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Dom, Jul

Políticas Sociais

  • Vânia Marques é a nova secretária de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Em entrevista ao Portal CTB, a dirigente contou sobre sua trajetória no movimento sindical e os desafios para a gestão diante da atual conjuntura mundial.  

    “Vivemos um processo de minimização do papel do Estado através do avanço do capitalismo, reduzindo ou retirando o acesso de políticas públicas e sociais fundamentais para a classe trabalhadora”, denunciou a dirigente.

    Marques, que atuava no conselho fiscal na última gestão, iniciou sua militância sindical em 2004 ao integrar um acampamento da reforma agrária. “ Naquele mesmo ano participei do Grito da Terra Brasil e entendi a importância do sindicato”, lembrou ela que cursava na época Pedagogia da Terra no Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

    “Foi no âmbito da educação do campo que iniciei a militância na Fetag (Federação do Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares) ainda sem estar na diretoria da federação”, explicou a dirigente que atuava em programas como Educar no Campo e Segundo Tempo.

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    “Em 2009 compus a direção do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Iraquara, na secretaria de Políticas Sociais e Formação e Organização Sindical”, destacou a sindicalista que no ano seguinte integrou a suplência da diretoria da Fetag, assumindo a secretaria de formação no último ano do mandato. Já em 2014, atuou como secretaria de Formação e Organização Sindical da federação.

    Para ela, diante da crise do capitalismo mundial e da ofensiva conservadora somente a unidade e resistência dos povos irá barrar retrocessos. “Isso nos desafia a sermos mais fortes na nossa luta, e mais coerentes com as táticas para o enfrentamento à esse golpe que aprofunda as mazelas do capitalismo”, frisou.

    Portal CTB 

  • As inscrições para o encontro nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social, se encerram nesta sexta-feira (11). O evento Acontece entre os dias 18 e 20, no Rio de Janeiro. Participe!

    “O objetivo é justamente levar para esse encontro toda as demandas dos setores sociais mais atingidos pelo golpe de Estado que tirou a presidenta Dilma do poder”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da CTB.

    Ela explica que o evento espera contar com a participação de 150 pessoas, indicadas pelas seções estaduais da central. “É muito importante a participação de todos e todas que tenham ligação com o tema da diversidade brasileira”, afirma.

    Trata-se, de acordo com Arêas, de um encontro de formação para elevar o patamar dos debates acerca dos temas trabalhados pelas seis secretarias envolvidas: Comunicação, Formação e Cultura, Igualdade Racial, Juventude Trabalhadora, Mulher Trabalhadora e Políticas Sociais.

    Para Arêas, os temas a serem abordados nesse encontro estão na ordem do dia, ainda mais porque são os setores mais atingidos pelos cortes da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 e pelos desmandos do desgoverno Temer.

    “Nem as mulheres, nem os negros têm representatividade compatível com a sua parcela majoritária na população brasileira e nós precisamos refletir sobre isso. Nesse contexto, é necessário incluir a juventude, que luta por seu espaço, num mundo cada vez mais hostil aos jovens”.

    Por isso, as secretarias de Políticas Sociais e Comunicação aderiram ao projeto para “debatermos o papel da mídia numa sociedade conservadora como a nossa e como resistir para manter as políticas sociais de combate às desigualdades”, reforça Arêas.

    diversidade social ctb

    Ela lembra que as mulheres são 48% do mercado de trabalho, mas exercem poucos cargos de direção, "inclusive no movimento sindical", dia Arêas. Pesquisas comprovam que as mulheres trabalham mais e ganham cerca de 30% a menos, além de sofrerem violências de todos os tipos nas ruas, no ambiente do trabalho e em casa.

    Já na sexta-feira (18), o evento começa às 10h, com apresentação cultural e solenidade de abertura, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. No período da tarde ocorre uma palestra com o professor Luiz Fernandes (a ser confirmado) sobre a conjuntura nacional.

    A seguir palestra com a professora e socióloga Mary Castro sobre a questão da mulher no mundo contemporâneo. “Ela abordará as diferentes formas de promoção da emancipação humana”, diz Arêas.

    No sábado (19), das 9h30 às 13h ocorrem oficinas com temas relacionados “à igualdade racial, emancipação feminina, diversidade sexual, democratização da comunicação, cultura e a junção de toda essa diversidade para impulsionar as lutas pelas garantias dos nossos direitos”.

    Às 14h ocorre a plenária final e a divulgação da resolução do encontro, como um indicativo para a direção ad CTB sobre os temas debatidos. A noite ocorre uma confraternização e no domingo (20), os participantes do encontro marcam presença na Marcha da Consciência Negra na capital fluminense.

    É importante que as CTBs estaduais promovam encontros para prepararem os representantes que irão participar do encontro. Desde já a Comissão Nacional Organizadora do Encontro se coloca à disposição para acompanhar os encontros estaduais e tirar qualquer dúvida.

    Contatos com:

    Márcia – 11-99678-4934

    Liliana -11-97446-2946

    Portal CTB 

  • Um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) juntamente com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) comprova que as políticas do governo de Michel Temer provocam uma das maiores recessões da história do país.

    De acordo com o levantamento, 64% das brasileiras e brasileiros precisaram de atividades extras - o popular bico - para complementar o orçamento doméstico no primeiro semestre deste ano, no mesmo período de 2017, 57% faziam bicos pelo mesmo motivo. Nas classes C, D e E, nada menos do que 70% dos entrevistados disseram fazer bicos para sobreviver.

    A pesquisa que ouviu 886 pessoas, com mais de 18 anos, nas 27 capitais brasileiras mostra a recessão nua e crua. “Com a reforma trabalhista, os salários têm caído demais e com mais de 27 milhões de desempregados e subempregados a situação fica ainda pior”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    As respostas dos pesquisados confirmam a afirmação de Vânia. “A descrença no desgoverno Temer e na recuperação do país aumenta conforme a crise se aprofunda”, diz ela. Isso porque o levantamento mostra que 51% acreditam que a economia piorou neste ano. Em 2017 eram 44%. Já para 34% suas condições  financeiras não se alteraram e apenas 19% pensam que melhorou.

    Os dados também não alimentam muitas esperanças para o comércio. No período avaliado, 83% fizeram cortes de gastos para conseguir pagar as contas e 77% não sentem a propalada melhora na economia que Temer garante ocorrer.

    Austeridade causa pobreza

    “Podemos sentir o efeito da política de austeridade econômica nas ruas das grandes cidades”, acentua Vânia. “A pobreza aumenta a olhos vistos e o número de pedintes e de moradores de rua aumenta absurdamente”.

    Comer fora de casa não pertence mais a 61% das famílias brasileiras. Por incrível que pareça esse tipo de corte no orçamento doméstico afeta as pessoas de renda mais alta, das quais 74% disseram ter diminuído as refeições fora de casa.

    Já 57% estão comprando menos roupas, calçados e acessórios. Enquanto 55% diminuíram o consumo dos itens que não são de primeira necessidade em supermercados, como carnes nobres, congelados, iogurtes e bebidas. Os gastos com lazer e cultura foram reduzidos por 53% e 30% dos pesquisados disseram que venderam algum bem para conseguir dinheiro para se manter.

    Os efeitos da recessão estão nas ruas. Os juros estão muito altos para 56%, já outros 54% reclamam da falta de vagas no mercado de trabalho, enquanto 57% disseram estar desempregados ou tiveram algum membro da família que perdeu o emprego recentemente.

    E as notícias ruins não cessam. Entre os entrevistados, 69% acham que não vão concretizar algum plano traçado para 2018 e 51% acreditam que as eleições vão influenciar o comportamento da economia.

    “Nota-se com esse estudo que o povo tem noção de que é preciso mudar os rumos do país, porque já estamos de volta ao vergonhoso Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas) e com esse rumo não tem fim para a escalada abaixo”, finaliza Vânia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social que ocorreu entre os dias 18 e 20, no Rio de Janeiro, trouxe importantes novidades para a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Entre as novidades está a criação do Colevito LGBT. Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da central, afirma que a criação do coletivo significa um “importante avanço para o movimento sindical”.

    Para ele, a CTB “dá um passo importante para abranger essas pessoas tão discriminadas pelo mercado de trabalho”. Além de incluir os LGBTs no mundo do trabalho, Nunes defende o combate a todas as formas de violência e discriminação.

    “Quanto mais espaços para a diversidade, mais possibilidades de acabar com o assassinato de transexuais e travestis no país”, reforça. Já que pesquisa da Transgender Europe coloca o Brasil na incômoda posição de campeão da violência contra as pessoas trans.

    De acordo com o levantamento entre 2008 e 2016 foram assassinados 900 trans no país, num total de 2.016 no mundo. Ou seja, “o Brasil responde por 46,7% dos homicídios registrados de pessoas trans em todo o mundo”, afirma Gabriela Loureiro, da BBC Brasil (leia a íntegra da reportagem aqui).

    Informações do Disque 100 (serviço para denúncias de violações dos direitos humanos) mostram que em 2015 foram registradas 1.983 ligações denunciando violência contra trans, um crescimento de 94% em relação a 2014, quando ocorreram 1.024. A maioria das denúncias referem-se a casos de discriminação (53%), já 25% são de violência psicológica, 11% de agressões físicas e 2% outros.

    "Nós precisamos enxergar com muita importância e respeito a diversidade. Afinal, defendemos e lutamos por  uma sociedade que valorize as diferentes expressões humanas. Assim, considero que demos um passo importante na nossa organização, sobretudo diante da tarefa de valorizar os segmentos de LGBT como lésbicas, gays, mulheres e homens bissexuais, travestis e mulheres e homens trans", fala Adilson Araújo, presidente da CTB.

    Por isso, o coletivo vai se reunir em breve para elaborar proposta de “criação da Secretaria LGBT como uma forma de ampliar o leque de luta por igualdade em nosso país”, define Nunes. A proposta deve ser encaminhada ao congresso da CTB, que ocorre em agosto do ano que vem.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Alexandra Reichart

  • O fotógrafo Sérgio Silva levou um tiro de bala de borracha trabalhando na cobertura de um protesto em 13 de junho de 2013 na capital paulista. Ele perdeu o olho esquerdo e entrou com uma ação na Justiça por indenização.

    Nesse dia outros 15 jornalistas também foram feridos na repressão policial. Mas o comandante Benedito Meira achou que os ferimentos em jornalistas aconteceram por causa dos “riscos da profissão” e julgou a ação da Polícia Militar normal.

    O juiz Olavo Zampol Júnior, da 10ª Vara da Fazenda Pública, foi ainda mais longe. Para ele, “ao se colocar entre os manifestantes e a polícia, permanecendo em linha de tiro” ele "assumiu o risco de ser alvejado por alguns dos grupos em confronto (polícia e manifestantes)”.

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    Para o secretário  de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Carlos Rogério Nunes, essa é “mais uma decisão equivocada da Justiça, porque o fotógrafo estava trabalhando, além de que a PM foi truculenta na ação”.

    Era uma das manifestações do que ficou conhecido como  a Jornada de Junho, contra o aumento das tarifas no transporte público. Na repressão policial foram usadas balas de borracha contra os manifestantes, além de spray de pimenta e gás de efeito moral.

    A partir do acidente, Silva tornou-se ativista de campanhas contra a violência policial. Chegou a entregar uma petição ao secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira pedindo a proibição do uso de bombas de efeito moral e balas de borracha em manifestações.

    Inclusive a Anistia Internacional já cobrou da Justiça o reparo ao fotógrafo, que deve recorrer da decisão da primeira instância. "A Justiça não pode agir às cegas, tem que compreender a natureza do trabalho jornalístico e manifestações pacíficas não podem ser reprimidas numa democracia", conclui Nunes.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com agências

  • A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, coordenou as reuniões – segunda (16) e terça-feira (17) - entre todas as secretárias estaduais da Mulher na sede da CTB nacional, em São Paulo.

    “Encaminhamos a organização de nosso encontro que ocorrerá de 18 a 20 de novembro, no Rio de Janeiro”, diz Pereira. Ela afirma também que esse encontro sobre as questões de gênero contará com as secretarias da Mulher Trabalhadora, Formação e Cultura, Igualdade Racial e Políticas Sociais. "Iremos debater inclusive a cota de gênero de 30% determinada em nosso último congresso".

    Para ela, “é muito importante que as mulheres trabalhadoras se organizem com mais perseverança ainda nestes tempos de propostas extremamente conservadoras no Congresso Nacional, com a retiradas de conquistas fundamentais das brasileiras”.

    As mulheres da CTB não fogem à luta. “Nós sabemos da importância de elevarmos o debate sobre a igualdade de gênero no país e no mercado de trabalho”, complementa Pereira. “As cetebistas responderão à altura os ataques aos nossos direitos”.

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    Marcos Aurélio Ruy (texto e foto) - Portal CTB

  • Os grandes grupos de mídia anunciam, com destaque, que o Rio de Janeiro irá enfrentar, a partir do próximo ano, o mais duro pacote de austeridade de sua história. Entre decretos e projetos de lei que serão encaminhados hoje à Assembleia Legislativa, direitos dos trabalhadores e programas sociais serão cortados para arcar com os custos da farra das isenções fiscais promovidas pelos governos Sérgio Cabral e Pezão. Entre as medidas que contam no pacote de maldades estão o aumento da contribuição previdenciária, inclusive com a criação de uma alíquota extraordinária, o fim dos programas sociais, a suspensão de reajustes salariais e o aumento de impostos. A CTB-RJ repudia esse conjunto de medidas apresentado pelo governo do Estado e irá, ao lado dos trabalhadores, lutar em defesa dos direitos dos servidores públicos e do povo do Rio de Janeiro.

    Pela proposta de Pezão e Dornelles, os servidores ativos vão passar a pagar 14% de previdência, além de uma alíquota extraordinária de 16% concebida para reduzir o déficit previdenciário. Inativos e pensionistas que ganham mais de R$ 5.189 também pagarão os mesmos percentuais. Os aposentados e pensionistas que ganham abaixo de R$ 5.190, antes isentos, passarão a contribuir com 30% de seus vencimentos. A duração dessa alíquota extra, será de quatro quadrimestres, ou dezesseis meses.

    Entre os programas sociais, serão extintos por decreto o Aluguel Social, voltado para desabrigados, e o Renda Melhor, destinado aos que vivem em extrema pobreza. Os restaurantes populares também vão acabar, a menos que sejam absorvidos pelos municípios. Os gastos do Bilhete Único por pessoa ficarão limitados a R$ 150 por mês. Confira abaixo o resumo das maldades apresentadas pelo Governo do Estado.

    Previdência

    PL enviado à ALERJ pelo Governo do Estado propõe o aumento do desconto previdenciário de 11% para 14%. A medida afeta todos os servidores da ativa e os inativos que ganham acima de R$ 5.189,82. Em caráter temporário (quatro quadrimestres), o governo também quer cobrar uma alíquota extraordinária de 16% de todos os servidores ativos e inativos que ganham mais de R$ 5.189,82. Aposentados e pensionistas que ganham abaixo desse teto previdenciário e hoje são isentos passariam a sofrer um desconto de 30% em seus vencimentos.

    Bilhete Único

    O concedido ao usuário será limitado a R$ 150 por mês. Se o passageiro gastar acima desse valor, ele ou o seu empregador terá de arcar com a diferença.

    Programas sociais

    Restaurante Popular – O estado quer que as prefeituras assumam os restaurantes, que hoje servem diariamente 34.777 refeições e 21.877 cafés da manhã a preços populares. Se os municípios não aceitarem, a opção será encerrar de vez o programa.

    Aluguel Social – O programa, que já vem sofrendo com atrasos, vai acabar, a partir de junho de 2017. Os beneficiários do Aluguel Social são desabrigados, muitos em consequência de chuvas fortes. Hoje, 9.640 famílias se beneficiam dos repasses em 15 municípios.

    Programa Renda Melhor – O programa, que é parte integrante do Plano de Erradicação da Pobreza Extrema no Rio de Janeiro e assiste com benefício financeiro as famílias de baixa renda já atendidas pelo Bolsa Família, será extinto. Cerca de 154 mil famílias recebem o auxílio.

    ICMS

    O governo pretende elevar a alíquota de ICMS para alguns setores. Em residências com consumo de energia superior a 300 kilowatts, o percentual sairá de 25% para 27%. Cerveja terá 18% de ICMS e fumo, 27%. Medida afetará ainda gasolina, refrigerante e telefone.

    Reajustes salariais

    Reajustes concedidos em 2014 a servidores da área de segurança pública, bombeiros militares e auditores fiscais serão adiados para 2020. Esses aumentos entrariam em vigor em 2016 e 2017. O governo pretende, também, acabar com o adicional por tempo de serviço (conhecidos como triênios).

    Fim da gratuidade no transporte

    Quem mora em Ilha Grande e em Paquetá terá de pagar pelo transporte até o continente. Hoje, essas pessoas não pagam pela viagem. A permissão de cobrança será possível mediante projeto de lei, que depende do aval da Alerj.

    Da CTB-RJ

  • Com objetivo de lembrar a violenta invasão em seu campus no dia 22 de setembro de 1977, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realiza uma extensa programação nesta semana. Nesse ano ocorria a reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE), desarticulada em 1968 pela ditadura fascista (1964-1985).

    Para Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a programação em memória dos mortos na invasão é “acima de tudo é um ato de resistência”.

    Porque, diz ela, “evidenciar atos de crueldade da ditadura implantada em 1964 acaba sendo um ato educativo. Elucida os desmandos cometidos e a violência contra quem pensava diferente deles. Não é exatamente o que estamos vivendo hoje?”

    Comandados pelo coronel Erasmo Dias - um dos maiores defensores da linha mais dura do regime da época - três mil policiais civis e militares invadiram o campus da universidade no bairro de Perdizes na capital paulista.

    Os repressores utilizaram excessiva brutalidade, jogando bombas, batendo e prendendo os estudantes com muita raiva, exatamente porque no dia anterior à invasão, os universitários do país todo tentaram realizar o 3º Encontro Nacional dos Estudantes e foram também violentamente impedidos.

    Assista o vídeo 40 anos da invasão da PUC-SP, de José Arbex Jr. 

    A operação militar resultou na prisão de 700 estudantes, vários feridos e cinco mortes. Entre os presos, 37 foram enquadrados na famigerada Lei de Segurança Nacional. Por isso, a universidade realiza nesta semana uma série de atividades para refletir sobre os acontecimentos passados e presentes com palestras, debates e atividades culturais.

    A ideia norteadora do evento é a diplomação dos cinco estudantes mortos na repressão. Justamente na sexta-feira (22), as famílias de Carlos Eduardo Fleury, José Wilson Lessa Sabbag, Maria Augusta Thomas, Cilon Cunha Brum e Luiz Almeida Araújo (os corpos desses dois últimos nunca foram encontrados) receberão os diplomas de seus entes queridos como forma de denunciar o crime cometido contra toda uma geração.

    Assista reportgem da TVT sobre o evento 

    Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP diz à Rede Brasil Atual que no dia do aniversário da violência (sexta-feira, 22) “vamos fazer uma invasão aqui também. Vai ser uma invasão cultural, com música, depoimentos, manifestações culturais das mais diversas. Vamos tomar conta do espaço relembrando aquele momento, mas também colocando as questões atuais".

    “Muito importante essa atitude. Essa semana nos chama para resistir ao golpe que enfrentamos em pleno século 21”, afirma secretária cetebista. Para ela, é “inconcebível a violência para impedir a organização da sociedade civil”.

    Acompanhe a programação pela página do Facebook do envento aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • As secretarias da Mulher Trabalhadora, Juventude Trabalhadora, Igualdade Racial, Políticas Sociais, Formação e Cultura e Comunicação realizaram o Encontro Nacional da CTB: Visão Classista sobre a Diversidade Social para planejar as campanhas sobre a igualdade entre os gêneros, as gerações e as cores deste país, de ampla diversidade.

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    No primeiro dia, o encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense (saiba como foi aqui). Já no sábado (19) os debates continuaram na colônia de férias do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

    Os 100 participantes inscritos dividiram-se em quatro grupos: igualdade racial, mulheres, juventude e políticas sociais e cidadania. Cada grupo encaminhou as suas propostas específicas levadas à plenária final.

    Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB 

    Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial ficou responsável por redigir as conclusões finais num documento a ser debatido pelas estaduais rumo ao 4º Congresso da central no ano que vem, quando a CTB comemora 10 anos.

    Os participantes ressaltaram a importância do enfrentamento à mídia burguesa hegemônica na sociedade brasileira. Além disso, foram reforçadas as bandeiras contra o machismo, a violência, a discriminação e a opressão, com uma comunicação de massa mais contundente.

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    Também se definiu amplo apoio aos movimentos da juventude em defesa da educação pública e por mais espaços e dos LGBTs pela cidadania plena. Além de intensificar campanhas de combate à violência contra as mulheres, de intolerância religiosa e de combate ao racismo, tão intenso nas redes sociais e nas ruas.

    Jesus Cardoso, presidente do Sindmetal-RJ 

    No domingo (20) – Dia Nacional da Consciência Negra – os participantes realizaram um ato no Rio de Janeiro para celebrar a data e denunciar a segregação a que os negros e negras ainda são submetidos no Brasil de ponta a ponta.

    Acesse o álbum de fotos aqui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • No campo e na cidade, o corte nos investimentos e a flexibilização dos direitos encolhem mercado de trabalho para jovens (Foto: Esquerda Diário)

    A crise afeta a vida de todas as pessoas, mas atinge principalmente a juventude, as mulheres e os negros. O Brasil que já tem quase 14 milhões de desempregados e mais de seis milhões de subempregados vê as novas gerações sem muitas alternativas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25,3% dos cidadãos entre 18 e 24 anos estão sem trabalho. E para piorar, quase 26% dos jovens nem trabalham, nem estudam.

    Acesse e leia a revista na íntegra aqui

    No campo e na cidade, o corte nos investimentos e a flexibilização dos direitos encolhem mercado de trabalho para jovens “A situação está piorando porque o governo golpista corta investimentos nas áreas sociais e afeta profundamente a juventude que fica sem perspectivas e está indo para o trabalho informal ou à mercê da criminalidade”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    O estudo “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que 70,9 milhões de jovens estão desempregados no mundo, e a expectativa para este ano é que este número chegue a 71,1 milhões de desocupados na faixa etária dos 14 aos 29 anos. Ainda de acordo com o estudo da OIT, 77% destes jovens estão na informalidade, sem carteira assinada.

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    “As perspectivas são sombrias, por isso, o movimento sindical deve se aproximar e trazer essa parcela significativa da população para dentro dos sindicatos, mostrando que essa é uma das formas mais eficazes de se derrotar o projeto neoliberal em marcha no país”, sintetiza a sindicalista.

    Segundo a OIT, as mulheres são muito mais penalizadas com o desemprego. No mundo, a taxa de moças jovens que não está trabalhando, estudando nem recebendo treina - mento é de 34,4%, enquanto que este índice cai para 9,8% entre os homens jovens. Os números não são acalentadores.

    Para Bezerra, no entanto, é importante que a educação pública esteja voltada para o desenvolvimento nacional autônomo e em consonância com as aspirações da juventude. “A reforma do ensino médio não contempla as necessidades da juventude trabalhadora porque privilegia o setor privado da educação e tira o sonho dos mais pobres de melhorar de vida pelo estudo”.

    Juventude trabalhadora rural

    No campo não é diferente. Como revela Marilene Faustino Pereira, secretária adjunta da Juventude Trabalhadora da CTB, a estrutura fundiária pautada no agronegócio emprega muito pouco devido à monocultura e à mecanização.

    “A permanência dos jovens no meio rural depende de uma boa geração de renda, além de acesso à educação, à saúde, ao esporte, ao lazer e à cultura”. Além disso, a sindicalista aponta a falta de políticas públicas no campo.

    “O que torna mais difícil atrair a juventude para permanecer no campo é a falta de políticas e investimentos na agricultura familiar, que propiciem boas condições de trabalho e de desenvolvimento para os mais jovens”.

    Miséria em todo canto

    Atualmente, 39% dos jovens nos países em desenvolvimento, o equivalente a 160 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, vivem abaixo da linha de pobreza, mesmo estando empregados.

    “Eles têm ocupação, mas não ganham o suficiente para viver”, diz o pesquisador Vinícius Pinheiro, chefe do escritório da OIT, em Nova York. A secretária de Políticas Sociais da CTB, a sindicalista Vânia Marques Pinto, afirma que os índices vêm piorando com a crise econômica e se aprofundando com as medidas propostas pelo governo.

    “Cresce a precarização do trabalho, a instabilidade no emprego e os contratos intermitentes e a terceirização ilimitada produzem subempregos e trabalhadoras e trabalhadores sem nenhuma garantia”, afirma.

    Para ela, “o governo golpista abandonou as políticas públicas destinadas aos jovens e com isso a situação se deteriora, somando-se à ausência de estrutura das escolas, ao desemprego e à falta de perspectivas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB


    Matéria publicada na revista Visão Classista, número 22, de julho de 2018.