Sidebar

19
Sex, Jul

mortes violentas

  • Casos como o do catador de papel Ricardo Nascimento, morto por um policial militar com dois tiros à queima roupa, na quarta-feira (12), em Pinheiros, zona oeste da capital paulista, tem se tornado mais comum do que se imagina.

    Levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta quinta-feira (27), mostra aumento da violência policial no estado de São Paulo. Foram 459 mortes violentas cometidas por policiais militares e civis no primeiro semestre deste ano. Esse é o maior número de crimes em 14 anos.

    “Esse estudo evidencia o crescimento da truculência policial no estado”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP). “As vítimas são, via de regra jovens, negros e pobres”.

    Samira Bueno, coordenadora da pesquisa, afirma que essa história de que a redução da criminalidade é fruto da truculência policial é mentira. O “estado e a polícia usam como justificativa que estes casos são desvios individuais de conduta, quando os altos números de mortos pela PM são a evidência de que o problema é muito maior, institucional e estrutural e precisa ser assumido enquanto tal”.

    grafico sspsp violencia g1

    De acordo com o levantamento, 430 mortes foram cometidas por PMs, o restante por policiais civis. “O avanço da crise econômica pode tornar essa situação ainda mais violenta, se o governador Geraldo Alckmin (PSDB) não mudar de atitude e orientar a polícia para a sua verdadeira função que é proteger as pessoas”, acentua Bitencourt.

    Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou ao G1, que "desenvolve ações para reduzir a letalidade e que, na maioria das vezes, ocorre a partir da ação de agentes de segurança para frustrar crimes contra o patrimônio".

    Bueno retruca afirmando que “os números mostram que há pelo menos 15 anos a política tem sido ignorar que centenas de pessoas, em sua maioria jovens e negros, são mortos pela polícia em ocorrências pouco transparentes em que se justifica ‘legítima defesa’, como se todas essas mortes fossem naturais e não pudessem ser evitadas”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Ilustração: Latuff

  • A maioria dos brasileiros (73%) é contra a flexibilização do porte de armas. É o que mostra pesquisa do Ibope. Apenas 26% são favoráveis à medida de Jair Bolsonaro. Ainda, segundo a pesquisa, 51% da população discorda da afirmação de que o "aumento de pessoas armadas torna a sociedade mais segura". 

    No caso do porte, 47% discordam da ideia de que carregar uma arma de fogo deixa a pessoa mais segura. O decreto editado pelo presidente permite a aquisição de armas de porte, como pistolas e revólveres para os cidadãos comuns. 

    Os residentes em áreas rurais podem adquirir também fuzis e carabinas. A medida vai aumentar a violência, uma tragédia cujos números envergonham o país. Quase um milhão de pessoas foram mortas no Brasil entre 1980 e 2014, segundo o Mapa da Violência 2016. 

    Desse total, 85% foram homicídios dolosos, ou seja, com intenção de matar. Somente em 2014, foram 44.861 mortes decorrentes de armas de fogo. Por dia, são 123 pessoas e por hora, cinco. Os números são maiores do que as mortes na guerra da Síria.

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • Os dados são assustadores. A cada 60 minutos, uma criança ou adolescente morre no país em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Em 20 anos (1997-2016), mais de 145 mil jovens com até 19 anos faleceram por conta de disparos.

    O estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria deve servir para uma análise importante sobre a medida do governo Bolsonaro que libera a posse de armas no Brasil. Com mais armas circulando, os números tendem a disparar.

    Somente em 2016, foram 9.517 mortes, praticamente o dobro do verificado há 20 anos. Em 1997, foram 4.846 casos. São Paulo é o estado que mais matou jovens por arma de fogo no período, 21.864 no total. O segundo lugar é do Rio de Janeiro (19.220). A Bahia aparece em seguida, com 13.813 casos.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • Dados da 29ª edição do Relatório Mundial de Direitos Humanos, divulgados nesta quinta (17), pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), aponta que as mortes cometidas por policiais em serviço e de folga cresceram 20% na comparação em 2017. 

    O estudo, que analisa a situação de mais de 90 países, revela que o Brasil bateu recorde de mortes violentas em 2017, com 63.880 casos. A pesquisa chama atenção para o aumento da letalidade policial após a intervenção federal no Rio de Janeiro, entre fevereiro e dezembro de 2018.

    Segundo a entidade, de março a outubro de 2018, conforme dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a letalidade violenta aumentou 2% no estado, enquanto as mortes cometidas pela polícia cresceram 44%.

    Crítica

    A ONG internacional critica a lei aprovada em 2017 pelo Congresso Nacional que permite que militares das Forças Armadas, acusados de cometerem execuções extrajudiciais contra civis, sejam julgados pela Justiça Militar. De acordo com a entidade, a mesma lei transferiu o julgamento de policiais militares acusados de tortura e outros crimes para o âmbito da Justiça Militar.

    "Menos de um mês após a promulgação da lei, oito pessoas foram mortas durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Até o momento de elaboração deste relatório, nem os investigadores da Forças Armadas nem os procuradores da Justiça Militar haviam entrevistado testemunhas civis", diz a entidade.

    Direitos humanos

    A violência contra profissionais de comunicação também foi tema de pesquisa. O Relatório Mundial de Direitos Humanos traz, no capítulo sobre o Brasil, dados sobre violações relacionadas à liberdade de expressão, com restrição ao trabalho da imprensa, sobretudo, durante as eleições presidenciais, com a intimidação de mais de 140 repórteres.

    Aborda também os mais de 1,2 milhão de casos de violência doméstica pendentes nos tribunais; a possibilidade de retorno das terapias de conversão para mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de um indivíduo; os mais de 1.246 casos de trabalho análogo à escravidão registrados entre janeiro e outubro de 2018; o aumento do uso de agrotóxicos no campo; e o enfrentamento dos abusos cometidos durante a ditadura militar no Brasil.

    O documento destaca a chegada de migrantes venezuelanos no Brasil. Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência ligada às Nações Unidas, mostram que entre janeiro de 2014 e abril de 2018, 25.311 venezuelanos solicitaram autorização de residência no Brasil. De janeiro de 2014 a julho de 2018, 57.575 pediram refúgio.

    Portal CTB - Com informações da agência Brasil