merenda”.

    Estudantes leem coletivamente Carta Aberta á população:

     

    Ontem à noite, os estudantes secundaristas receberam a solidariedade da União Nacional dos Estudantes (UNE), através da presidente da entidade, Carina Vitral. Ele atacou a afirmação do Kim Kataguiri de que as escolas públicas são repositórios de bandidos.

    “Os estudantes secundaristas não são criminosos, são de luta e construirão o novo estado de São Paulo e a nova educação pública no país”, afirma.

    Chico César prestigiou os ocupantes, assista:

     

    Saiba como ajudar pela página de apoio aos ocupantes no Facebook.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O movimento de ocupação de escolas pelos estudantes começou no dia 3 de outubro e cresce diariamente no Paraná. “As ocupações começaram em São José dos Pinhais (na Grande Curitiba) contra a reforma do ensino médio (Medida Provisória 746) e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241”, diz Matheus dos Santos, o Montanha, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    O líder estudantil explica que a PEC congela os investimentos em educação e saúde por 20 anos e isso “afeta profundamente a vida da juventude, principalmente porque as nossas escolas já estão precárias, imagina sem mais investimentos”.

    Saiba mais pelo site do Movimento Ocupa Paraná aqui.

    “Os estudantes estão organizando os movimentos de forma espontânea, porque ninguém aguenta mais tanto descaso com a educação”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A professora Rosa Pacheco, da coordenação-geral do núcleo da CTB-PR Educação em Cascavel (interior do estado), conta que 98% das escolas já estão ocupadas na cidade, que “deve chegar aos 100% por estes dias”. De acordo com ela, os educadores do estado apoiam integralmente os estudantes.

    Já a secundarista Arizla Nathally Fernandes de Oliveira, 16 anos, do Colégio Estadual André Andreatta, em Quatro Barras, também no interior do estado, afirma que a chamada Primavera Secundarista é a juventude mostrando a sua cara.

    “Essa Primavera estudantil que se aflorou no Paraná é uma das mais importantes histórias dos estudantes deste século. O movimento das ocupações ocorre porque estamos lutando pelo que queremos, defendendo nossos direitos. Não aceitamos imposições de governador ou de presidente. Mostramos que os estudantes têm força e não iremos nos calar”, diz a jovem.

    arizla oliveira matheus santos presidente upes pr e galera

    Arizla Oliveira segura o cartaz "Fora Beto Richa" com  Matheus dos Santos, presidente da Upes ao seu lado

    Os estudantes que até o momento ocupam 773 escolas estaduais, 12 universidades e 4 Núcleos Regionais de Ensino mostram-se dispostos a resistir aos projetos governamentais.

    O presidente da Upes garante que o movimento seguirá crescendo e que os estudantes estão juntos com os docentes “em defesa da educação pública, com melhores condições salariais e infraestrutura para estudarmos melhor”.

    No Paraná, afirma Lanes, os jovens vêm debatendo e se organizando há bastante tempo. “Depois do 29 de abril do ano passado, ficou mais patente a necessidade de resistir aos desmontes da educação pública e dos direitos da juventude no país”.

    Por isso, Oliveira acredita que “é importante ocupar porque o governo não irá nos levar a sério se só nos manifestarmos nas ruas, não irá nos ouvir se não fizermos um movimento grande, um movimento que está unindo muitos alunos, pais e professores”.

    Conselho Tutelar encontra escolas bem cuidadas

    Por determinação do governador Beto Richa, o Conselho Tutelar está realizando visitas às escolas ocupadas. Mas o responsável pela Comissão de Educação do conselho, Jader Geraldo Gonçalves Pinto afirma que encontrou “escolas organizadas, com cartazes para cuidar do patrimônio público e comida e colchões doados pela comunidade, apesar de sentirmos que eles não têm apoio de toda a escola. Os orientamos a manter no bolso a autorização por escrito dos pais”.

    Oliveira reclama também da PEC 241 e da MP 746. “Precisamos de uma reforma do ensino médio, mas não essa reforma que estão tentando enfiar goela abaixo da sociedade e sem ouvir ninguém”, diz.

    Por isso, “estamos juntos com os educadores nessa luta porque nós somos os mais prejudicados com essa PEC 241 e não adianta Beto Richa (governador do Paraná, do PSDB) vir dizer que somos massa de manobra porque nós temos senso crítico, temos opinião própria para lutar pelos nossos direitos e não iremos desanimar por nada”.

    Oliveira diz que é importante “defender a educação por que é o nosso futuro, o futuro dos meus irmãos, dos meus amigos e não podemos deixar de defender com unhas e dentes esse futuro tão incerto que temos nesse Brasil de hoje, enfatizando que estamos fazendo isso para a futura geração entrar em um era que tudo seja diferente, voltado realmente para a educação”.

    Greve dos profissionais da educação estadual

    app sindicato greve dados

    Segundo informações da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná, a paralisação iniciada na segunda-feira (17) já atinge 65% da categoria com tendência ao crescimento.

    Acompanhe a greve pelo site do sindicato aqui.

    A APP-Sindicato informa que o Paraná conta com 100 mil trabalhadores (as), sendo 70 mil professores (as) e 30 mil funcionários (as) (administrativos, limpeza e merenda escolar. Nesta quarta ocorre nova negociação e a categoria se mantém atenta.

    “A greve foi o recurso encontrado para o governo estadual nos ouvir e também para denunciarmos à sociedade os malefícios da PEC 241, que liquida com a educação e a saúde públicas e essa reforma que pretende privatizar o ensino médio”, afirma Rosa Pacheco.

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Milhares de estudantes realizaram manifestações durante o Dia Nacional de Mobilização, nesta quarta-feira (5), para mostrar ao governo golpista que os “estudantes não aceitam o desmonte da educação pública colocado em diversas medidas”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder estudantil realça que as inúmeras manifestações em todo o país culminaram (somente ontem) com 31 ocupações de escolas, sendo 22 no Paraná e as outras nove em Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Ocorreram manifestações em todas as 27 unidades da federação.

    Assista manifestação em Curitiba (PR)

    Veja os estudantes em São Lourenço (MG) 

    Acompanhe a manifestação de Bauru (SP) 

    Ela lembra ainda que foi instalada nesta quarta a comissão especial da Câmara dos Deputados para analisar o Projeto de Lei 867/15, que pode transformar o projeto Escola Sem Partido em lei. Sobre o tema vale ressaltar o que diz o deputado João Campos (PRB-GO), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica.

    O depoimento dele foi colhido pela repórter Bia Kicis, do movimento Professores Contra o Escola Sem Partido. Campos diz que tem expectativa de aprovar o projeto sumariamente. “Sendo instalada hoje (a comissão), nós vamos cumprir um roteiro que implique também celeridade para que a gente aprove esse projeto na comissão no menor espaço de tempo”.

    Sem nenhum disfarce, om deputado explica que a comissão foi criada para abreviar o tempo de tramitação da matéria. De acordo com ele, a comissão foi criada para “abreviar substancialmente a tramitação desse projeto aqui, que é um projeto de interesse da sociedade, de interesse das famílias”. Saiba mais sobre o projeto aqui.

    Além de protestar contra o Escola Sem Partido, os estudantes atacam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que na prática “liquida com a educação pública”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Confira aqui e aquios efeitos da proposta.

    Lanes reforça ainda que milhares de estudantes tomaram as ruas do país para contestar também a reforma do ensino médio – proposta pela Medida Provisória 746. Ela afirma que os estudantes não aceitam mexer na educação sem diálogo.

     “Todas essas propostas afundarão cada vez mais a educação pública. Porque querer aumentar a carga horária com as escolas sem a mínima estrutura como estão boa parte delas, só fará piorar a situação, prejudicando profissionais e estudantes”, argumenta.

