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Qui, Jul

Por que a USP Não Tem Cotas?

  • No começo da noite desta quinta-feira (16), dezenas de estudantes negros da Universidade de São Paulo (USP) ocuparam a reitoria em defesa de cotas raciais em todos os cursos da universidade.

    O chefe do departamento de Jornalismo da Escola de Comunicação e Arte, Dennis de Oliveira, ativista do movimento negro, explica que houve uma reunião do Conselho de Graduação da USP para discutir as cotas raciais.

    De acordo com ele, a USP reservou 30% das vagas de todos os cursos para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e dentro desses 30%, uma cota para negros e escolas públicas. “O nosso movimento é exatamente para ampliar essas cotas para todas as vagas da USP, independente do Sisu”, afirma Oliveira.

    Já o estudante de História, Emerson Santos, diz que a ocupação é para haver uma reparação histórica para os negros e negras frequentarem os espaços públicos, como qualquer cidadão. "Os pretos, os pobres e os indígenas têm que falar sobre as suas vontades e necessiddes", diz.

    Para Santos, "não são os professores, que não conhecem a nossa realidade e não têm a nossa cor, que devem decidir por nós. Nós falamos por nós mesmos".

    O professor conta que a tropa de choque da Polícia Militar já cercou o prédio, causando tensão. “Os estudantes querem dialogar, porque existe um número muito pequeno de negros na USP e as cotas vêm para corrigir essa falha”.

    Os ocupantes pedem o apoio de todos e todas que puderem fortalecer essa luta. “Precisamos de muita gente presente para frear a repressão”, diz Oliveira. Ele também pede a presença de advogados populares de plantão.

    De acordo com Santos, "faz 10 anos que a USP se viu forçada a adotar um sistema de cotas raciais, mas enquanto, nesses 10 anos, a presença de negros nas universidades federais aumentou 230%, na USP não cresceu nem 10%, o que mostra que são cotas para inglês ver". Saiba mais pela página do Facebok do movimento Por que a USP Não Tem Cotas? 

    Agora , diz ele, "resolvemos ocupar o estacionamento da reitoria e estamos fazendo uma assembleia com cerca de 300 pessoas para decidir se mantemos a ocupação ou encaminhamos a luta de outra forma".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Por Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB

    Ocorreu sexta-feira, 07/06, na sede nacional da CTB, mais uma reunião da Frente Ampla da Juventude, uma iniciativa que tenta agregar jovens das centrais sindicais e do movimento estudantil a fim de mobilizar a juventude brasileira em torno de bandeiras unitárias.

    Ficou deliberado que iremos intensificar nos próximos dias a mobilização para a Greve Geral convocada pelas centrais sindicais e os movimentos sociais para 14 de junho, reforçando as três bandeiras prioritárias: educação, emprego e previdência.

    Os estados serão orientados a também jogar gás extra na mobilização, rodar o material unitário da juventude, divulgar nas redes sociais e bolar agendas conjuntas. Quinta, 13 de junho, será o Dia Nacional de Panfletagens e Agitação, que merece prioritade em nossa agenda.

    Foi marcada uma próxima reunião da frente, para dia 19 de junho, às 10h, na sede da UNE.

    Propomos uma agenda conjunta. As universidades, IFs, escolas que tiverem condição de tocar agendas apenas com seus núcleos devem nos avisar para que mandemos os materiais para panfletagens. A ideia é crescer esta agenda.

    Veja abaixo o calendário da mobilização em São Paulo:

    Sábado e domingo (8 e 9): engrossar agendas existentes na periferia. Caso haja material da juventude pronto, montar banca na Paulista no domingo;

    Terça-feira (11): Banca em frente a empresa de Telemarketing (ainda não definida) - das 11h às 15h;

    Terça e quarta (11 e 12): USP (tocado pelo próprio núcleo da USP);

    Quarta e quinta (12 e 13): banquinha na Barra Funda em frente à Uninove. Às 10h e às 18h;

    Quarta e quinta (12 e 13): panfletagem metrô São Joaquim a partir das 17h;

    Quinta (13) - banca na Praça da República. Das 10h às 18h.

    É necessário formar grupos para cada atividade a fim de que todas estejam com um número expressivo de jovens.

    Sexta, 14 de junho, é o dia da Greve Geral: a juventude irá se somar nos trancamentos da madrugada. Às 14 horas as juventudes se encontrarão na Praça Oswaldo Cruz para em conjunto caminharmos até o MASP.

    Juventude rumo à Greve Geral!