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Ter, Jul

TV Band

  • Aconteceu nesta terça-feira (6) a primeira audiência do processo movido pelo ator Alexandre Frota contra a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, do governo Dilma, Eleonora Menicucci. 

    Dezenas de mulheres realizaram um ato de solidariedade à Menicucci e contra a cultura do estupro (leia mais aqui), em frente ao Fórum do Juizado Especial Cível Central no bairro Paraíso, na capital paulista.

    Frota move uma ação indenizatória no valor de R$ 35 mil porque a ex-ministra o acusou de fazer apologia ao estupro em um programa de tevê. Menicucci fez a crítica quando o ministro golpista da Educação Mendonça Filho recebeu o ator em uma reunião para uma consultoria sobre políticas educacionais, em maio deste ano.

    Menicucci reclamou de o ministro receber alguém que já confessou ter feito sexo com uma mãe de santo sem o consentimento dela, no programa “Agora É Tarde”, da Band, que era apresentado por Rafinha Bastos à época, o mesmo que insinuou fazer sexo com Wanessa Camargo e o bebê dela, ainda no ventre.

    “É inadmissível alguém como esse sujeito ter tamanho prestígio nesse governo golpista. Por isso, se julga no direito de atacar os direitos das mulheres”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “Basta assistir ao programa em que o ator fez a sua parafernália, com vídeo disponível na internet, para a Justiça entender que a ex-ministra tem toda razão e quem vai ser obrigado a indenizar será o ator pornô, não a Menicucci”, complementa.

    Ivânia afirma que a CTB presta solidariedade à ex-ministra e cientista política e se põe a disposição para o que “ela precisar para vencer essa batalha judicial tão descabida e imoral”. O Instituto Patrícia Galvão também se solidariza com Menicucci.

    O “posicionamento crítico em relação a um episódio de banalização do estupro narrado pelo ator Alexandre Frota em rede nacional, quando Ministra das Mulheres, foi imperativo, essencial e importante para as mulheres do país”, diz nota do instituto sobre Menicucci.

    A audiência conciliatória terminou sem conciliação e o processo continua. A ex-ministra garante que vai até o fim. Porque tem a certeza do dever cumprido. Ela acusa o governo golpista de promover amplo retrocesso nos direitos conquistados pelas mulheres na última década.

    Depois do término da audiência, a ex-ministra disse que “a minha história jamais permitiria que eu fizesse um acordo. Nem pedir desculpas e, tampouco, achar que ele fez o programa gratuitamente. Ele está me processando por eu ter falado que ele fez apologia ao estupro? Há uma articulação maior do que o simples fato dele estar me processando. Essa é uma cultura fascista que nós estamos enfrentando no Brasil”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com colaboração de Luciana Maria da Silva

  • O Portal CTB destaca alguns medalhistas brasileiros nas Olimpíadas Rio 2016 que defenderam a continuidade dos programas sociais nos esportes. E o boxeador cubano, Lenier Pero ao dedicar sua medalha ao aniversário de Fidel Castro.

    Após ganhar a medalha de prata na categoria 1000m C1 da canoagem (a primeira do país na modalidade), Isaquias Queiroz lamentou em coletiva de imprensa o fim do projeto Segundo Tempo (do Ministério do Esporte, criado no governo Lula), em sua cidade natal Ubaitaba (BA).

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    Isaquias Queiroz pede continuidade do programa Bolsa Atleta

    “Essa medalha tem um significado especial por ter vindo de um projeto social, mas me dá tristeza ver que isso acabou no Brasil”, disse. “Os EUA são uma potência no esporte porque lá existe incentivo do governo”, complementou.

    O atleta desejou ainda que a sua medalha e a de ouro da judoca carioca Rafaela Silva servissem de exemplo para a continuidade dos projetos sociais de incentivo ao esporte. “Tomara que o meu resultado e o da Rafaela, que viemos de setores não muito favorecidos da sociedade, possa abrir os olhos do governo para a importância desses projetos”, afirmou.