    A professora Betros concorda com a líder estudantil. Como a PEC 241 visa congelar os investimentos nas áreas sociais por 20 anos, além dos salários dos servidores públicos, “como poderemos trabalhar 7 horas numa escola, ter um salário cada vez mais defasado e nos mantermos atualizados?”

    Outro problema lembrado pela educadora é sobre formação dos docentes como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado depois de anos de discussões. “Além dos salários e das condições de trabalho, lutamos para termos uma formação cada vez mais sintonizada com as necessidades de uma educação emancipadora”, diz.

    Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação critica também o programa “Criança Feliz”, lançado pela primeira-dama, Marcela Temer, nesta quarta. “É uma proposta antieducativa e antipedagógica. A creche, que foi vinculada a educação desde 1996, agora volta para assistência social. Pode parecer que esse fato não tem conexão alguma com a PEC 241, mas qual é o real intuito do programa? Evitar o investimento na educação infantil, que ultimamente tem um custo justo, e, com o congelamento de investimentos propostos, fazer um serviço pobre para os mais pobres”, denuncia o especialista em educação para a jornalista Laís Gouveia, do Portal Vermelho.

    Saiba os efeitos pernósticos da PEC 241. Vídeo do Levante Popular da Juventude

    Além de congelar por 20 anos as verbas para a educação, o desgoverno Temer já reduziu o Custo Aluno Qualidade (CAQ) de R$ 3.500 para R$ 2.900. “Como podem melhorar a educação com essas medidas de cortes de verbas?”, questiona Lanes.

    Ela fala ainda que os “estudantes continuarão ocupando escolas em todo o país por uma educação pública de qualidade para todos e todas”. Lembra que o ensino superior também sofre restrições como no caso do Financiamento Estudantil (Fies). Ocorreram manifestações de universitários exigindo a manutenção do programa, já que o Ministério da Educação (MEC) está em atraso com as universidades, que prometem medidas contra os estudantes.

    Na realidade, diz a líder estudantil, “o MEC está desconhecendo todas as leis atuais da educação porque visa privatizar ao menos o ensino médio e superior e com isso aumentar ainda mais o lucro dos empresários da educação”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • Para acabar com a violência contra as mulheres no Brasil, foi aprovada no dia 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340, que ganhou o nome de Lei Maria da Penha. “Os resultados da Maria da Penha são incontestes”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A lei ganhou esse nome para homenagear a cearense Maria da Penha Maia Fernandes, quem em 1983 levou tiros do marido, enquanto dormia. Ela se fingiu de morta e ele deu queixa de assalto à polícia, quando chegaram ela denunciou o algoz.

    Mesmo paraplégica, Maria da Penha não se entregou e foi à luta para incentivar as mulheres a denunciar seus companheiros algozes. “Ela se transformou em uma heroína das brasileiras pela coragem que teve de superar dificuldades e defender os direitos de todas as mulheres”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A sindicalista sergipana, ressalta a efetivação de mais Delegacias da Mulher, da Patrulha Maria da Penha Rural, “meio onde as mulheres são mais vulneráveis pela falta de presença do Estado e de políticas que possibilitem uma reação maior e essa patrulha facilita”, diz.

    “Mesmo com os avanços”, fala Pereira, “é preciso avançar muito mais, porque faltam delegacias da mulher em muitos locais e a maioria delas não funciona 24h”. Ela acentua a criação da Casa da Mulher Brasileira como muito positivo, mas acredita que esse governo não vai investir no combate à violência contra as mulheres.

    Pesquisas apontam para uma violência descomunal. Cerca de 5 mil mulheres são assassinadas por ano. Ocorrem aproximadamente 50 mil denúncias anuais de estupros, em muitos casos contra meninas de 14 anos ou menos. Mas estima-se que apenas 10% dos crimes são denunciados.

    lei maria da penha

    “O pior é que a maioria das agressões ocorre dentro de casa, onde as meninas deveriam estar mais protegidas”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP. Mas, diz ela, “as mulheres sofrem assédio moral e muitas vezes sexual, no trabalho e são agredidas diariamente no transporte público e nas ruas com cantadas ofensivas e molestamentos”.

    Pereira lembra que o Congresso Nacional quer alterar a Lei Maria da Penha, “pelo que ela tem de melhor” e dificultar as denúncias, tirando o poder do Judiciário e passar a responsabilidade sobre alguns encaminhamentos para delegados de polícia, o que pode “dificultar para as vítimas porque podem acumular as denúncias e os policiais não darem conta”.

    Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres indicam que uma em cada cinco mulheres sofrem violência doméstica, em 80% dos casos, os agressores são os companheiros ou parentes das agredidas.

    “Parece que com o governo golpista aumentou a vulnerabilidade das mulheres e as agressões misóginas se fazem mais presentes, muito pela confiança na impunidade”, reforça Pereira. Mas nada disso, segundo ela, tira a importância da Lei Maria da Penha.

    “Foi a partir da Lei Maria da Penha que as mulheres foram criando mais coragem para denunciar as atrocidades”, conta Bitencourt. “Isso aliado às inúmeras políticas públicas criadas posteriormente, principalmente no governo Dilma”.

    Já para Pereira, a Lei Maria da Penha representa um marco na história da luta por igualdade de gênero no país, embora “as conquistas das mulheres correm sérios riscos se o golpe vencer se o impeachment for efetivado”.

    Exatamente por isso, a “primavera feminista promete continuar nas ruas e nas redes enfrentando todo o tipo de violência de gênero”, assegura Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes (Ubes).

    Serviço:

    Para denunciar use o Ligue 180

    Também pode usar o Disque 100, que cuida de denúncias sobre Direitos Humanos

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • Chocada com a grande incidência de violência de gênero no país, a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, de 20 anos, propõe que a questão seja discutida amplamente nas redes sociais.

    Ao ver as postagens da YouTuber Marina Joyce, que mora em Londres, cheia de hematomas, denunciando as agressões do namorado, como um pedido de socorro, Lanes escreveu o artigo “Vamos falar de machismo nas redes? Ok. Vamos lá”, onde enumera uma série de violências contra mulheres e meninas.

    “Muito importante essa iniciativa da líder secundarista para levar à internet esse debate, já que muitos homens usam das redes para se vingar, quando levam um fora das namoradas, noivas ou esposas”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Além de concordar com essa proposta, Pereira levanta também a necessidade de divulgação do Marco Civil da Internet “para a sociedade saber qual o limite das redes sociais, para acabar com o sentimento de impunidade”.

    Lanes enumera uma série de casos de estupros e mortes em que as vítimas passam a ser culpabilizadas nas redes. Os “juízes online” atacam diz ela, “quando uma mulher é vítima de abusos sexuais, psicológicos e morais" (leia artigo completo aqui).

    Para a dirigente cetebista, “as vítimas de qualquer tipo de agressão deveriam ter amplo espaço na internet para denunciar o agressor”. Isso aliado “às políticas públicas de acolhimento das mulheres e às leis de punição aos algozes”.

    Ela acredita ainda na necessidade de maior divulgação dessas políticas públicas, leis e de como as vítimas devem encaminhar as denúncias e como devem proceder para encaminhar as suas necessidades de atendimento.

    Várias campanhas têm sido desenvolvidas pelas redes sociais com objetivo de denunciar o machismo, a misoginia e a violência contra as mulhes como Eu Não Mereço Ser Estuprada, Meu Primeiro Assédio, Eu Empregada Doméstica, Moça Você é Machista e Meu Amigo Secreto, entre muitas outras iniciativas no Facebook, no Twitter e em outras redes.

    Mas, Pereira, faz uma ressalva. “A internet é um instrumento muito importante, se bem utilizada”, porém, “essa ferramenta tem sido muito usada para oprimir e disseminar a discriminação o ódio e a violência e isso tem quer ser coibido”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, foi agredida por um grupo de homens na saída da Câmara dos Deputados, em Brasília, após participar da Comissão Especial sobre o projeto Escola Sem Partido, nesta terça-feira (21).

    Lanes conta que um grupo de homens, “aparentemente com mais de 30 anos”, a procurou na saída para uma suposta entrevista. Ela se negou. “Eles passaram a perseguir o nosso grupo empurrando, ameaçando e chamando a gente de vadia, vagabunda, comunista, petista”.

    A líder estudantil e as outras estudantes que estavam com ela fizeram um boletim de ocorrência na delegacia. “Através dos vídeos das câmaras de segurança do Congresso, esses homens poderão ser identificados e deverão responder pela agressão gratuita”.

    Assista a entrevista que Lanes concedeu à Mídia Ninja: 

    “A única coisa positiva nisso tudo é que as pessoas podem enxergar o tipo de gente que defende o projeto Escola Sem Partido”, acredita. “É vergonhoso comparecer a uma casa parlamentar e ser hostilizada como fomos. Porque estão querendo acabar com a educação pública no país”.

    De acordo com Lanes, os parlamentares não se mostram dispostos a ouvir e fazem chacota quando “falamos sobre os escândalos de desvios de verbas da merenda escolar, da falta de material pedagógico nas escolas e da desqualificação profissional dos docentes”.

    “Segundo eles, os estudantes adoram se vitimizar, numa discussão rasa de conteúdo”. Ela afirma isso ao mostrar-se indignada com a falta de embasamento dos políticos que “pretendem aniquilar a educação pública, democrática e plural”, afirma.

    Para a jovem, “o projeto Escola Sem Partido e a reforma do ensino médio sem um amplo debate com toda a sociedade, principalmente com os setores mais interessados, acabam com os sonhos da juventude de construir uma nação com oportunidades iguais para todas e todos”.

    Ela reforça que os estudantes "querem mudar a educação, mas para melhor e não retroceder décadas e muito menos tirar os pobres da escola".

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Ubes

  • “Mais uma vez estamos nas ruas da maior cidade do país neste histórico 8 de março para defender nossos direitos e barrar as reformas da previdência e trabalhista que trazem tantos prejuízos às mulheres trabalhadoras”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A animação da dirigente da CTB-SP tem motivos. Juntamente com mulhres de pelo menso 40 países, cerca de 50 mil mulheres marcharam pelas ruas da capital paulista contra as reformas do governo Temer e contra a violência.

    “Não podemos mais ficar caladas diante tantos estupros e assassinatos. O Brasil é o quinto país mais violento com as mulheres e isso tem que acabar”, reforça Bitencourt. “Precisamos estar permanentemente nas ruas pela democracia, que é a melhor forma de avançarmos no processo civilizacional”.

    Durante a caminhada, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), disse que as mulheres jovens não sairão das ruas até o restabelecimento da ordem democrática.

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres: 

    “Queremos ter aposentadoria no futuro e trabalho digno agora. Queremos também uma educação pública de qualidade, que contribua para a construção de uma sociedade mais justa e igual”, diz. Por isso, “defendemos uma reforma do ensino que contemple a juventude e os profissionais da educação. Não aceitaremos que privatizem nossas escolas”.

    O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, afirma que a central tem a igualdade de gênero como um de seus pilares. "O sindicalismo classista combate a exploração do trabalho assalariado e todas as formas de opressão. Dessa forma, a luta emancipacionista das mulheres contribui decisivamente para a construção de uma sociedade livre, democrática e iguatária e deve ter todo o apoio dos homens".

    Com as mulheres negras e indígenas à frente da marcha, que saiu das Praça da Sé, a passeata parou em frente ao posto do INSS na rua Xavier de Toledo para mostrar que as trabalhadoras e as jovens não aceitam a retirada de direitos. “Aposentadoria fica, Temer sai” Foi a palavra de ordem mais utilizada.

    Acompanhe as fotos da manifestação aqui.

    Já a secretária da Mulher do Sindicato dos Correios de São Paulo, Arlete Miranda (afastada para tratamento de saúde) reclama que o “Congresso e o governo Temer querem retroceder em muitas décadas na questão dos direitos trabalhistas, mas principalmente tirando conquistas das mulheres, que sempre são as mais prejudicadas.

    A passeata se encerrou após o encontro com as professoras e professores que estavam em assembleia no Vão do Masp, na avenida Paulista e outros grupos de mulheres que se juntaram para mostrar que não aceitam mais serem discriminadas e violentadas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Renato Bazan

  • “Quando a gente pensa que não dá para piorar as coisas com esse governo golpista, surge uma nova notícia descabida”, avalia Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Isso porque a educadora baiana mostrou-se estupefata com o ofício (veja abaixo) distribuído pelo Ministério da Educação (MEC), nesta quarta-feira (19), pedindo aos educadores e educadoras uma lista com os nomes dos estudantes que estejam ocupando institutos federais pelo país afora.

    O MEC solicita “informação formal acerca da existência de eventual ocupação dos espaços físicos das instituições sob responsabilidade de vossas senhorias, procedendo, se for o caso, a respectiva identificação dos ocupantes, no prazo de 5 dias”.

    Para Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), mais uma vez o ministro Mendonça Filho mostra seu apego às práticas nazistas (leia aqui). “Mais uma bola fora desse ministro que não entende nada de educação e ainda quer transformar professores e estudantes em inimigos”.

    Já Betros afirma que “jamais os educadores e educadoras do Brasil se proporão ao papel de dedos-duros de nossos alunos. Nem na época da ditadura (1964-1985), os docentes aceitaram esse papel de algoz da juventude, ainda mais de jovens que estão defendendo a educação como prioridade absoluta e estratégicas para o desenvolvimento do país”.

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    Com a desculpa de salvar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - as provas ocorrem nos dias 5 e 6 de novembro – “o MEC denuncia a face fascista desse governo, que veio para liquidar com a educação pública e tirar os filhos e filhas de trabalhadores da escola”, reforça Lanes.

    “Quando os estudantes dizem que ‘o professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo’, estão dizendo exatamente que a relação entre educando e educador é feita com base no carinho, na amizade e no respeito e é dessa forma que se faz uma educação plural e democrática”, afirma Betros.

    Ela afirma que “o aluno é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”. A líder estudantil, Lanes, concorda com ela e diz que essa atitude do MEC “não intimidará os estudantes, pois estamos defendendo nossos direitos”.

    De acordo com Lanes, essa estratégia do ministério faz parte da tática do projeto  (leia mais aqui), que “visa amordaçar estudantes e professores que pensem diferentemente deles. E além disso, a reforma do ensino médio que esse desgoverno está fazendo acaba com o Enem”.

    A sindicalista Betros conclui afirmando que “a escola deve ajudar a criação de ambientes saudáveis de aprendizado, onde a juventude possa desenvolver-se plenamente e de forma adequada às necessidades de cada estudante e da sociedade”.

    Por isso, diz ela, “jamais seremos informantes de um governo que tenta promover verdadeira caça às bruxas e repudia as atitudes da juventude que ousa defender e lutar pelo que acredita ser o melhor para a vida e para o país. Dedurar jamais”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • A proposta de reforma do ensino médio (saiba mais aqui) do ministro golpista da Educação José Mendonça Bezerra Filho visa “acabar com qualquer possibilidade de o país manter uma educação contemporânea, voltada para o avanço do país na era do conhecimento”, diz Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da CTB-BA.

    Em concordância com ela, Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), “acabar com aulas de Filosofia, Sociologia, História e Geografia, entre outras da área das ciências humanas é retroagir para a época da ditadura, implantada de 1964”. Para ela, "os estudantes querem alimento para o corpo, mas para a alma também, por isso querem estudar essas matérias que são importantes para o diálogo e para a nossa formação".

    Para ela, o Ministério da Educação, do governo golpista, pretende “implantar o projeto Escola sem Partido (veja mais aqui) em conta-gotas, já que o projeto como um todo não passa em lugar nenhum. Justamente porque visa acabar com a luta da juventude por uma educação pública de qualidade e para todos”.

    Os argumentos do ministro baseiam-se nos mais recentes dados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb, leia mais aqui). “Duas matérias muito utilizadas pela ditadura para doutrinar estudantes”, defende Betros.

    Ela conta que “os docentes vêm lutando há anos por uma educação que faça os alunos pensarem. Porque entendemos a escola como um espaço para refletir e com isso formarmos cidadãos e cidadãs com capacidade de construir um futuro onde superemos os preconceitos e o autoritarismo”, complementa.

    Já para Lanes, “eles querem acabar com todas as conquistas que tivemos nos governos Lula e Dilma, rumando para uma educação formadora de consciências livres para um país sem uma educação voltada para os interesses do desenvolvimento nacional autônomo”.

    Enquanto os defensores da proposta do ministro afirmam que há necessidade da volta dessas disciplinas para recuperar alguns valores de cidadania e pela importância de fazer com que os jovens entendam mais sobre si mesmos e, com isso, compreender a conjuntura política e social do país”.

    Foi a Lei 869 de 12 de setembro de 1969 que estabeleceu, em caráter obrigatório, como disciplina e, também, como prática educativa, a Educação Moral e Cívica em todos os sistemas de ensino no Brasil, já que a matéria já existia desde a década de 1930, mas em caráter facultativo. 

    Inconformada, Betros também acredita que essa estratégia do MEC faz parte de um entendimento deturpado. “Nós defendemos uma educação que leve em conta o desenvolvimento das cognitivo e emocional das crianças e jovens. Não de matérias que ditem regras estapafúrdias e fora da realidade”.

    Ela lembra que “nenhuma reforma educacional pode ocorrer sem a participação da sociedade e das entidades ligadas à educação”. Para a sindicalista, “educação tem que formar para o exercício pleno da cidadania, possibilitando aos alunos formular pensamento original sobre todas as questões da vida”.

    Na realidade, reforça Lanes, “os projetos golpistas querem acabar com a educação pública, privatizando o ensino médio e superior, voltando à educação para poucos. Ainda mais se a gente notar que menos de 30% das prefeituras e estados pagam o Piso Nacional do Magistério”.

    Mas ela garante que haverá resistência da juventude que se acostumou com a democracia. “Iremos ocupar as escolas contra o desgoverno Temer. Já ocupamos contra privatização, pela punição de ladrões da merenda e se pensam que desistiremos da educação pública de qualidade estão muito enganados”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Gritos, xingamentos e agressões marcaram o final da audiência pública conjunta entre as comissões de Educação e de Trabalho, Administração e Serviço Público, nesta quarta-feira (22), que debateu, mais uma vez, os cortes na educação do país. O tumulto começou quando a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) pediu que os representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) falassem durante a reunião.


    Por Christiane Peres, do PCdoB na Câmara

     

     

    Consultado pela presidente da CTASP, deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP), sobre a possibilidade de escutar os estudantes, Abraham Weintraub não titubeou: "Eu não quero falar com UNE, nem com a UBES. Eles não foram eleitos". A fala dita em tom de desdém vazou do microfone e logo após, o plenário onde acontecia o debate foi tomado por gritos e agressões de deputados da base governista.

    A polícia legislativa também se exaltou e tentou impedir que Marianna Dias e Pedro Gorki, presidentes da UNE e da Ubes, respectivamente, chegassem à mesa da comissão.

    “A gente não é bandido, não. Por que a gente que quer falar é tratado dessa forma? A gente veio dialogar com o ministro e é tratado desse jeito?”, protestou Marianna Dias.

    Durante o episódio, Weintraub saiu da comissão, escoltado pela polícia legislativa, sem ouvir as demandas dos estudantes.

    “Tá fugindo?”, indagou Marianna Dias. Segundo a presidente da UNE, a partir de hoje, Bolsonaro e o ministro da Educação não terão paz. “É estudante na rua. Se eles querem balbúrdia, a gente faz em defesa dos nossos direitos”.

    A entidade já estava mobilizando os estudantes para um novo protesto no dia 30 de maio contra os cortes na área.

    Para Pedro Gorki, a mensagem do governo é clara ao ignorar o movimento estudantil. “O compromisso deles não é com o futuro. Eles querem que a garotada do povo não se interesse pelo Brasil. Não querem que a gente tenha uma escola de qualidade. Mas se eles fecham a porta para juventude, a gente ocupa as ruas. Eles precisam ver a educação como investimento, não como corte. Não sairemos das ruas até revertermos esses cortes”, disse.

    Os ataques também foram dirigidos aos parlamentares da Oposição. Enquanto transmitia em suas redes o que acontecia na comissão, a deputada Alice Portugal foi atacada pelo líder do PSL, delegado Waldir (GO), que, aos gritos e usando palavras de baixo calão, dizia que a parlamentar e os estudantes não falariam.

    Para ela, o episódio é mais uma prova do alto grau de intolerância que tomou conta do Parlamento. “Essa é a realidade que estamos vivendo na Câmara. Agressões, nenhuma resposta ao que perguntamos. Apenas tergiversações ideológicas, achincalhes políticos”, pontuou Alice Portugal.

    Os governistas também foram para cima da deputada Professora Marcivânia, que conduzia a discussão no momento. Delegado Éder Mauro (PSD-PA) e Professora Dayane (PSL-BA) foram os protagonistas dos ataques. Durante a audiência, Marcivânia deixou claro que não seria “no grito” que os governistas iriam ganhar a discussão.

    Após o episódio, a presidente da CTASP deixou claro o recado: “Se o ministro não quis ouvir os estudantes na comissão, ele vai ter que ouvir nas ruas”.

     

     

    Reversão dos cortes na Educação

    Antes do tumulto, Weintraub fazia uma apresentação repetida ao colegiado. Utilizando o mesmo Power Point divulgado na comissão geral, Weintraub não apresentou propostas concretas, fugiu da discussão sobre os cortes na educação e atacou Paulo Freire e os governos Lula e Dilma.

    Parlamentares de diferentes partidos cobraram de Weintraub empenho para reverter os cortes na área. A vice-presidente da Comissão de Educação, deputada Alice Portugal, reforçou o coro em defesa de mais investimentos na educação brasileira.

     

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    “Retire os cortes, senhor ministro! Seus cortes chocaram a população brasileira. Precisamos revogar a Emenda Constitucional 95”, disse.

    Weintraub repetiu a cantilena de que não se trata de corte, mas contingenciamento dos recursos. Segundo o ministro, no corte, o dinheiro deixa de fazer parte do orçamento na mesma hora. Já os valores contingenciados podem ser desbloqueados se a economia melhorar.

    No entanto, o ministro foi lembrado pela presidente da CTASP, deputada Professora Marcivânia, que “contingenciamento quando não é descontingenciado se efetiva em corte” e irá prejudicar o funcionamento das universidades no país. A parlamentar usou o exemplo do Hospital Universitário que deve ser inaugurado este ano em Macapá e que não terá verbas para funcionar caso o contingenciamento não seja revisto.

    “A população do Amapá será muito prejudicada, ministro. Nossa estrutura hospitalar é a mesma da década de 1950. Se esse corte for efetivado, pode afetar o funcionamento. É preciso que seja revisto”, apontou a deputada.

    O ministro, por sua vez, não apresentou soluções e reafirmou que a partir da aprovação da Reforma da Previdência, os recursos seriam retomados, como numa chantagem para aprovação da PEC 6/2019, que está em discussão na Câmara.  

     Fonte: PCdoB na Câmara