Sidebar

21
Dom, Jul

Sindicato dos Trabalhadores dos Correios

  • A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios reproduziu nesta sexta-feira (16) uma nota do Sindicato dos Correios de São Paulo (SINTECT-SP), em que apoia a CTB nas eleições sindicais do Rio.

    A Chapa 1, citada no texto abaixo, é apoiada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Para os sindicalistas de São Paulo, “a vitória desta chapa garante a continuidade e o aprofundamento do excelente trabalho de organização e luta da categoria”.

    Segue a nota:

    “Diretoria do Sindicato dos Correios de São Paulo apoia a Chapa 1 na eleição para a Diretoria do SINTECT-RJ

    A vitória desta Chapa garante a continuidade e o aprofundamento do excelente trabalho de organização e luta da categoria que vem sendo realizado no estado, com uma elogiável renovação de quadros, e é importante para os trabalhadores dos Correios de todo o país.

    A atual Diretoria do SINTECT-RJ se uniu à Diretoria do SINTECT-SP e demais sindicatos filiados para colocar a FINDECT como protagonista na luta dos trabalhadores e dinamizar, reestruturar e elevar o nível das negociações com a direção da empresa e da luta nacional da categoria.

    Nesses tempos atuais de ataques aos direitos dos trabalhadores e retrocessos, isso é fundamental. A atitude desordenada, falsamente radical e entreguista da outra federação, se continuasse como única via, levaria a categoria para o buraco.

    O SINTECT-RJ junto com o SINTECT-SP representam mais da metade da categoria no país.
    A atuação conjunta, responsável e compromissada de suas diretorias está garantindo a preservação de direitos dos trabalhadores dos Correios, a defesa da empresa contra a privatização e conquistas nas Campanhas salariais, mesmo em situação adversa.

    Só a Chapa 1 está comprometida com esta luta conjunta e pode realizar um bom trabalho contra a privatização, em defesa da aposentadoria especial para carteiros e OTTs, pela jornada de 6 horas nas agências, com pagamento de quebra de caixa e segurança similar à dos bancários.

    A atual Diretoria do SINTECT-RJ tem realizado um trabalho de ponta na área jurídica. Alcançou várias vitórias à frente dos demais Sindicatos e é estratégica para as lutas nacionais da categoria.

    Esta Diretoria construiu também o melhor trabalho em todo o país na organização da mulher trabalhadora ecetista, que inclui formação e incentivo à participação. Isso é elogiável, serve como referência para todo o país e precisa ser continuado e aprofundado.

    Além disso, tem o problema das alianças oportunistas como a que ocorre nesta eleição no Rio de Janeiro. Já vimos isso em São Paulo. Falsos radicalóides e traidores de todas as espécies, que até ontem eram (falsamente) inimigos, se unem para tentar enganar a categoria e disputar a eleição.

    Com isso entregam o real interesse que escondem.

    Como a maioria dos Deputados que vemos atracar nossos diretos em Brasília, esses oportunistas querem a direção do Sindicato para defender interesses espúrios e vender os diretos da categoria, como já fizeram em várias oportunidades que todos se lembram.

    Em São Paulo a categoria ecetista soube repudiar e derrotar essa aliança espúria em nome do aparelhamento e do atraso.

    Temos certeza que os trabalhadores do Rio de Janeiro também saberão eleger quem realmente representa seus interesses, com responsabilidade, lutando e com isso continuar ao lado dos paulistas como ponta de lança das lutas da categoria em todo o país.”

    Do Findect

  • A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios iniciou nesta quinta-feira (25) o VI Congresso Nacional da Findect, que sediará por dois dias diversos debates para a construção da pauta de reivindicações da categoria ecetista.

    Entre a participação de especialistas de variadas áreas ligadas ao dia a dia dos Correios e lideranças da luta dos trabalhadores, o evento recebeu o presidente da CTB, Adilson Araújo, para fazer uma análise detalhada dos desafios impostos à categoria neste momento conturbado do Brasil.

    Adilson falou de forma alongada sobre a situação política e econômica do país, levando uma análise do jogo de forças de Brasília para os presentes. “Não há dúvidas que nunca antes tivemos que enfrentar um parlamento tão disposto a retirar conquista já consolidadas da classe trabalhadora, numa agenda que vem se provando extremamente regressiva”, avaliou, apontando o golpe de 2016 como um ataque do capital ao trabalho. “Os reflexos da gestão de choque do Temer aos ganhos sociais da população a gente está vendo aí. As reformas necessárias à população não estão sendo postas em prática, como a política, a tributária, a agrária, a urbana - o que acontece é uma retirada de direitos com muito suor e sangue trabalhador”.

    O sindicalista aconselho os ecetistas, então, a buscarem novas formas de diálogo, colocando a formação de consciência na população acima de eventuais sentimentos de revanche que podem ter restado do ataque à democracia. “A hora é de unir esforços, de falar com as bases, com as nossas famílias, até com os coxinhas que ajudaram no golpe. Todo mundo vai sofrer junto, e a gente vai precisar deles para conseguir impedir que venham ainda mais derrotas”.

    O discurso completo de Adilson você assiste logo abaixo:

    Unidade para resistir

    Na mesa que precedeu a fala de Adilson, lideranças de todo o Brasil também contribuíram para a avaliação do momento. O companheiro Ronaldo Martins, presidente do Sindect-RJ, fez a fala mais exaltada, condenando com veemência as agressões sofridas pelos servidores públicos no Rio de Janeiro na quarta-feira. Ele denunciou também os ataques aos direitos que motivaram o protesto, e ligou a tentativa de privatização dos Correios a eventos similares, como a venda iminente da Cedae.

    “Eu lembro ainda hoje da época do FHC, quando eles jogaram o exército contra nós. Os petroleiros estavam conosco e foram chamados de "cachaceiros" pelo ministro Sérgio Motta, um insulto! Estamos voltando para esse tempo”, refletiu, irritado.

    A diretora Rosemeri Leodoro, também do Sindect-RJ, foi além: para ela, o governo Temer tem um comportamento ainda mais grave que o de FHC. “Tudo o que está acontecendo, incluindo a brutalidade da polícia, é um projeto para desgastar o trabalhador, eles querem nos cansar”, acusou. Por outro lado, ela se disse otimista com o resultado da Marcha para Brasília: “Esse governo não tem limites para passar os seus projetos, mas agora é a hora da virada. É o momento para mostrar às bases que nós precisamos fazer tudo para resgatar o Brasil. Devemos ocupar Brasília por 15, 20 dias, se for necessário, até que esse governo caia!”.

    Já o secretário-geral do Sintect-MA, Márcio Martins, preferiu levar a discussão para a estratégia de formação de consciência das pessoas próximas ao próprio sindicato, que em sua avaliação nem sempre compreendem o papel das entidades sindicais. “O papel fundamental do sindicato tem que ser o de educar o trabalhador, fazê-lo perceber a luta na qual está envolvido, e trabalhar a consciência cidadã”, disse. Ele sugeriu que um passo importante, neste sentido, seria expor os interesses tóxicos da grande imprensa: “Há uma mudança no comportamento dos golpistas agora, que fica evidente no papel da Rede Globo para derrubar Temer. Isso me lembrou de Brizola, que dizia que o que é bom para a Globo não poderia ser bom para o Brasil. Temos que ficar atentos”.

    Ao longo do dia, outras lideranças sentaram-se à mesa para reflexões diferentes, incluindo uma recuperação histórica das lutas dos trabalhadores dos Correios e a briga judicial patara transformá-los de empresa pública em autarquia. O DIEESE enriqueceu o evento com a exposição de uma Nota Técnica sobre a Reforma Trabalhista, que você pode ler aqui.

    Para fechar o dia, os ecetistas discutiram a construção da Pauta de Reivindicações.

    Portal CTB

  • Tende a piorar a crise que se instalou na Empresa Brasileira de Correios (ECT), que tem afetado diretamente os trabalhadores. A ECT parou de pagar a parte que lhe cabe no Postal Saúde e acumulou dívida de R$ 500 mi com os credenciados.

    Para evitar que a empresa acabe com esse direito dos ecetistas, os Sindicatos de São Paulo, Bauru, Campinas, Santos, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto definiram uma agenda de ações conjuntas com a categoria.

    "Não vamos permitir que um direito arduamente conquistado e merecido seja tirado dos Trabalhadores.”, afirmou José Aparecido Gandara, presidente do Sindecteb-Bauru e Presidente da Findect (Federação Nacional dos Sindicatos dos Correios).

    A empresa alega que o custo do plano médico da categoria é muito alto. Devido a isso, e aos problemas de caixa também alegados por ela, que seriam gerados por um suposto déficit nas contas, ela está dando calote no plano e deixando os credenciados sem pagamento.

    Uma comissão paritária constituída para discutir o plano de saúde tem estudado qual a melhor forma de gestão. Para os sindicalistas, a verdade é que as más gestões na Postal Saúde, aliadas a cultura de apadrinhamentos políticos, levaram à crise que se estendeu pelo país todo.

    Nesta sexta-feira (02), os dirigentes se reuniram com o presidente dos Correios para discutir a questão incluindo o pagamento da rede credenciada, DDA, OAI e entrega matutina.

    De acordo com Elias Diviza, presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect , a reunião foi chamada pela própria ECT, diante da pressão dos trabalhadores e do Sindicato do Estado de São Paulo.

    O sindicalista convocou a categoria mais uma vez para a luta e ressaltou a importância da mobilização. "Não podemos esperar mais! A questão agora é a luta em defesa de um convênio médico de qualidade, que ampare o funcionário e sua família. Isso é vital em qualquer empresa, principalmente nos Correios, que é uma verdadeira fábrica de lesionados e aposentados precoces devido às más condições de Trabalho. Somente a união de toda a categoria e mobilização geral, vamos evitar as perdas em nossa assistência médica", conclamou Diviza.

    No próximo dia 07 de dezembro, os sindicatos se reúnem em assembleia para aprovar a deflagração de uma possível greve no dia 15 de dezembro em defesa da assistência médica da categoria.

    Cinthia Ribas - Portal CTB com Sintect-SP

  • Seguindo a recomendação da Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect), os trabalhadores do Sintect-SP decidiram em assembleia deflagrar uma greve de toda a categoria, começando nesta quinta-feira (27). O encontro aconteceu no CMTC Clube, em São Paulo.

    A paralisação seguirá por tempo indeterminado, até que a diretoria dos Correios recue em sua tentativa de retirar direitos já conquistados em negociações anteriores. A greve, apoiada de forma unânime pelos presentes, seguirá no mínimo até o dia 2 de maio, quando uma nova assembleia fará a avaliação do movimento. Entre os encaminhamentos, ficou decidido que os trabalhadores dos Correios participarão tanto das mobilizações do dia 28 de abril quanto no 1º de Maio, quando as centrais farão um ato unitário no MASP com a presença do ex-presidente Lula.

    correios-ctb.jpgA luta contra a privatização da empresa é um dos principais eixos orientadores da greve (Foto: Joanne Mota/CTB)

    Para o presidente do Sintect-SP, Elias Diviza, a participação na greve geral terá um duplo caráter, tanto setorial quanto de interesse geral. “O dia 28 é a greve de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A empresa tentou dizer que todos os 8.500 trabalhadores parados em São Paulo só estavam fazendo isso pela greve geral - não é só por isso, não! Nós estamos parados para defender nossos empregos, o nosso direito de férias, as condições das agências, e também o de todos os brasileiros!”, disse.

    Diviza mencionou a necessidade de fortalecer a campanha salarial, e pediu aos companheiros que usem o período de paralisação para conscientizarem seus colegas e familiares. Ele criticou os Correios duramente por terem voltado atrás em acordos já realizados, como o que regula o usufruto das férias, e conclamou os trabalhadores a se imporem diante do pouco comprometimento da cúpula. “A gente tem que parar para fazer essa empresa nos respeitar, quem faz a empresa somos nós! Nesse momento, a coisa já está judicializada, e os direitos estão mantidos até agosto, mas não podemos baixar a guarda por isso, porque senão eles nos tiram outras coisas”, observou.

    Assista abaixo ao discurso completo:

    Além de Diviza, se dirigiram ao público o presidente da CTB Nacional, Adilson Araújo, e José Carlos Negrão, do Sindicato dos Condutores de São Paulo.

    Adilson parabenizou os trabalhadores por se organizarem contra as reformas de Michel Temer e a tentativa de privatização dos Correios, e os chamou de “vanguarda do sindicalismo brasileiro”. “Vocês não têm a dimensão do que significa isso aqui, do tamanho da nossa responsabilidade para com o destino deste país. O que nos preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons, e nós não temos motivo nenhum para permanecer em silêncio diante da imposição de uma agenda ultra-liberal”, conclamou, relembrando a dureza dos anos sob Fernando Henrique Cardoso.

    “Foi justamente quando a gente começou a acumular forças que eles tomaram o governo de assalto. Está cada vez mais claro que o golpe dado foi um golpe do capital contra o trabalho, por um Parlamento de traidores”, continuou.

    Adilson listou as lutas dos trabalhadores do Correios, e as conectou com as preocupações maiores da classe trabalhadora. Retirada de direitos já conquistados, privatizações, reduções salariais - todas são confrontos transversais na conjuntura atual. “Diante disso tudo, eu pergunto: o que nós vamos fazer? Nós temos que fazer a greve geral!!!”.

    Já José Carlos Negrão, em sua saudação, fez um pedido de unidade entre as diferentes correntes sindicais neste momento de confronto. Para ele, “parte do que esta acontecendo é por que nos falta unidade. Muitas vezes a gente deixa que as nossas disputas internas fiquem no nosso caminho”.

    “O nosso país passa por um grande ataque internacional, mas mais precisamente pra cima dos trabalhadores. Nesse exato momento, 513 deputados estão lá em Brasília votando o fim das leis do trabalho. Este é o momento de encostar os problemas internos e ir para cima desse governo golpista!”, disse, entre aplausos. Ele lembrou da interrupção dos transportes na sexta-feira, que irão dos ônibus e metroviários até serviços mais amplos como o dos ferroviários, dos aeroviários e dos portuários. “A nossa greve geral caminha a passos largos”.

    Assista ao discurso de Negrão e Adilson abaixo:

    Portal CTB

  • Depois dos ecetistas de São Paulo, foi a vez do Rio de Janeiro se mobilizar contra os ataques do governo. Em assembleia realizada nesta quarta-feira (26), os trabalhadores de diversas unidades dos Correios aprovaram a greve a partir das 22h de hoje. A paralisação das atividades é por tempo indeterminado. As reivindicações são contra a ameaça de privatização, fechamento de agências, falta de segurança, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária. Segundo o presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, a greve é a única forma de pressionar a direção dos Correios e o governo:

    “Nós estamos vivendo grandes ataques. A empresa ameaça retirar direitos históricos da categoria, o governo quer privatizar a ECT e impor reformas que escravizam os trabalhadores. Nós vamos nos unir com todas as outras categorias e movimentos sociais contra essas arbitrariedades e mostrar a força da classe trabalhadora. Vai ter luta, vai ter greve.”

    A greve dos trabalhadores dos Correios é nacional. Trabalhadores de todos os estados do Brasil realizaram assembleia no dia de hoje, com o objetivo de formar uma grande corrente de resistência contra os ataques aos trabalhadores. “Nós vamos parar em todo país. Vamos mostrar que os pilares dessa empresa são os trabalhadores e nenhum projeto neoliberal vai conseguir retirar nossos direitos, sucatear a empresa nem privatizar o patrimônio público”, ressaltou Martins.

    Outra reivindicação da categoria é a abertura das contas da empresa, conforme explica o diretor jurídico do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida:

    “A direção dos Correios afirma que o motivo das ameaças de demissão, fechamento de agências, entre outras medidas de corte de despesas, é o fato da empresa estar no vermelho. Porém, não abre as contas, não age com transparência. Sendo uma empresa pública, nós temos o direito de acessar esses dados. Queremos saber para onde está indo o capital do povo.”

    A assembleia também mobilizou os trabalhadores para a GREVE UNIFICADA nacional que será realizada na próxima sexta-feira (28), promovida pelas centrais sindicais e diversos movimentos sociais, contra as reformas Trabalhista e Previdenciária.

    Da CTB-RJ