    Como o primeiro boxeador a conquistar uma medalha olímpica, o baiano Robson Conceição (ouro na categoria peso ligeiro, 60 quilos) falou que “a Bahia é a Cuba brasileira” sobre o país caribenho ser uma potência no boxe e ter a maioria de negros em sua composição populacional.

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    Robson Conceição comemora a sua conquista inédita e compara a Bahia a Cuba

    E por falar em Cuba, Pero (categoria peso superpesado, mais de 91 quilos) dedicou a sua vitória ao aniversário de 90 anos de Fidel Castro, no sábado (13). “Eu quero mandar meus parabéns para o comandante”, afirmou Pero.

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    Boxeador cubano Lenier Pero homenageia Fidel Castro na Rio 2016

    A bola fora ficou por conta do apresentador de programa esportivo da TV Band, Milton Neves. Ele afirmou: "querendo xingar, xinguem, mas vamos combinar: futebol de muié é de lascar, não tem graça nenhuma. A mulher é tão sublime em tudo, menos para futebol".

    De lascar mesmo é a falta de inteligência na televisão brasileira.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Vinicius Segalla e Gustavo Aranda entrevistaram para os Jornalistas Livres, Cleide Cruz, a caixa do supermercado Dia, que foi humilhada pelo então deputado federal e apresentador Celso Russomanno, 10 anos atrás, em uma reportagem sobre direitos do consumidor.

    Atualmente concorrendo à prefeitura de São Paulo pelo PRB, Russomanno ameaçou, na reportagem, levar as duas funcionárias que tentavam contornar a situação à delegacia de polícia, caso não resolvessem a sua questão. Ele queria comprar uma unidade de alguns produto contidos em embalagens com mais unidades.

    Os repórteres contam que “Russomanno, publicou uma nota na imprensa afirmando que jamais ofendeu Cleide ou nenhum outro funcionário, e o vídeo que está circulando na rede é uma edição maldosa para fazer parecer que ele ofendera os funcionários” (confirme aqui).

    Cleide Cruz contra outra história. “Ele me humilhou, a mim e à subgerente. Por causa deste episódio, fui rebaixada de salário e transferida para uma unidade bem mais distante da minha casa”.

    Ela trabalhava na Vila Formosa, zona leste da capital paulista e foi transferida para Ferraz de Vasconcelos, na região de Mogi Mirim, distante pouco mais de 30 quilômetros da capital. “Inconcebível a atitude da direção dessa empresa. Tem uma funcionária humilhada publicamente e ainda a pune por isso”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    A caixa humilhada conta que o novo local de trabalho foi uma punição para ela. “Completamente fora de mão para mim, foi um castigo. Houve mudança de carga horária e com isso eu tive uma redução salarial. É que o supervisor disse que eu conduzi mal o processo, que não soube lidar com a situação e acabei expondo o supermercado”.

    Ela conta ainda que procurou a produção do programa da TV Band, onde Russomanno trabalhava. “Então, eu liguei, para ver se ele podia ajudar, mas ele nem quis falar comigo. A produção disse que ele não poderia fazer nada, que ali no supermercado ele só estava fazendo seu trabalho”.

    E para piora a situação, Cruz foi demitida pelo supermercado Dia. “O fato mostra que a defesa dos direitos do consumidor feita pelo candidato-apresentador representa apenas um lado. Justamente contra os trabalhadores e trabalhadoras”, reforça Bitencourt.

    “No caso em questão, fica evidente o desrespeito que o senhor Russomanno teve para com Cleide Cruz. Tratou ela como se ela não fosse nada”. Afirma a sindicalista. A funcionário do supermercado conta em vídeo que tentou até fazer acordo com a empresa e a resposta que recebeu é que foi demitida porque não foi simpática.

    assista a entrevista de Cleide Cruz 

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB