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Dom, Jul

Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo

  • Com sala lotada, a primeira aula ministrada na recém-inaugurada Escola Nacional de Formação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), os juristas Antônio Renan Arrais e Cláudio Henrique Gouvêa afirmaram que o Direito do Trabalho e o sindicalismo nasceram de uma necessidade da nascente classe operária, superexplorada pelo capital.

    Com o tema Os Precursores do Movimento Sindical e o Manifesto Comunista como Origem do Direito do Trabalho, a aula começou às 19h da segunda-feira (17), na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo.

    Gouvêa mostrou que sob a Revolução Industrial - entre os séculos 18 e 19 -, o operariado trabalhava entre 14 e 16 horas diárias, às vezes mais, inclusive mulheres e crianças e em situação de total desrespeito a qualquer direito trabalhista como se conhece atualmente.

    Asssita as aulas:

     

    Aí surgiram, disse ele “os socialistas utópicos que acreditavam na possibilidade de humanizar sistema capitalista”. Descreveu também como inicialmente o operariado identificava o avanço tecnológico como inimigo.

    “Como as máquinas tiravam muitos empregos, os trabalhadores começaram a quebrar as máquinas”, assevera. Esse movimento foi chamado de ludista, por causa do personagem Ned Ludd, criado para identificar os quebradores.

    A organização da classe trabalhadora se impôs. “O Manifesto Comunista, então, se tornou um marco na criação do Direito do Trabalho”, afirmou. 

    Além do Manifesto do Partido Comunista (1848), dos pensadores e revolucionários alemães Karl Marx e Friedrich Engels, a Encíclica Rerum Novarum (Das Coisas Novas), da Igreja Católica e a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 1919, marcam os primórdios da luta operária contra a exploração capitalista, entre muitos outros fatores importantes.

    No encerramento da aula, os juristas falaram sobre a importância de uma central sindical como a CTB criar uma Escola Nacional de Formação. “Primordial para melhorar a atuação sindical de todos e todas”, conclui Arrais.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A "Chapa 1 Lutar, Resistir e Não Retroceder" venceu a eleição para a diretoria do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo, com mais de 80% dos votos válidos. Com a vitória e mais de 40 anos de experiência, Arivonaldo Galdino de Almeida, funcionário da empresa Modali, assume a presidência para o próximo quadriênio 2018-2022. A apuração aconteceu na noite desta sexta-feira (25), no auditório da sede do sindicato e foi acompanhada por fiscais e mesários que de forma paritária garantiram a transparência e lisura do processo eleitoral.

    Foram registrados 1.503 votos válidos, demonstrando a aceitação da categoria com o trabalho que a diretoria vem realizando. A votação aconteceu nos dias 24 e 25 de maio, (quinta e sexta-feira), com urnas itinerantes nas fábricas e urnas fixas no sindicato (sede e subsede).

    Perfil de luta

    O presidente eleito, Arivonaldo Galdino de Almeida, 61 anos, é oficial marceneiro há 48 anos e diretor do sindicato desde 1987. É também o atual secretário-geral, coordenador da Secretaria de Mobilização e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Mobiliário do Estado de São Paulo.

    Na sua caminhada, Ari tem como prioridade a luta na defesa dos trabalhadores colocando em prática as experiências adquiridas no decorrer da sua vivência no meio sindical, carrega consigo a filosofia da união na luta contra a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras imposta pelo capitalismo.

    “A nossa eleição se deu em um momento muito delicado com a reforma trabalhista, mas a nossa aceitação na base nos deu a confiança que poderíamos sair com êxito. Vamos dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito e vamos manter a nossa entidade de classe. Eu quero agradecer aos companheiros que estiveram ao nosso lado e a todos os sindicatos, central e federação pelo apoio que nos tem dado até aqui”, finaliza Ari, presidente eleito.

    O vice-presidente eleito é Antonio Lopes de Carvalho, atual presidente da entidade que encerra em agosto o seu mandato de 24 anos a frente da categoria. Lopes também exerce o cargo de presidente na União Internacional dos Trabalhadores da Construção e da Madeira (UITBB), é dirigente Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo da Construção e da Madeira (Contricom). “Vou dar continuidade na luta pela categoria, agora na vice-presidência, e o companheiro Ari, vem com sangue novo e vai dar continuidade ao trabalho que até aqui tem sido feito em prol dos benefícios da categoria,” diz Lopes.

    Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mirassol e Votuporanga, Gilmar Guilhen, o Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo, está de parabéns por manter a categoria organizada na luta contra o golpe. “Nós podemos observar que a quantidade de votantes mostra que a gestão anterior fez um excelente trabalho, tanto que não houve oposição, essa eleição é para manter o trabalho que já existe e que o sindicato conscientiza a categoria na luta pelos seus direitos”.

    Para o secretário-geral da Contricom, Miraldo Vieira, uma eleição organizada reflete o apoio da categoria à luta por direitos e empregos. “O ano de 2018 está sendo de grandes desafios para toda a classe trabalhadora, estamos sendo alvo constante de ataques por parte de patrões e do governo. É muito gratificante ver a categoria participar e honrar a tradição de luta e resistência que fez deste sindicato um dos mais combativos do país”, afirma Miraldo.

    A Chapa 1 tem 35 membros, de 31 fábricas, e ficará na direção do sindicato pelos próximos quatro anos (2018–2022). Defende a necessidade de dar continuidade à luta para combater a implantação da reforma trabalhista e contra a aprovação da reforma da Previdência.

    Na Campanha Salarial de 2017, o sindicato enfrentou a dura realidade com a reforma trabalhista nas negociações com o patronal, que não cedeu e propunha a flexibilização de vários itens da Convenção Coletiva. O sindicato não recuou e fez as negociações por empresa, mantendo os benefícios existentes. O Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo é filiado à UITBB, Flemacom, CTB, Contricom e Feticom, e desde 1934 representa com muita luta e determinação a categoria.

    Veja mais fotos em: http://sindmarceneiros.org.br/site/galerias/galeria/eleicao-para-a-nova-diretoria-dias-24-e-25-de-maio-2018

    Fonte: Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo

  • Da esquerda para a direita: Rogério Nunes, Celina Arêas, Augusto Petta e Gilda Almeida

    Reunidos na manhã desta terça-feira (9), dirigentes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e do Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) renovaram o convênio entre as entidades com a inovação do projeto piloto da Escola Nacional de Formação, da central sindical que mais cresce no Brasil.

    “Desde a sua criação, a CTB procurou valorizar o processo formativo de seus associados”, diz Adilson Araújo, presidente da CTB. Inclusive, diz Araújo, “o melhor remédio em tempos de crise é trabalhar a formação. Na atual conjuntura, torna-se essencial para a classe trabalhadora”.

    Já Gilda Almeida, secretária-adjunta de Finanças da CTB e coordenadora-geral do CES, explica que todos os anos, desde 2007 (início da CTB), os convênios vêm se firmando. “A partir de agora, a ideia é ter mais cursos e que eles sejam mais atrativos para o movimento sindical”.

    Para ela, a formação de sindicalistas é essencial para se travar a luta política e sindical com uma visão mais abrangente. "E assim conseguir uma atuação mais condizente com as necessidades das trabalhadoras e dos trabalhadores para o enfrentar o capital."

    O coordenador-técnico do CES, Augusto Petta, diz que a proposta é estimular cada vez mais as estaduais da CTB a participarem dos cursos. "É muito importante melhorar e ampliar a atuação, principalmente neste contexto adverso que vivemos”, afirma.

    Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB, conta que a criação de uma Escola Nacional de Formação foi aprovada no 3º Congresso Nacional da central em 2013. “Com a renovação da parceria com o CES, daremos andamento ao nosso projeto de escola para ampliar a formação”.

    Ela explica que, o projeto piloto da escola funcionará incialmente em São Paulo, na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros. “Renovamos esse convênio, para estabelecermos cursos com mais continuidade. Queremos cursos reforçados, que contem com mais horas”, acentua.

    Portal CTB - Foto: Joanne Mota

  • Em visita à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o presidente do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo, Antonio Lopes de Carvalho, afirma que o movimento sindical precisa atuar mais nas suas bases.

    “Para resistir às reformas trabalhista e previdenciária do governo ilegítimo de Michel Temer, os sindicatos devem estar mais presentes em suas bases”, diz Carvalho. “O golpe na democracia encorajou os patrões a lutar para acabar com os direitos da classe trabalhadora”.

    Também presidente no Brasil da União Internacional de Trabalhadores da Construção, da Madeira, dos Materiais de Construção e das Indústrias Aliadas (UITBB, sigla em inglês), Carvalho explica que “nem os militares foram tão fundo para acabar com os direitos trabalhistas no país”.

    Para ele, é muito importante dar sequência ao movimento, principalmente após a greve geral de 28 de abril. “Fizemos a maior greve geral da história e não podemos ficar parados. Vamos ocupar Brasília e levar informação para as bases de nossos sindicatos, fazendo o contraponto necessário à mídia burguesa”.

    “É muito importante mostrar aos trabalhadores e as trabalhadoras que as reformas propostas por esse governo não cria emprego. Pelo contrário, cria recessão, arrocho salarial e perda de inúmeras conquistas importantes para melhorar nossas vidas”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy – Foto: Joanne Mota

  • Inaugurada na quarta-feira (5) com aula do renomado jurista José Carlos Arouca, a Escola Nacional de Formação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), tem a sua primeira aula na segunda-feira (17).

    Com o tema Os Precursores do Movimento Sindical e o Manifesto Comunista como Origem do Direito do Trabalho, os juristas Antônio Renan Arrais e Cláudio Henrique Gouvêa versarão sobre a luta da classe trabalhadora para conquistar “condições humanizadas de trabalho, porque sem resistência não se conquista direitos, porque as classes dominantes se organizam para explorar o trabalho”.

    Arrais explica que o Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, publicado originalmente em 21 de fevereiro de 1848, se transformou no principal marco do Direito do Trabalho. “Antes dele as relações de trabalho eram determinadas pelos patrões. O Manifesto é uma espécie de conclamação aos trabalhadores e trabalhadoras para se organizarem para defender seus interesses”.

    A aula de Arrais aprofundará a história de como a organização da classe trabalhadora mudou as relações de trabalho no mundo. “A necessidade de se defender da exploração do capital, fez a classe trabalhadora se organizar em sindicatos”.

    Faça a inscrição aqui.

    Inclusive, conta ele, a Organização Internacional do Trabalho foi criada em 1919, dois anos após a Revolução Russa, que “difundiu pelo mundo as ideias revolucionárias e a possibilidade de construção do socialismo em contraposição ao capitalismo”.

    O jurista também se refere à recém-aprovada reforma trabalhista no Brasil. “Essa reforma é a legalização do trabalho precário, deixando trabalhadores e trabalhadoras à mercê dos interesses do patrão. Certamente isso irá provocar muitas questões referentes ao Direito do Trabalho”.

    Quem quiser aprofundar o conhecimento sobre o tema, terá que comparecer à primeira aula da Escola Nacional de Formação da CTB, nesta segunda-feira (17), às 19h, na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo, à rua das Carmelitas, 149, centro, na capital paulista.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Realizado no sábado (30), em Mongaguá, litoral paulista, o 22º Preparatório para a Campanha Salarial, do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo. “Foi muito importante esse seminário e aproveitamos para atualizar a luta política por igualdade de gênero”, diz Gicélia Bitencourt, diretora da Mulher do sindicato.

    A sindicalista, que também é secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) explica que o seminário definiu:

    Para serem apresentadas às entidades sindicais, que fazem parte da Confederação nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário (Contricom)

    Participação feminina nas comissões para negociação coletiva do trabalho;

    Combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho;

    Valorização do trabalho da mulher;

    Igualdade de salários e oportunidades;

    Combate a toda forma de violência e discriminação contra a mulher;

    Combate ao racismo institucional e estrutural.

    A serem apresentadas ao Congresso Nacional:

    Redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução salarial;

    Ratificação da Convenção 156 da OIT;

    Regulamentação do Art. 239, parágrafo 4º da Constituição Federal Brasileira;

    Licença maternidade de 180 dias para a iniciativa privada;

    Aprovação da PL 6653/09;

    Imediata sanção do PL 130/11;

    Manutenção do vínculo trabalhista, para a mulher em situação de violência doméstica e familiar por até seis meses;

    Extinção do Fator Previdenciário;

    Regulamentação da Terceirização para atividades fins sem precarização dos direitos e condições de trabalho;

    A ser apresentada para o Ministério do Trabalho e Previdência Social:

    Revisão das normas de saúde e segurança para contemplar especificidades da atuação feminina no mercado de trabalho no ramo da construção, do mobiliário e da madeira.

    Abonar o dia ou hora que as trabalhadoras e trabalhadores compareceram a reuniões escolares de seus filhos, mediante comprovante de comparecimento.

    A ser apresentada para a Secretaria Nacional de Segurança Pública:

    Plantões nas delegacias de atendimento a mulheres nos finais de semana, com atendimento por pessoas capacitadas em todas formas de violência contra a mulher.

    A serem apresentada ao Ministério Educação:

    Creches com horários diferenciados para atender as especificidades das trabalhadoras.

    Implantação de profissionais: Assistentes Sociais, enfermeiras (os), e psicólogos nas escolas.

    Bitencourt acrescenta que aconteceram avanços importantes nas reivindicações sobre a paridade entre homens e mulheres. “Queremos acabar com a discriminação que as mulheres vêm sofrendo há décadas”, finaliza.

    Portal CTB com informações do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo